Agro
Safra de maracujá 2025 reforça impacto positivo do projeto da Maguary com pequenos produtores
Produção cresce 40% e beneficia 130 famílias
De janeiro a agosto, a safra registrou aumento de 40% no volume em relação a 2024, impactando diretamente 130 pequenos produtores rurais. A maior parte da produção vem de Minas Gerais, atendendo à fábrica da Maguary em Araguari (MG), com atuação em municípios como Catalão, Patos de Minas, Patrocínio e Uberlândia.
Além do polo mineiro, a empresa também compra frutos de estados como Bahia, São Paulo, Rio Grande do Sul e Ceará. As propriedades parceiras têm, em média, até 1 hectare, e a parceria garante renda fixa e fracionada ao longo de oito meses, incentivando a permanência do homem no campo e gerando empregos indiretos nos períodos de colheita.
Boas práticas agrícolas e suporte técnico contínuo
O sucesso da safra está associado às boas práticas agrícolas e ao acompanhamento técnico da equipe da Maguary. O programa de Fomento oferece:
- Visitas periódicas às plantações;
- Orientação na escolha e cuidado da área de plantio;
- Seleção de mudas;
- Controle de pragas e doenças;
- Acompanhamento durante todo o ciclo da cultura;
- Negociação direta da compra dos frutos.
Além disso, a marca fornece embalagens para comercialização e frete gratuito para transporte da colheita, aumentando a segurança e a lucratividade dos produtores.
Geração de empregos e impacto econômico local
A parceria cria oportunidades em toda a cadeia produtiva: cada hectare cultivado demanda de duas a três pessoas para manejo da lavoura, gerando empregos diretos e indiretos. O transporte dos frutos e o processamento na fábrica aumentam ainda mais a necessidade de mão de obra local, fortalecendo a economia das regiões de fomento.
Sustentabilidade e economia circular
A Maguary adota um modelo de aproveitamento integral do maracujá:
- Polpa: utilizada na produção dos sucos Maguary;
- Mesocarpo (parte branca): transformado em emulsificante;
- Aroma: extraído e comercializado;
- Semente: processada para óleo, 100% exportado;
- Bagaço: convertido em adubo orgânico para novas mudas, distribuídas aos produtores parceiros, fechando o ciclo de economia circular.
Compromisso com a agricultura familiar
Antônio Izzo, gerente do time de Agro da Britvic Brasil, destaca:
“Essa safra reforça nosso compromisso com a agricultura familiar e a sustentabilidade. O crescimento de 40% na região de fomento é resultado do trabalho dos produtores e do suporte de mais de 40 anos do nosso programa. Por trás desses números, há histórias de transformação: famílias que conseguiram educar os filhos, produtores que se reergueram e sonhos que saíram do papel. É uma vitória compartilhada que impulsiona a economia local e garante a qualidade que o consumidor Maguary conhece e confia.”
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Safra de cana 2025/26 no Centro-Sul fecha com 611 milhões de toneladas e setor inicia novo ciclo priorizando etanol
A safra 2025/2026 de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil foi encerrada com moagem de 611,15 milhões de toneladas, segundo levantamento da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA). O volume representa uma redução de 10,78 milhões de toneladas frente ao ciclo anterior, impactado principalmente pelas condições climáticas adversas ao longo do desenvolvimento da lavoura.
Apesar da retração, o ciclo se consolida como a quarta maior moagem da história da região, além de registrar a segunda maior produção de açúcar e etanol.
Moagem e produtividade: clima reduz desempenho agrícola
A produtividade média agrícola ficou em 74,4 toneladas por hectare, queda de 4,1% em relação à safra anterior, conforme dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).
O desempenho foi desigual entre os estados:
- Quedas: São Paulo (-4,3%), Goiás (-9,4%) e Minas Gerais (-15,9%)
- Altas: Mato Grosso (+3,2%), Mato Grosso do Sul (+6,0%) e Paraná (+15,5%)
A qualidade da matéria-prima também recuou. O ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) ficou em 137,79 kg por tonelada, redução de 2,34% na comparação anual.
