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dsm-firmenich e F&S firmam parceria para certificar reduções de carbono em fazendas da América Latina

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Parceria busca reduzir e certificar emissões no campo

A dsm-firmenich Animal Nutrition & Health (ANH) anunciou uma colaboração estratégica com a F&S para apoiar produtores rurais do Brasil e de toda a América Latina na medição e redução certificada de emissões de carbono.

Por meio da parceria, as companhias irão aplicar o Sustell™, plataforma de Avaliação do Ciclo de Vida (LCA) desenvolvida pela dsm-firmenich, para calcular e verificar pegadas e reduções de carbono em toda a cadeia de produção — desde a fabricação de ração até as unidades produtivas de bovinos de corte e leite, aves, suínos e aquicultura.

Certificações ISO e ganhos financeiros para produtores

A união das capacidades de mensuração ambiental da Sustell™ com a expertise da F&S em auditoria e consultoria permitirá que os produtores obtenham certificações ISO de redução de emissões de carbono.

De acordo com as empresas, o processo tornará os esforços de sustentabilidade mais transparentes, rastreáveis e economicamente vantajosos, criando oportunidades para monetizar reduções de emissões verificadas.

A iniciativa também reforça que melhorar a eficiência produtiva nas fazendas é uma das formas mais econômicas e eficazes de mitigar o impacto ambiental, ao mesmo tempo em que gera novas fontes de receita e facilita o acesso a incentivos financeiros ligados ao desempenho ambiental.

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Sustell™: tecnologia que une sustentabilidade e produtividade

A parceria marca um passo importante no comprometimento conjunto da dsm-firmenich e da F&S com práticas empresariais sustentáveis. O uso do Sustell™ permitirá que o setor de proteína animal comprove de forma confiável suas reduções de emissões, monetizando resultados e ampliando o impacto positivo de soluções nutricionais inovadoras.

“Com esta nova parceria estratégica com a F&S, a dsm-firmenich reforça seu compromisso com práticas sustentáveis e viabiliza a verificação dos cálculos de Avaliação do Ciclo de Vida (LCA). Ao posicionar a sustentabilidade como um motor de negócios, buscamos acelerar a transformação sustentável em toda a cadeia da proteína animal, do campo à mesa”, destacou Dr. Heinz Flatnitzer, Diretor de Gestão de Valor de Emissões da dsm-firmenich ANH.

Transparência e credibilidade para o setor de proteína animal

Para Leonardo de La Vega, Diretor Executivo da F&S, a aliança eleva o padrão de credibilidade nas certificações ambientais:

“Como líder em verificação e auditoria independentes, a F&S tem orgulho de se unir à dsm-firmenich para apoiar o Sustell™ como uma plataforma LCA com garantia ISO. Nossa experiência garante o mais alto nível de transparência e confiança na certificação de reduções de emissões, algo essencial para empresas que desejam monetizar suas melhorias ambientais”, afirmou.

Segundo ele, a parceria ajudará o setor de rações e proteínas animais a atender às crescentes exigências de relatórios de sustentabilidade, com dados robustos e verificáveis, fortalecendo a confiança em toda a cadeia de valor agropecuária.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plano Safra 2026/27 confirma avanço do crédito privado e reduz dependência do financiamento oficial no agro

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O anúncio do Plano Safra 2026/27 trouxe um novo recorde nominal para o crédito rural empresarial, com R$ 525,1 bilhões destinados a médios e grandes produtores. Apesar do volume expressivo, o crescimento de apenas 1,7% em relação à safra anterior ficou abaixo da inflação acumulada e do avanço esperado para o setor, gerando questionamentos sobre a capacidade do programa de sustentar sozinho a expansão do agronegócio brasileiro.

Mais do que o valor anunciado, o que chama a atenção é a mudança estrutural que vem ocorrendo no sistema de financiamento rural. O crédito privado, impulsionado por instrumentos como CPR, Fiagro, CRA e LCA, assume papel cada vez mais relevante, reduzindo a dependência histórica dos recursos subsidiados pelo governo.

Plano Safra cresce menos e reflete cenário de maior cautela

O novo ciclo do Plano Safra foi lançado em um contexto marcado por margens mais apertadas no campo, aumento da inadimplência em algumas cadeias produtivas e maior seletividade das instituições financeiras.

