Educação
Materiais do MEC apoiam escolas no enfrentamento ao bullying
Neste 20 de outubro, Dia Mundial de Enfrentamento ao Bullying, o Ministério da Educação (MEC) reafirma o compromisso com uma educação segura, inclusiva e livre de violências. Para apoiar as escolas no enfrentamento ao bullying, o MEC lançou quatro publicações que orientam escolas e redes de ensino de todo o país na prevenção e no enfrentamento ao bullying e ao cyberbullying. Os materiais reúnem dados atualizados, estratégias pedagógicas e orientações práticas voltadas à promoção da convivência democrática e da cultura de paz nas instituições de ensino.
As publicações foram desenvolvidas em parceria com o Laboratório Interagir (UFPR) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O objetivo é apoiar gestores, professores e profissionais da rede de proteção na compreensão do fenômeno e no fortalecimento de políticas integradas de prevenção à violência escolar, com foco no acolhimento, na empatia e no respeito mútuo.
Para a coordenadora-geral de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas do MEC, Thaís Dias Luz Borges Santos, o enfrentamento ao bullying exige compromisso coletivo. “O bullying não é um problema individual, mas um fenômeno relacional e social. Enfrentá-lo significa assumirmos juntos o papel de construir uma escola democrática e uma sociedade mais justa e segura para todos”, destaca.
As quatro publicações refletem o compromisso do MEC com a implementação de políticas públicas sustentadas por um conjunto de marcos legais que estruturam o enfrentamento das violências escolares no Brasil. Entre eles, estão a Lei nº 13.185/2015, que institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying); a Lei nº 13.277/2016, que criou o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola; a Lei nº 13.935/2019, que garante a presença de psicólogos e assistentes sociais nas redes públicas de educação básica; a Lei nº 14.643/2023, que autoriza o Poder Executivo a implantar um serviço de monitoramento das ocorrências de violência escolar; e a Lei nº 14.811/2024, que torna obrigatória a elaboração de protocolos de prevenção e enfrentamento da violência nas escolas.
Todos os materiais estão disponíveis no Portal do MEC. Confira abaixo o que aborda cada material:
2º Boletim Técnico Escola que Protege: Dados sobre Bullying e Cyberbullying – O boletim apresenta um panorama atualizado sobre o bullying e o cyberbullying no Brasil, reunindo informações da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE/IBGE), do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e de registros das secretarias estaduais de segurança pública. O documento evidencia que o bullying continua sendo uma das principais formas de violência simbólica e relacional no ambiente escolar, impactando o bem-estar e a aprendizagem de milhões de estudantes. Elaborado em parceria com o FBSP e a UFPR, o boletim propõe políticas públicas baseadas em evidências e o fortalecimento da articulação entre diferentes áreas — educação, saúde, assistência social, segurança pública e direitos humanos — para uma resposta mais eficaz ao problema.
Bullying e Convivência Escolar: entendendo o fenômeno e os caminhos para uma cultura de paz – Com uma abordagem teórica e reflexiva, essa publicação oferece um referencial crítico para compreender o bullying e o cyberbullying como fenômenos relacionais e multifatoriais, influenciados por aspectos individuais, familiares e sociais. O material convida escolas, gestores e educadores a repensarem suas práticas institucionais e pedagógicas, reconhecendo que o enfrentamento do bullying não deve se restringir à punição individual, mas envolver a transformação da cultura escolar. O texto propõe que a convivência democrática, o diálogo e a empatia sejam pilares da vida escolar, promovendo um ambiente de respeito e pertencimento para todos os estudantes.
Protocolo de Enfrentamento do Bullying: como a escola pode agir? – Voltado à prática cotidiana das escolas, o protocolo reúne orientações claras sobre como identificar, registrar e intervir em situações de bullying e cyberbullying. O documento define fluxos de ação, modelos de registro, procedimentos de acolhimento e encaminhamento, além de recomendar o uso dos Primeiros Socorros Psicológicos (PSP) para atendimento imediato às vítimas. A publicação também reforça princípios como o acolhimento, a escuta qualificada, a proteção, a prevenção da revitimização e a promoção da cultura de convivência e inclusão. Além disso, destaca a importância de integrar essas ações ao projeto político-pedagógico (PPP) das escolas, articulando-as às redes locais de proteção e aos serviços públicos.
