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Etanol registra alta em outubro com avanço nos preços do anidro e do hidratado

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Preços do etanol sobem no fim de outubro

Os preços do etanol encerraram o mês de outubro em alta, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). Entre os dias 27 e 31 de outubro, tanto o etanol anidro quanto o hidratado apresentaram valorização nas usinas paulistas, refletindo maior firmeza nas negociações do setor.

Etanol anidro e hidratado registram valorização

O etanol anidro, utilizado na mistura com a gasolina, teve alta de 1,24%, passando de R$ 3,1411 para R$ 3,1801 por litro. Já o etanol hidratado, usado diretamente em veículos flex e movidos a álcool, avançou 0,92%, saindo de R$ 2,7527 para R$ 2,7781 por litro.

Esses aumentos indicam um cenário de recuperação de preços após semanas de oscilações, influenciado por fatores como a demanda interna e o comportamento dos preços da gasolina.

Indicador Diário Paulínia também aponta avanço

De acordo com o Indicador Diário Paulínia, o etanol hidratado foi negociado na sexta-feira, 31 de outubro, a R$ 2.894,50 por metro cúbico nas usinas. O valor representa um aumento de 0,28% em relação ao dia anterior, reforçando a tendência de alta observada ao longo da semana.

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Mercado segue atento à demanda e à safra da cana-de-açúcar

Com o encerramento da safra 2024/25 em algumas regiões produtoras, o mercado de etanol segue atento ao equilíbrio entre oferta e demanda. A expectativa é de que os preços continuem acompanhando o ritmo das distribuidoras e os custos da matéria-prima, mantendo o cenário de firmeza observado no fim de outubro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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