Dos R$ 525,1 bilhões anunciados, R$ 384,9 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização da produção, uma redução de 7,2% em relação à safra anterior. Já os recursos para investimentos somam R$ 140,2 bilhões, alta de 38,1%, sinalizando prioridade para projetos de modernização, tecnologia e infraestrutura.

Além disso, houve redução nas principais taxas de juros das linhas de financiamento, acompanhando o início do ciclo de queda da taxa Selic. O crédito de custeio empresarial passou de 14% para 12,5% ao ano, enquanto o Pronamp caiu de 10% para 9%.

Crédito privado ganha protagonismo no financiamento rural

Embora o Plano Safra continue sendo um importante instrumento de política agrícola, sua participação relativa no financiamento do setor vem diminuindo.

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Nas últimas cinco safras, o crescimento do crédito rural ocorreu principalmente por meio de recursos livres, captados a mercado. Enquanto o crédito subsidiado permaneceu praticamente estável, as operações com recursos privados avançaram de forma consistente.

Esse movimento mostra que o agronegócio brasileiro está cada vez menos dependente dos subsídios governamentais e mais conectado ao sistema financeiro e ao mercado de capitais.

A participação dos recursos equalizados — aqueles em que o Tesouro Nacional subsidia parte dos juros — caiu significativamente nos últimos anos, representando atualmente cerca de 22% do total disponibilizado pelo Plano Safra.

Cooperativas ampliam presença no campo

Outro destaque da transformação do crédito rural é o avanço das cooperativas financeiras.

Nos últimos dez anos, a participação dessas instituições nas operações de crédito rural praticamente dobrou. Em diversas regiões do país, especialmente no interior, as cooperativas se tornaram a principal fonte de financiamento para produtores rurais.

Além da proximidade com o associado, essas instituições ampliaram sua capacidade de captação no mercado, fortalecendo sua atuação em um cenário de maior demanda por crédito e menor participação dos bancos tradicionais.

CPR alcança R$ 565 bilhões e lidera expansão do mercado privado

A principal evidência da mudança estrutural está no crescimento da Cédula de Produto Rural (CPR), instrumento que se consolidou como a espinha dorsal do crédito privado no agronegócio.

O estoque de CPR saltou de aproximadamente R$ 170 bilhões para R$ 565 bilhões em apenas seis safras, crescimento superior a 230%. O avanço supera com folga a expansão registrada pelo próprio Plano Safra no mesmo período.

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Paralelamente, outros instrumentos também ganharam espaço. O estoque de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) alcançou cerca de R$ 176 bilhões, enquanto os Fiagros já administram aproximadamente R$ 62 bilhões em ativos distribuídos em centenas de fundos.

Somados a operações de barter e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os mecanismos privados movimentam atualmente cerca de R$ 1,4 trilhão, consolidando uma nova realidade para o financiamento da produção agropecuária.

Desafio para produtores passa a ser gestão financeira

Especialistas apontam que o principal desafio para os próximos anos não será apenas acessar crédito, mas administrar diferentes fontes de financiamento de forma estratégica.

Ferramentas como CPR, barter, Fiagro e operações estruturadas passam a integrar cada vez mais o planejamento financeiro das propriedades rurais. Nesse cenário, gestão de risco, proteção de margem e eficiência operacional tornam-se fatores tão importantes quanto produtividade e tecnologia.

Nova fase do crédito rural já começou

O Plano Safra 2026/27 reforça uma tendência que vem se consolidando no agronegócio brasileiro: o financiamento da produção deixou de depender exclusivamente dos recursos oficiais.

Embora continue relevante, o programa governamental passa a atuar como parte de um sistema mais amplo, formado por cooperativas, mercado financeiro, investidores e instrumentos privados.

A mensagem para o setor é clara: o futuro do crédito rural será construído pela combinação entre recursos públicos e privados. Mais do que acompanhar o tamanho dos anúncios oficiais, produtores, empresas e investidores precisarão observar a qualidade do funding, a gestão dos riscos e a capacidade de execução dos projetos para garantir competitividade nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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