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Agro

Mercado de algodão oscila com influência internacional e alta oferta em Mato Grosso

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Preços do algodão variam no mercado físico brasileiro

No mercado spot, o algodão posto CIF em São Paulo foi negociado na quinta-feira (23) a R$ 3,56/libra-peso (sem ICMS), levemente acima dos R$ 3,52/libra-peso registrados na semana anterior — uma variação positiva de 0,57%.

Já em Rondonópolis (MT), a pluma foi cotada a R$ 110,00 por arroba (R$ 3,33/libra-peso), ante R$ 111,38/arroba (R$ 3,34/libra-peso) na semana passada, o que representa queda semanal de R$ 0,38 por arroba.

As variações refletem tanto a oscilação cambial quanto as movimentações internacionais do mercado de commodities, com os preços ajustando-se conforme o comportamento das bolsas externas.

Alta oferta pressiona preços internos em Mato Grosso

Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea), a alta disponibilidade de algodão no estado pressionou as cotações locais, fazendo o preço Imea pluma cair 1,69% na comparação semanal, fechando a R$ 108,28/@.

Por outro lado, a demanda pelo óleo de algodão continuou aquecida. O coproduto apresentou valorização de 1,00% na semana, atingindo R$ 6.085,71 por tonelada.

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Esses movimentos demonstram a influência direta da oferta regional e da demanda por subprodutos no equilíbrio do mercado.

Exportações brasileiras de algodão seguem firmes em outubro

As exportações brasileiras de algodão totalizaram 177,22 mil toneladas em outubro (13 dias úteis), com média diária de 13,63 mil toneladas, segundo dados do Ministério da Economia (Secex). A receita total chegou a US$ 288,8 milhões, com média diária de US$ 22,21 milhões.

Comparado ao mesmo período de 2024, houve alta de 6,8% no volume diário exportado, que havia sido de 12,77 mil toneladas, mas queda de 2,8% na receita diária, que era de US$ 22,86 milhões.

O desempenho das exportações segue indicando boa competitividade do algodão brasileiro no mercado internacional, ainda que os preços globais apresentem volatilidade.

Panorama geral

Com o início do último trimestre, o setor algodoeiro segue atento à formação de preços internacionais, ao ritmo das exportações e ao comportamento da demanda interna por derivados como o óleo e o farelo de algodão.

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A tendência de curto prazo é de oscilações pontuais, influenciadas pelo câmbio e pelo volume de estoques disponíveis no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

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O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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