Guia Rápido de Ação: como agir em casos de bullying e cyberbullying na escola – Com linguagem acessível e formato visual, o guia sintetiza dez passos práticos para uma atuação rápida e responsável diante de situações de bullying. O material orienta educadores a identificar sinais de sofrimento, intervir de forma empática e imediata, registrar formalmente os casos, comunicar famílias e encaminhar os envolvidos aos órgãos competentes, quando necessário. O documento também orienta sobre a preservação de evidências em casos de cyberbullying e sobre a importância de promover ações restaurativas e de acompanhamento contínuo. Além disso, divulga canais de apoio como o Disque 100 e a SaferNet, fortalecendo a rede de proteção e o apoio psicossocial.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação
Educação
Amapá registra queda na taxa de analfabetismo
O Brasil alcançou a menor taxa de analfabetismo da série histórica, de acordo com os dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C). Em 2025, o índice caiu para 4,9% entre a população de 15 anos ou mais, faixa etária incluída nas políticas de educação de jovens e adultos (EJA) nos estados da federação. Os dados da Pnad-C também apontam que a taxa de analfabetismo de pessoas de 15 anos ou mais no Amapá saiu de 5,4%, em 2024, para 4,5% em 2025.
A superação do analfabetismo tem sido trabalhada pelo Ministério da Educação (MEC) por meio de uma série de ações vinculadas ao Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA (Pacto EJA), um conjunto de ações colaborativas, implementadas com a participação dos entes federativos, como o Cadastro da Educação de Jovens e Adultos (CadEJA) – plataforma virtual criada para facilitar o acesso de pessoas que não tiveram a oportunidade de concluir a educação básica na idade regular.
Instituído pela Portaria nº 275/2026, o CadEJA possibilita a manifestação por parte de quem deseja retomar os estudos, além de oferecer orientação sobre como encontrar uma oportunidade de matrícula.
A iniciativa também organiza a atuação das redes de ensino por meio de quatro perfis de acesso: usuários, operadores, agentes de cadastro e gestores.
Usuário – Pessoas com 15 anos ou mais que desejam retomar o Ensino Fundamental, ou com 18 anos ou mais que desejam retomar o Ensino Médio.
Na plataforma, basta clicar em “Quero voltar a estudar”, preencher os dados solicitados e aguardar o contato de um operador.
Operador – É responsável por acompanhar os cadastros realizados, entrar em contato com os usuários e auxiliá-los no encaminhamento de oportunidades de matrícula.
Para atuar como operador, é necessário acessar o CadEJA utilizando os dados cadastrados na conta Gov.br. No sistema, o operador terá acesso às demandas por região e poderá auxiliar os cidadãos no processo de retorno aos estudos.
Agente de Cadastro – É o responsável por apoiar pessoas que enfrentam dificuldades para acessar a plataforma e registrar sua demanda de vagas na educação de jovens e adultos. Esse agente deve ser servidor público. Para atuar, é necessário realizar um cadastro individual e assinar um Termo de Responsabilidade.
Gestor CadEJA – É o servidor público indicado pelo governo estadual, municipal, distrital ou por uma instituição federal de ensino para gerenciar as demandas de EJA registradas na plataforma. Por meio do gestor, o CadEJA organiza as demandas e facilita o encaminhamento dos interessados às instituições que ofertam a modalidade.
