Agro
Tecnologia impulsiona produtividade e reduz riscos no agronegócio brasileiro, aponta estudo da RaboResearch
Um estudo da RaboResearch Food & Agribusiness, publicado em outubro de 2025, revela que o agronegócio brasileiro passa por uma profunda transformação impulsionada pela tecnologia. O país já é o segundo maior destino de investimentos em agtechs da América Latina, com startups atuando em todas as etapas da cadeia produtiva – desde a compra de insumos até a logística pós-colheita.
Segundo o relatório, a inovação tecnológica vem tornando a agricultura nacional mais eficiente, produtiva e sustentável, fortalecendo o papel do Brasil como líder global na produção de grãos e no enfrentamento dos desafios climáticos.
Ecossistema de agtechs cresce e moderniza o campo brasileiro
Entre 2020 e 2025, o número de startups agrícolas no país saltou de 1.574 para cerca de 2 mil, representando mais de 80% das agtechs da América do Sul. Nesse período, o Brasil atraiu mais da metade de todos os investimentos em tecnologia agrícola do continente, com destaque para o pico de US$ 330 milhões em 2023, conforme dados da AgFunder e do Radar Agtech Brasil.
As startups se dividem em três principais frentes de atuação:
- Pré-produção (18,6%) – soluções financeiras, compra de insumos e crédito rural;
- Produção (41,5%) – tecnologias de gestão de fazendas, automação e monitoramento ambiental;
- Pós-produção (39,9%) – logística, processamento, comercialização e rastreabilidade.
Essas inovações contribuem para modernizar o campo e ampliar a competitividade do agronegócio brasileiro, especialmente em um cenário de alta complexidade global.
Tecnologias consolidadas transformaram o Cerrado
A pesquisa destaca que o avanço tecnológico nas últimas décadas foi decisivo para o sucesso agrícola do país. Três frentes tiveram papel fundamental:
- Calagem: introduzida nos anos 1970, a aplicação de calcário agrícola corrigiu a acidez dos solos do Cerrado, tornando possível o cultivo em áreas antes improdutivas.
- Biotecnologia: o desenvolvimento de sementes geneticamente modificadas aumentou a produtividade e reduziu o uso de defensivos. Variedades de ciclos diferentes também ajudaram a minimizar riscos climáticos.
- Agricultura de precisão: o uso de sensores, GPS e imagens de satélite elevou o controle de pragas, reduziu custos e otimizou recursos.
O estudo aponta que a integração dessas tecnologias viabilizou o sistema de duplo cultivo (safrinha), que hoje cobre mais de 57% das áreas de soja em Mato Grosso e 37% no país.
Agricultura inteligente inaugura nova era no campo
O relatório mostra que o Brasil entra agora em uma fase de agricultura digital e automatizada, marcada pelo uso de inteligência artificial, robótica e big data.
Entre as principais tendências destacadas estão:
- Digitalização das operações: sistemas de monitoramento em tempo real e gestão integrada de custos e margens;
- Insumos biológicos: inoculantes, biofertilizantes e biopesticidas que reduzem impactos ambientais e fortalecem o solo;
- Controle inteligente de plantas daninhas: pulverizadores com visão computacional que reduzem o uso de herbicidas em até 50%;
- IA e aprendizado de máquina: previsão de pragas, diagnóstico de doenças e otimização da irrigação e colheita;
- Automação e robótica: tratores autônomos e robôs agrícolas aumentam a precisão e reduzem a dependência de mão de obra;
- Blockchain: rastreabilidade da produção e cumprimento de regulações ambientais, como a EUDR, que proíbe a importação de soja proveniente de áreas desmatadas após 2020;
- Big data e computação em nuvem: integração de dados de clima, solo e maquinário para gestão em tempo real.
Investir em tecnologia é vital para reduzir riscos
A RaboResearch ressalta que, diante da volatilidade climática e de preços das commodities, a adoção de tecnologias é essencial para mitigar riscos e aumentar a eficiência.
Segundo estudo da McKinsey (2022) citado no relatório, quase metade dos produtores brasileiros já utiliza ou está aberta a adotar soluções digitais no campo, com forte adesão entre produtores de grãos e algodão no Cerrado.
O uso de ferramentas tecnológicas permite reduzir custos, aumentar produtividade e implementar sistemas como a safrinha, essenciais em um ambiente de margens estreitas.
Produtividade cresce e impulsiona ganhos econômicos
Há dez anos, a produtividade de soja no Brasil era de cerca de 50 sacas por hectare. Hoje, a média nacional alcança 66 sacas/ha, refletindo o salto de eficiência.
