Agro
Mercado de fertilizantes apresenta leve recuo em setembro, aponta relatório do Itaú BBA
Nitrogenados registram queda de preços
O mercado de fertilizantes nitrogenados apresentou queda em setembro, segundo o Agro Mensal, relatório da Consultoria Agro do Itaú BBA.
O preço da ureia caiu 6%, encerrando o mês cotada a US$ 427/t nos portos brasileiros.
O sulfato de amônio (SAM) também teve maior oferta no mercado internacional, colaborando para a tendência de recuo dos preços.
A redução é atribuída à normalização da oferta global, principalmente com o retorno das exportações chinesas de ureia, após altas recentes ligadas a questões geopolíticas.
Fosfatados recuam com excesso de oferta
No segmento dos fosfatados, os preços também registraram queda.
O MAP recuou 4,8%, fechando em US$ 690/t.
Apesar dos valores ainda elevados, o mercado global segue bem ofertado, com produtores menores e mais eficientes competindo internacionalmente. No Brasil, os produtores têm priorizado fertilizantes de menor concentração, como SSP e TSP, devido aos preços elevados do MAP.
A expectativa é que a baixa demanda continue pressionando os preços para baixo nos próximos meses.
Potássicos apresentam leve valorização
Diferente dos outros segmentos, o KCl registrou leve alta de 0,7%, sendo cotado a US$ 352/t.
A demanda internacional por potássicos permanece reduzida, com exceção das compras na região do Estreito de Malaca, voltadas principalmente para o cultivo de palma na Indonésia e Malásia.
Brasil aumenta importações e participação de fornecedores internacionais
No mercado brasileiro, as importações acumuladas de fertilizantes entre janeiro e setembro de 2025 estão quase 6% superiores ao mesmo período de 2024.
Além disso, Rússia e China ampliaram sua presença no fornecimento:
- Rússia: 8,9 milhões de toneladas exportadas (+12% a/a)
- China: 8,2 milhões de toneladas exportadas (+60% a/a)
O aumento da oferta internacional e a diversificação dos fornecedores devem continuar influenciando os preços e a dinâmica do mercado brasileiro nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Vendas de sêmen bovino avançam e reforçam profissionalização do setor
Vendas de sêmen bovino avançam e reforçam profissionalização da pecuária de corte
A comercialização de sêmen bovino manteve ritmo elevado em 2025 e consolidou o avanço da inseminação artificial no rebanho brasileiro. Foram mais de 25 milhões de doses vendidas no País, segundo a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), em um movimento que acompanha a intensificação da pecuária e a busca por maior eficiência produtiva.
As raças de corte seguem liderando a demanda. A pressão por padronização de lotes, maior ganho de peso e redução do ciclo produtivo tem levado pecuaristas a ampliar o uso de genética melhoradora, principalmente em sistemas de cria e recria. O cruzamento industrial continua como principal estratégia, com uso de raças taurinas sobre matrizes zebuínas para elevar desempenho.
Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), mostram que 15,77 milhões de matrizes de corte foram inseminadas em 2025. O número indica que a tecnologia deixou de ser nicho e passou a operar em escala, com presença crescente em propriedades comerciais.
O movimento ocorre em paralelo à valorização do bezerro, que passou a ocupar posição central na formação de renda da pecuária. A necessidade de produzir animais mais homogêneos e com melhor desempenho na terminação tem sustentado a demanda por sêmen de maior valor agregado.
Na ponta final da cadeia, a intensificação também avança. O confinamento chegou a 9,25 milhões de cabeças em 2025, o equivalente a 21,7% do abate total, segundo estimativas do setor. Esse modelo exige animais mais eficientes e previsíveis, reforçando a importância da genética no resultado econômico.
A produtividade acompanha esse processo. O peso médio das carcaças aumentou nos últimos anos e se aproxima de 260 quilos por animal, refletindo ganhos consistentes de desempenho. A combinação entre genética, nutrição e manejo tem permitido produzir mais em menos área, com impacto direto sobre custos e rentabilidade.
Com margens mais apertadas e maior exigência por qualidade, o investimento em inseminação tende a avançar. O mercado de sêmen se consolida como um dos pilares da modernização da pecuária brasileira e deve seguir em expansão, sustentado pela necessidade de eficiência dentro da porteira.
Fonte: Pensar Agro
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