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Rabobank e Grupo Botuverá lançam operação inédita de preservação florestal na Amazônia e no Cerrado

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O Rabobank, banco global especializado em soluções financeiras para o agronegócio, concluiu uma operação pioneira com o Grupo Botuverá voltada para a aquisição e preservação de mais de 9,5 mil hectares de florestas nativas nos biomas Amazônia e Cerrado. Com prazo de 20 anos, a iniciativa é a primeira do tipo realizada pelo banco no setor, reforçando seu compromisso com práticas sustentáveis e economicamente viáveis.

Antecipação da regularização ambiental e preservação adicional

O projeto tem como objetivo acelerar a adequação dos produtores às exigências do Código Florestal, garantindo que a reserva legal e áreas de preservação permanente estejam regularizadas de forma planejada. Além disso, a operação prevê uma adicionalidade de mais de 400 hectares, preservando áreas além do exigido por lei.

Segundo o banco, essa abordagem permite unir impacto ambiental positivo à inteligência financeira, ao proporcionar aos produtores a regularização ambiental sem comprometer o fluxo de caixa das operações.

Grupo Botuverá como referência em sustentabilidade

Cliente tradicional do Rabobank, o Grupo Botuverá é reconhecido por sua atuação pioneira em sustentabilidade, sendo um dos primeiros a emitir créditos de carbono provenientes do plantio de árvores. O relacionamento entre banco e grupo é pautado por práticas agrícolas responsáveis e inovação ambiental, consolidando a parceria como modelo de desenvolvimento sustentável no agronegócio.

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Estrutura financeira e alinhamento ESG

A operação é bilateral, com participação exclusiva do Rabobank, que atuou como estruturador e financiador. Classificada como uma linha de esforço para a aceleração da regularização do Código Florestal, a iniciativa está totalmente alinhada às diretrizes ESG do banco, reforçando a estratégia de fomentar práticas agrícolas responsáveis e proteger os biomas brasileiros.

De acordo com Ricardo Silva, Head Regional de Rural do Rabobank para a América do Sul, “essa estrutura de financiamento de longo prazo viabiliza a regularização ambiental dos nossos clientes de forma antecipada, mas com prazo estendido para pagamento, conciliando sustentabilidade com saúde financeira das operações”.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina de Mato Grosso batem recorde em maio, mas China acende alerta para o segundo semestre

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As exportações de carne bovina de Mato Grosso alcançaram resultados históricos em maio de 2026, registrando os maiores volumes embarcados e o maior faturamento do ano para o período. Impulsionado pela forte demanda internacional, especialmente da China, e pela valorização da proteína no mercado externo, o estado consolidou sua posição como um dos principais exportadores de carne bovina do país.

No entanto, apesar do cenário positivo, especialistas alertam para possíveis desafios no segundo semestre. O avanço da utilização da cota de salvaguarda chinesa pode aumentar os custos de acesso ao principal mercado comprador da carne brasileira, afetando a competitividade das exportações nos próximos meses.

Embarques crescem mais de 32% em um ano

De acordo com levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), Mato Grosso exportou 87,10 mil toneladas de equivalente carcaça (TEC) em maio.

O volume representa crescimento de 3,55% em relação a abril e expressiva alta de 32,27% na comparação com maio de 2025. O resultado estabelece um novo recorde para o mês e também o maior volume mensal exportado pelo estado em 2026.

O desempenho reflete a manutenção da demanda internacional por carne bovina brasileira, em um momento de forte interesse dos principais mercados importadores e boa competitividade do produto nacional.

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Receita avança mais de 64% e atinge patamar histórico

O crescimento dos embarques foi acompanhado por forte valorização da receita gerada pelas exportações.

Em maio, o faturamento alcançou US$ 440,72 milhões, aumento de 7,83% frente ao mês anterior e expressivos 64,53% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

Além do aumento no volume comercializado, a receita foi favorecida pela valorização da carne bovina no mercado internacional. O preço médio das exportações atingiu US$ 5.060,12 por tonelada equivalente carcaça, reforçando a rentabilidade das operações externas.

Segundo o Imea, tanto o volume embarcado quanto a receita obtida configuram os melhores resultados do ano e recordes históricos para os meses de maio.

China responde por mais de 60% das compras

A China manteve sua posição de principal destino da carne bovina produzida em Mato Grosso.

O país asiático foi responsável por 60,43% de todos os embarques realizados em maio, consolidando sua relevância estratégica para a pecuária exportadora brasileira.

A forte participação chinesa tem sido um dos principais motores do crescimento das exportações nos últimos anos, contribuindo diretamente para a valorização dos preços e para a expansão das receitas do setor.

Salvaguarda chinesa pode pressionar exportações

Apesar dos resultados positivos, o mercado acompanha com atenção a evolução da cota de salvaguarda aplicada pela China às importações de carne bovina.

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Segundo o Imea, a utilização da cota já se encontra próxima do limite estabelecido, situação que poderá elevar os custos de acesso ao mercado chinês durante o segundo semestre.

Caso a tarifa adicional seja acionada, exportadores brasileiros poderão enfrentar aumento de custos e perda de competitividade frente a concorrentes internacionais, reduzindo parte do ritmo observado nos embarques ao longo da primeira metade do ano.

Perspectivas seguem positivas, mas exigem atenção

O desempenho recorde registrado em maio reforça a força da pecuária mato-grossense no mercado global e evidencia a importância da demanda chinesa para a cadeia produtiva.

Entretanto, a dependência do mercado asiático e a proximidade do preenchimento da cota de salvaguarda exigem monitoramento constante por parte do setor exportador. A evolução das relações comerciais e das condições de acesso ao mercado chinês será determinante para o comportamento das exportações brasileiras de carne bovina na segunda metade de 2026.

Com demanda internacional aquecida, preços valorizados e volumes recordes, o cenário permanece favorável para a pecuária de corte. Ainda assim, o mercado já começa a avaliar os possíveis impactos regulatórios que poderão influenciar a competitividade da carne bovina brasileira nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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