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Educação

MEC homenageia Petronilha Beatriz em cerimônia

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O som vibrante da Orquestra Afrosinfônica, da Bahia, abriu a cerimônia de entrega do Selo Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva a redes de ensino de todo país, realizada nesta quinta-feira, 6 de novembro, no Ministério de Minas e Energia (MME), em Brasília. A condecoração reconhece o compromisso das secretarias premiadas com a implementação de políticas educacionais que promovem uma educação antirracista, inclusiva e voltadas à equidade racial e quilombola. 

Ao todo, o selo certificou 436 redes de ensino, sendo 428 municipais e oito estaduais. Dessas, 20 redes também receberam R$ 200 mil para o fortalecimento de suas ações educacionais. A premiação foi instituída em homenagem à professora Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, renomada educadora, pesquisadora e ativista brasileira, cuja carreira é marcada pela luta contra o racismo e pela promoção de uma educação inclusiva. 

O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou o papel fundamental das redes de ensino na construção de uma política educacional antirracista e transformadora. “O MEC só será exitoso se as redes estaduais e municipais também forem. Essa cerimônia não é só sobre premiar 20 redes de ensino, mas sobre celebrar a possibilidade concreta de construirmos uma educação antirracista, que transforma a vida de milhões de estudantes em todo o Brasil”, afirmou o ministro. 

Durante a solenidade, a professora doutora Petronilha foi aplaudida de pé ao relembrar a trajetória das políticas de equidade racial na educação. Em sua fala, refletiu sobre a convivência e o sentido coletivo da educação: “O currículo está no olhar, na convivência, na saudação feita ou não feita. Cada um de nós é porque convive com outras pessoas. Então, eu sou porque nós somos. Conviver significa construir a nossa sociedade e o nosso país”. 

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A secretária da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), Zara Figueiredo, destacou o caráter coletivo da política e a força simbólica de suas origens. “Nego Bispo disse: ‘a árvore faz tudo com raízes na terra’. Essa política nasce de raízes. Significa olhar para trás, para todos aqueles que construíram esse caminho, e lidar, com os pés no chão, com os desafios da educação e da equidade”, declarou. “As três raízes que sustentam essa caminhada são os que vieram antes, a família e a escola”. 

Representando uma das redes contempladas, a secretária de Educação de Araripe (CE), Eliana Rosalvo, destacou a importância simbólica e coletiva do reconhecimento concedido pelo MEC. “Essa é a primeira vez que a nossa comunidade recebe um reconhecimento desse tipo. Esse prêmio é para todos os professores, gestores e alunos da nossa escola — eles que merecem receber essa premiação do Ministério da Educação”.  

A iniciativa simboliza o compromisso do Estado brasileiro em consolidar a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), garantindo a transversalidade do tema em currículos, formações docentes e projetos pedagógicos. A entrega do Selo Petronilha reafirma o papel do MEC como articulador nacional na promoção de uma educação democrática e plural, que reconhece e respeita as múltiplas identidades que compõem o país. 

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Participantes – Também estiveram presentes no evento a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo dos Santos; a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco; a vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Hélvia Paranaguá; e o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Luiz Miguel Martins; entre outras autoridades. 

Seleção – Para serem consideradas elegíveis ao recebimento do destaque nacional, as secretarias precisaram atender aos seguintes critérios básicos: aderir à Pneerq; ter participado do Diagnóstico de Equidade entre 21 de março a 10 de julho de 2024; e atingir pontuação mínima de 60 pontos para redes estaduais ou 50 pontos para redes municipais no Índice de Formação ERER/EEQ.  

Selo O Selo Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva é uma iniciativa do MEC, especificamente da Diretoria de Políticas de Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (DIPERQ/Secadi). O selo visa à implementação da Lei nº 10.639/2003 (modificada pela Lei nº 11.645/2008), que estabeleceu a obrigatoriedade do ensino da história e das culturas afro-brasileira e indígena nos ensinos fundamental e médio. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Envio de artigos ao Cadernos Equidade termina nesta sexta (11)

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Termina nesta sexta-feira, 11 de setembro, o prazo para submissão de artigos científicos à chamada pública do Cadernos Equidade, dedicada à Educação Bilíngue de Surdos. A chamada é realizada pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).  

A iniciativa busca ampliar a participação de acadêmicos, pesquisadores, professores, gestores, profissionais da educação e lideranças surdas na produção de conhecimento sobre a área e contribuir para o fortalecimento da Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (Pnebs). Os artigos sobre educação bilíngue de surdos devem ser encaminhados para: [email protected]

Os interessados devem ficar atentos às orientações para submissão. Cada artigo poderá ter até três autores, e a autoria deve ser restrita às pessoas que tenham contribuído de forma significativa para a concepção, o desenvolvimento, a execução ou a interpretação do estudo. 

O autor responsável pela submissão também será responsável pelo acompanhamento do fluxo do artigo e pelas comunicações com a publicação. 

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Para garantir a avaliação cega por pares, é necessário realizar o envio de dois arquivos: um contendo o artigo completo e todas as informações referentes aos autores; e outro com o texto, sem qualquer identificação de autoria. 

Os textos devem ser inéditos, redigidos em português escrito e ter entre 35 mil e 50 mil caracteres com espaços. Os trabalhos aprovados deverão ainda apresentar, obrigatoriamente, um resumo em vídeo em Libras, conforme as informações do edital.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi  

Fonte: Ministério da Educação

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