Agro
RTRS apresenta práticas de agricultura regenerativa em painel da COP30 na AgriZone da Embrapa
A Mesa Global da Soja Responsável (RTRS) foi selecionada pela Embrapa para participar da programação oficial da AgriZone, durante a COP30, que ocorre entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025, em Belém (PA). O destaque será um painel promovido pela associação no dia 13 de novembro, às 12h40, no Auditório 1 da AgriZone.
O objetivo é apresentar soluções em agricultura regenerativa e demonstrar como a produção de soja responsável contribui para a mitigação das mudanças climáticas.
Marina Muscolo lidera apresentação da RTRS
A nova diretora-executiva da RTRS, Marina Muscolo, fará a apresentação principal, destacando números, metas e compromissos da associação dentro da agenda climática global. Durante sua fala, Muscolo enfatizará as ações em produção agrícola responsável e regenerativa, reforçando o papel da certificação RTRS na construção de sistemas agrícolas mais sustentáveis e resilientes ao clima.
“Essa é uma conquista histórica para a RTRS, pois, pela primeira vez, teremos a oportunidade de conduzir um evento na COP. Nosso painel no AgriZone é um momento único para mostrar soluções concretas frente às mudanças climáticas”, afirmou.
Debate reúne toda a cadeia de valor da soja
O painel contará com a participação de diversos atores da cadeia de valor da soja, discutindo como a certificação RTRS apoia práticas agrícolas de baixo carbono. Segundo Marina Muscolo, a iniciativa faz parte do Plano Estratégico da associação, que busca consolidar a RTRS como referência em soja sustentável.
“Estamos honrados por ter sido aprovados pela Embrapa para organizar este painel, demonstrando nosso compromisso com soluções climáticas e agrícolas responsáveis”, ressaltou.
AgriZone e a Jornada pelo Clima da Embrapa
A AgriZone faz parte da Jornada pelo Clima, iniciativa da Embrapa voltada a divulgar o papel da ciência brasileira na mitigação das mudanças climáticas. O espaço reúne debates, apresentações e soluções inovadoras que conectam a produção agrícola à sustentabilidade ambiental e à adaptação climática.
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Pesquisa encontra resistência a praga capaz de destruir lavouras de arroz
Uma pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou dois materiais de arroz com maior resistência à cigarrinha-do-arroz, praga emergente cujas infestações severas podem provocar a perda total da produção. O resultado abre caminho para reduzir os danos em áreas irrigadas e de terras altas.
Os materiais que apresentaram melhor desempenho foram a cultivar BRS A705, lançada comercialmente em 2022, e o genótipo BGA 6914, mantido no Banco Ativo de Germoplasma da Embrapa Arroz e Feijão.
A diferença é importante para o produtor. A BRS A705 já pode ser utilizada em regiões para as quais possui recomendação agronômica. O BGA 6914 ainda não é uma cultivar comercial e deverá servir principalmente como fonte de genes para o desenvolvimento de novas variedades resistentes.
Conhecida também como sogata, a cigarrinha Tagosodes orizicolus mede entre 2 e 3 milímetros e pode passar despercebida no início da infestação. O inseto suga a seiva das folhas, dos colmos e das panículas, provocando amarelecimento, secamento e, em ataques mais intensos, a morte das plantas.
Durante a alimentação, a cigarrinha também elimina uma substância açucarada que favorece o crescimento da fumagina. O fungo forma uma camada escura sobre as folhas, reduz a área disponível para a fotossíntese e agrava a perda de vigor da lavoura.
A praga pode aparecer a partir do perfilhamento e atingir populações elevadas durante o verão. Os insetos adultos geralmente chegam de áreas próximas e começam a infestação pelas bordas. À medida que se multiplicam, avançam para o interior do arrozal e formam reboleiras, nas quais os sintomas ficam mais evidentes.
O monitoramento das margens da lavoura é, portanto, uma das principais medidas para reconhecer o problema antes que a população se espalhe. O produtor deve observar a presença dos pequenos insetos, o amarelecimento localizado das plantas e o aparecimento de folhas cobertas por fumagina.
A cigarrinha tem o arroz como hospedeiro preferencial, mas consegue se desenvolver em outras gramíneas, entre elas aveia, trigo, cevada, centeio e sorgo. Essa capacidade ajuda o inseto a permanecer em áreas próximas e exige atenção ao histórico da propriedade e às culturas existentes no entorno.
Durante muitos anos, a sogata esteve presente no Brasil sem provocar prejuízos expressivos. O cenário começou a mudar com surtos registrados em lavouras irrigadas de Santa Catarina a partir de 2018 e no Vale do Paraíba, em São Paulo, em 2020.
A Embrapa trabalha com a hipótese de que verões mais quentes e secos possam favorecer a reprodução do inseto. Outro fator em investigação é o uso inadequado de inseticidas, capaz de eliminar organismos que realizam o controle biológico natural e mantinham a população da cigarrinha em níveis baixos.
Nos testes conduzidos durante dois anos, em laboratório e casa telada, a BRS A705 e o BGA 6914 foram menos procurados para alimentação. Os dois materiais também prejudicaram o desenvolvimento, a reprodução e a sobrevivência da praga.
Isso não significa que sejam completamente imunes. A resistência deve ser empregada como parte do manejo integrado, ao lado do acompanhamento frequente da lavoura, da preservação dos inimigos naturais e de outras medidas definidas com assistência técnica.
Segundo a Embrapa, ainda não há inseticidas registrados especificamente no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para o controle da cigarrinha-do-arroz. O produtor não deve utilizar produtos sem indicação para a praga e precisa consultar um engenheiro-agrônomo e o sistema oficial de registro antes de qualquer aplicação.
A pesquisa continuará avaliando sistemas de monitoramento, agentes de controle biológico, possíveis bioinseticidas e produtos químicos. O genótipo BGA 6914 também poderá fornecer características de resistência aos programas de melhoramento.
Para o produtor, a descoberta representa uma nova ferramenta contra uma praga que começa a ganhar importância na rizicultura brasileira. A escolha da cultivar, porém, deve considerar sua adaptação à região, o sistema de cultivo e a disponibilidade de sementes certificadas. Como os surtos podem crescer rapidamente, a resistência genética reduz a vulnerabilidade, mas não substitui a vigilância no campo.
Fonte: Pensar Agro
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