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Bolsa da China atinge maior nível em uma década com alta nos setores de chips e ouro após feriado

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As bolsas chinesas encerraram o pregão desta quinta-feira (9) nos maiores níveis em mais de dez anos, impulsionadas pela forte valorização das ações de semicondutores, inteligência artificial e mineradoras de ouro. O movimento reflete o retorno dos investidores após o feriado prolongado e o esforço para alinhar-se ao desempenho dos mercados globais.

No fechamento, o índice de Xangai avançou 1,32%, atingindo 3.933 pontos, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, teve alta de 1,48%, chegando a 4.709 pontos.

Mineração de ouro dispara com recorde da commodity

As mineradoras de ouro da China registraram expressiva valorização, acompanhando o salto no preço internacional do metal precioso. O ouro ultrapassou a marca de US$ 4.000 por onça na quarta-feira (8), atingindo o maior valor já registrado. A alta global elevou o interesse de investidores em empresas do setor, refletindo também expectativas de que o metal siga como ativo de segurança diante de incertezas econômicas.

Chips em alta com tensão entre China e EUA

As ações de fabricantes de semicondutores também avançaram de forma significativa. O Índice CSI All Shares Semiconductor subiu 2,7%, impulsionado por notícias de que legisladores norte-americanos defendem novas restrições à venda de equipamentos de fabricação de chips para empresas chinesas. O movimento foi interpretado como um estímulo à produção local, elevando o otimismo em torno do setor de tecnologia no país.

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Desempenho das principais bolsas da Ásia

O bom humor dos mercados chineses foi parcialmente compensado por desempenhos mistos em outras praças asiáticas. Em Tóquio, o Nikkei teve avanço de 1,77%, alcançando 48.580 pontos. Já em Hong Kong, o Hang Seng recuou 0,29%, aos 26.752 pontos.

Em Taiwan, o Taiex registrou alta de 0,88%, a 27.301 pontos, enquanto o Straits Times, de Cingapura, caiu 0,45%, fechando em 4.436 pontos. Em Sydney, o S&P/ASX 200 avançou 0,25%, aos 8.969 pontos. O mercado de Seul (Kospi) permaneceu fechado.

Panorama indica retomada da confiança dos investidores

A forte performance das bolsas chinesas sugere uma retomada da confiança do investidor doméstico, especialmente em setores estratégicos ligados à tecnologia e à mineração. Analistas avaliam que a tendência pode se manter no curto prazo, caso as políticas de estímulo econômico e o cenário externo favoreçam a valorização de commodities e ativos de inovação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Tecnologia transforma açúcar em insumo para medicamentos e cosméticos

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) avançou no desenvolvimento de uma plataforma para produzir compostos químicos de alto valor agregado a partir de açúcares. Em testes de laboratório, o trabalho utilizou leveduras modificadas para obter uma molécula empregada na fabricação de polímeros, medicamentos, cosméticos e insumos agrícolas. A pesquisa abre caminho para ampliar o uso de matérias-primas renováveis em processos que hoje dependem de derivados do petróleo.

O resultado foi divulgado pela instituição em 29 de setembro. Desenvolvida no âmbito da Embrapa Agroenergia, a metodologia combina ferramentas de análise molecular para identificar como os microrganismos aproveitam os açúcares e quais limitações precisam ser superadas para melhorar a produção. O trabalho foi realizado em parceria com o Centro Helmholtz de Pesquisa Ambiental, na Alemanha.

Para o agronegócio, a perspectiva é ampliar as possibilidades de transformação da biomassa em produtos de maior valor. A obtenção de moléculas para a indústria química pode diversificar o aproveitamento de matérias-primas renováveis e aproximar a produção agrícola de mercados como os de materiais, ingredientes e insumos industriais. A viabilidade dessa rota dependerá de seu desempenho fora do laboratório.

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Nos experimentos, uma linhagem geneticamente modificada da levedura Saccharomyces cerevisiae produziu ácido p-hidroxibenzoico, identificado pela sigla PHBA. O composto funciona como precursor químico, uma substância utilizada na fabricação de outros produtos. Os ensaios ocorreram em biorreatores, equipamentos que permitem controlar as condições de cultivo e acompanhar o funcionamento do microrganismo.

A contribuição da plataforma está em observar diferentes etapas desse processo de forma integrada. As análises examinam proteínas, moléculas produzidas pelas reações celulares e o percurso das substâncias dentro da levedura. Com essas informações, é possível localizar gargalos e orientar modificações para direcionar uma parcela maior da matéria-prima ao composto desejado.

Uma das técnicas empregadas acompanha o carbono utilizado pelas células por meio de marcadores isotópicos. Segundo a Embrapa, o trabalho gerou um banco de dados com mais de 28 mil metabólitos e cerca de 1,7 mil proteínas anotadas. Esse conjunto de informações poderá apoiar a seleção e o desenvolvimento de microrganismos para diferentes aplicações agroindustriais.

Os protocolos de fermentação também foram ajustados. A concentração de glicose no meio de cultivo caiu de 20 para 10 gramas por litro, reduzindo os custos dos experimentos com marcadores. O resultado se refere aos procedimentos de pesquisa e não permite concluir que uma futura operação industrial terá redução equivalente no consumo de açúcar ou no custo de fabricação.

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A instituição pretende aproveitar o conhecimento adquirido na avaliação de seu acervo de microrganismos, que reúne mais de 20 mil ativos da biodiversidade brasileira. A metodologia poderá ajudar a identificar linhagens com potencial para produzir bioinsumos, ingredientes funcionais, compostos aromáticos e outras moléculas de interesse econômico.

O avanço reforça uma frente de pesquisa que busca agregar valor à produção renovável brasileira. Para chegar à indústria, os processos precisarão combinar rendimento, regularidade e custos competitivos. É essa etapa que determinará se a capacidade demonstrada no laboratório poderá gerar novas oportunidades para fornecedores de matérias-primas, agroindústrias e fabricantes de produtos químicos.

Fonte: Pensar Agro

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