Agro
Governo dos EUA é acusado de distorcer preços do etanol de milho com subsídios bilionários, afirma OIA
O diretor executivo da Organização Internacional do Açúcar (OIA), José Orive, afirmou nesta terça-feira (21) que os pagamentos de apoio do governo dos Estados Unidos aos produtores de milho estão distorcendo os preços das exportações de etanol e afetando a concorrência internacional.
Segundo Orive, os incentivos diretos e apoios internos concedidos ao setor de milho norte-americano somam cerca de US$ 130 bilhões, valor que influencia diretamente o custo de produção e o preço de venda do etanol de milho no mercado global.
Efeitos dos subsídios sobre o comércio internacional
Durante evento promovido pela consultoria Datagro, em São Paulo, o representante da OIA destacou que, embora esses pagamentos estejam atualmente em conformidade com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), o volume de milho destinado à produção e exportação de etanol pelos Estados Unidos justifica uma reavaliação das políticas de apoio interno adotadas pelo país.
“O preço pelo qual eles colocam seu etanol é distorcido e torna a concorrência enviesada”, afirmou Orive, ressaltando que o subsídio cria vantagens artificiais para o produto americano em relação aos concorrentes de outros países exportadores, como o Brasil.
Brasil e o impacto no mercado global de biocombustíveis
O debate sobre os subsídios agrícolas norte-americanos ocorre em um momento de aumento da competitividade global no setor de biocombustíveis. O Brasil, principal exportador de etanol de cana-de-açúcar, tem se posicionado como um ator central nas discussões sobre transição energética e comércio justo de combustíveis renováveis.
A avaliação de Orive reforça as preocupações de parte do setor sucroenergético brasileiro, que há anos aponta os apoios financeiros dos EUA ao milho como um fator de desequilíbrio na formação de preços internacionais do etanol.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Preço da tilápia sobe com oferta restrita e exportações alcançam maior volume de 2026
A baixa disponibilidade de peixes continuou sustentando os preços da tilápia no mercado brasileiro durante o mês de maio. Levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) aponta que a oferta restrita favoreceu novas altas em algumas das principais regiões produtoras acompanhadas pelo instituto.
Apesar da valorização observada em parte do mercado, algumas praças registraram recuo nos preços. Segundo pesquisadores do Cepea, a retração esteve relacionada ao enfraquecimento da demanda, especialmente pela redução das compras por parte dos frigoríficos, que adotaram uma postura mais cautelosa diante do cenário de consumo.
Oferta deve aumentar gradualmente nos próximos meses
De acordo com o Cepea, a partir de maio os peixes entram em uma fase de maior ganho de peso, fator que tende a ampliar gradualmente a oferta disponível para comercialização.
Esse movimento pode contribuir para um maior equilíbrio entre oferta e demanda ao longo do segundo semestre, reduzindo parte da pressão altista observada nos primeiros meses do ano.
Ainda assim, o setor segue atento à evolução dos custos de produção, ao ritmo de consumo no mercado interno e ao desempenho das exportações, fatores que continuarão influenciando a formação dos preços da proteína.
Exportações de tilápia atingem maior volume do ano
No comércio exterior, a piscicultura brasileira registrou resultados expressivos em maio. Os embarques de tilápia e produtos derivados alcançaram o maior volume exportado em 2026 e o mais elevado desde junho de 2025.
O desempenho reforça a competitividade da proteína brasileira no mercado internacional e demonstra a recuperação do fluxo comercial após um período de ajustes provocados por mudanças tarifárias e oscilações na demanda global.
Novas tarifas dos EUA preocupam setor
Apesar do avanço das exportações, o setor acompanha com atenção as recentes decisões do governo dos Estados Unidos relacionadas à política comercial.
Segundo o Cepea, a administração norte-americana anunciou novas tarifas de importação com previsão de entrada em vigor a partir de julho. A medida poderá impactar novamente a competitividade da tilápia brasileira no principal mercado comprador do produto.
Os Estados Unidos seguem como um dos destinos estratégicos para as exportações brasileiras de pescado, e eventuais barreiras comerciais podem influenciar o ritmo dos embarques nos próximos meses.
Perspectivas para a cadeia aquícola
O cenário para a tilapicultura brasileira combina fundamentos positivos e desafios relevantes. Enquanto a oferta ainda limitada sustenta os preços em diversas regiões e as exportações mostram forte desempenho, o mercado monitora o aumento gradual da produção interna e os possíveis efeitos das novas tarifas norte-americanas.
A evolução da demanda doméstica, o comportamento dos compradores internacionais e o ambiente comercial global deverão definir os rumos do setor ao longo do segundo semestre de 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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