Confira os números de escolas e matrículas da EJA por unidade da federação (UF) em 2025:
|
Escolas da rede pública e privada com matrículas na EJA, por UF (2025) |
|||||||||
|
UF |
Escolas de EJA |
Matrículas na EJA |
|||||||
|
Total de escolas públicas e privadas |
Rede pública |
Total de matrículas na rede pública e privada |
Rede pública |
||||||
|
Total |
29.696 |
28.204 |
2.252.069 |
2.084.947 |
|||||
|
Norte |
4.487 |
4.337 |
255.014 |
233.101 |
|||||
|
Rondônia |
91 |
80 |
13.038 |
12.647 |
|||||
|
Acre |
341 |
334 |
21.041 |
20.535 |
|||||
|
Amazonas |
1.330 |
1.315 |
56.831 |
54.986 |
|||||
|
Roraima |
88 |
83 |
6.367 |
5.575 |
|||||
|
Pará |
2.219 |
2.153 |
131.380 |
119.486 |
|||||
|
Amapá |
173 |
161 |
15.924 |
11.756 |
|||||
|
Tocantins |
245 |
211 |
10.433 |
8.116 |
|||||
|
Nordeste |
16.901 |
16.753 |
1.205.167 |
1.185.878 |
|||||
|
Maranhão |
3.104 |
3.070 |
134.643 |
131.896 |
|||||
|
Piauí |
1.306 |
1.293 |
98.975 |
98.525 |
|||||
|
Ceará |
1.633 |
1.603 |
148.616 |
144.271 |
|||||
|
Rio Grande do Norte |
652 |
644 |
46.335 |
45.221 |
|||||
|
Paraíba |
1.402 |
1.384 |
89.977 |
87.886 |
|||||
|
Pernambuco |
1.608 |
1.591 |
116.631 |
114.429 |
|||||
|
Alagoas |
1.082 |
1.078 |
108.630 |
107.965 |
|||||
|
Sergipe |
481 |
477 |
33.472 |
33.382 |
|||||
|
Bahia |
5.633 |
5.613 |
427.888 |
422.303 |
|||||
|
Sudeste |
5.027 |
4.671 |
493.690 |
459.438 |
|||||
|
Minas Gerais |
1.937 |
1.730 |
125.517 |
118.527 |
|||||
|
Espírito Santo |
317 |
308 |
31.486 |
30.145 |
|||||
|
Rio de Janeiro |
1.145 |
1.070 |
150.054 |
144.197 |
|||||
|
São Paulo |
1.628 |
1.563 |
186.633 |
166.569 |
|||||
|
Sul |
2.287 |
1.641 |
192.944 |
118.872 |
|||||
|
Paraná |
974 |
565 |
75.543 |
42.770 |
|||||
|
Santa Catarina |
474 |
393 |
46.933 |
29.442 |
|||||
|
Rio Grande do Sul |
839 |
683 |
70.468 |
46.660 |
|||||
|
Centro-Oeste |
994 |
802 |
105.254 |
87.658 |
|||||
|
Mato Grosso do Sul |
177 |
122 |
16.098 |
12.573 |
|||||
|
Mato Grosso |
281 |
209 |
19.978 |
12.645 |
|||||
|
Goiás |
413 |
359 |
46.571 |
41.322 |
|||||
|
Distrito Federal |
123 |
112 |
22.607 |
21.118 |
|||||
|
Fonte: Censo Escolar da Educação Básica. IBGE/MEC, 2025. |
|||||||||
Entre as estratégias desenvolvidas pelo MEC no âmbito do Pacto EJA consta também o Programa Nacional de Formação para a Docência na Educação de Jovens e Adultos (ProfEJA) que contribui para fortalecer a política nacional e aproximar a demanda da oferta educacional existente nas redes de ensino.
Com o ProfEJA, o MEC cumpre o papel de contribuir para a formação continuada dos profissionais da educação que atuam na EJA e dos educadores populares vinculados ao Programa Brasil Alfabetizado (PBA) e outras iniciativas voltadas à alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais, conforme a Portaria nº 38/2026.
Pacto EJA – O Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA é uma política pública que tem como objetivos superar o analfabetismo e elevar a escolaridade; ampliar a oferta de matrículas da educação de jovens e adultos (EJA) nos sistemas públicos de ensino, inclusive entre os estudantes privados de liberdade; e ampliar a oferta da EJA integrada à educação profissional.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação
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