Nos últimos 30 anos, a produção de grãos cresceu impulsionada mais pela produtividade (5,9% ao ano) do que pela expansão de área plantada (3,6%). A safra 2024/25 registrou recordes em soja, milho safrinha e algodão, consolidando o país entre os mais eficientes do mundo.
O estudo atribui esse avanço à combinação de pesquisa, inovação e condições naturais favoráveis, como relevo plano e chuvas bem distribuídas.
Desafios e caminhos para o futuro sustentável
Apesar dos avanços, o relatório alerta que o acesso limitado a crédito, a carência de mão de obra qualificada e a desigualdade regional de infraestrutura ainda limitam a adoção de tecnologias em larga escala.
Para consolidar o modelo de agricultura inteligente e sustentável, o Brasil precisa ampliar investimentos em pesquisa, capacitação técnica e transferência de conhecimento, garantindo que a inovação chegue também a pequenos e médios produtores.
“O futuro do agronegócio brasileiro depende da integração entre tecnologia, sustentabilidade e inclusão produtiva”, conclui o relatório da RaboResearch.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Mistura de terbutilazina + mesotriona alcança até 95% de controle de plantas daninhas no milho, aponta Estação Dashen
Ensaios conduzidos pela Estação Dashen, no Norte do Paraná, validaram a eficácia da primeira mistura pronta de terbutilazina + mesotriona no controle de plantas daninhas na cultura do milho. Segundo os pesquisadores, a solução apresentou alto desempenho em aplicações pós-emergentes e também efeito residual no solo, com índices de controle que chegaram a 95% quando aplicada no momento correto.
A tecnologia, recentemente lançada no mercado brasileiro pela Sipcam Nichino sob a marca comercial Click® Pro, vem sendo estudada pela estação experimental há dois anos.
Nova tecnologia amplia alternativas no manejo de plantas daninhas
De acordo com o doutor em agronomia e especialista em plantas daninhas Jethro Barros Osipe, responsável pelos estudos na Estação Dashen ao lado de Robinson Osipe e Petrus B. Osipe, a terbutilazina representa uma evolução importante no manejo do milho.
A molécula é considerada uma alternativa à atrazina, que pode sofrer restrições regulatórias no Brasil. Além disso, apresenta boa performance no controle de espécies como soja voluntária e outras invasoras relevantes no sistema produtivo.
Efeito residual no solo melhora manejo na safra seguinte
Os resultados dos ensaios indicam que a combinação terbutilazina + mesotriona oferece não apenas controle em pós-emergência, mas também ação residual no solo ao longo do ciclo da cultura.
Esse efeito reduz a infestação de plantas daninhas e facilita o manejo da área para as culturas subsequentes, contribuindo para maior eficiência operacional no sistema produtivo.
Alta eficiência no controle de invasoras no milho
Nas avaliações realizadas na última safra, a mistura foi aplicada em estádios iniciais do milho em áreas com presença de espécies como capim-pé-de-galinha, capim-carrapicho e caruru.
Segundo os pesquisadores, a solução apresentou desempenho consistente tanto em folhas largas quanto em gramíneas, com destaque para o controle de:
- capim-pé-de-galinha
- capim-amargoso
- caruru
- trapoeraba
- leiteiro
- picão-preto
A tecnologia também demonstrou eficácia sobre plantas daninhas resistentes ao glifosato, ampliando as opções de manejo no campo.
Controle integrado e aplicação em sistemas de consórcio
Outro destaque apontado pelos pesquisadores é a possibilidade de uso da mistura em áreas com Brachiaria em sistemas de consórcio com milho, o que reforça sua versatilidade dentro de diferentes estratégias de produção.
Manejo correto é determinante para eficiência
Os resultados indicam que, quando aplicada no momento adequado — especialmente no início do desenvolvimento da cultura — a mistura pode alcançar até 95% de controle das plantas daninhas.
Para os pesquisadores, a adoção de novas tecnologias químicas com ação complementar e residual tende a fortalecer o manejo integrado e reduzir perdas na produtividade do milho, especialmente na segunda safra.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
Educação6 dias agoAções do MEC valorizam trabalhadores da educação
-
Educação7 dias agoMEC participa de lançamento de relatório sobre migrações
-
Educação7 dias agoMEC apresenta Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva
-
Esportes5 dias agoBotafogo sofre virada no Nilton Santos e perde para o Remo
-
Paraná5 dias agoEsporte e diversão: pequenos corredores lotam as ruas de Guaratuba na Maratoninha
-
Paraná6 dias agoAo vivo: confira a transmissão da inauguração da Ponte de Guaratuba
-
Educação6 dias agoMEC autoriza aquisição de prédio do Campus Diadema do IFSP
-
Paraná5 dias agoMaratoninha reúne centenas de crianças em Guaratuba; ponte será fechada às 5h para maratona