Segundo a UNICA, a menor moagem já era esperada diante das condições climáticas observadas durante o ciclo.
Produção de açúcar e etanol: estabilidade e leve recuo
A produção de açúcar totalizou 40,43 milhões de toneladas, praticamente estável frente às 40,18 milhões do ciclo anterior, mas abaixo do recorde histórico de 42,42 milhões registrado em 2023/2024.
Já a produção total de etanol somou 33,72 bilhões de litros, recuo de 3,56% na comparação anual.
O detalhamento mostra movimentos distintos:
- Etanol hidratado: 20,83 bilhões de litros (-7,82%)
- Etanol anidro: 12,89 bilhões de litros (+4,22%), segunda maior marca da série histórica
O etanol de milho ganhou ainda mais relevância, com produção de 9,19 bilhões de litros (+12,26%), representando 27,28% do total produzido no Centro-Sul.
Vendas de etanol: mercado interno segue dominante
No mês de março, as vendas de etanol totalizaram 2,79 bilhões de litros, com forte predominância do mercado doméstico.
- Mercado interno: 2,75 bilhões de litros (-0,06%)
- Exportações: 45,11 milhões de litros (-71,22%)
No consumo interno:
- Etanol hidratado: 1,66 bilhão de litros (+20,25% ante fevereiro)
- Etanol anidro: 1,09 bilhão de litros (+4,80%)
- No acumulado da safra:
- Hidratado: 20,34 bilhões de litros
- Anidro: 13,04 bilhões de litros (+7,08%)
O avanço do anidro foi impulsionado, entre outros fatores, pela implementação da mistura E30 (30% de etanol na gasolina) a partir de agosto de 2025.
Além do impacto econômico — estimado em R$ 4 bilhões de economia para proprietários de veículos flex — o consumo de etanol evitou a emissão de 50 milhões de toneladas de gases de efeito estufa, recorde histórico do setor.
Nova safra 2026/27 começa com moagem mais forte
A safra 2026/2027 já começou com ritmo acelerado. Na primeira quinzena de abril de 2026, a moagem atingiu 19,56 milhões de toneladas, crescimento de 19,67% frente ao mesmo período do ciclo anterior.
Ao todo, 195 unidades estavam em operação:
- 177 com moagem de cana
- 10 dedicadas ao etanol de milho
- 8 usinas flex
A qualidade da matéria-prima permaneceu estável, com ATR de 103,36 kg por tonelada.
Novo ciclo prioriza etanol e reduz produção de açúcar
O início da nova safra mostra uma mudança clara de estratégia industrial. Apenas 32,93% da cana foi destinada à produção de açúcar na primeira quinzena, enquanto mais de dois terços foram direcionados ao etanol.
- Como consequência:
- Produção de açúcar: 647,21 mil toneladas (-11,94%)
- Produção de etanol: 1,23 bilhão de litros (+33,32%)
- Desse total:
- Hidratado: 879,87 milhões de litros (+18,54%)
- Anidro: 350,20 milhões de litros
- Etanol de milho: 411,94 milhões de litros (+15,06%), com participação de 33,49%
O movimento reflete um cenário de mercado mais favorável ao biocombustível neste início de ciclo.
Vendas na nova safra e expectativa de alta no consumo
Na primeira quinzena da safra 2026/2027, as vendas totalizaram 1,28 bilhão de litros:
- Hidratado: 820,15 milhões de litros
- Anidro: 460,87 milhões de litros
No mercado interno, foram comercializados 1,25 bilhão de litros, enquanto as exportações somaram 28,88 milhões de litros (+18,03%).
A expectativa é de aceleração nas vendas nas próximas semanas, à medida que a queda de preços nas usinas seja repassada ao consumidor final, aumentando a competitividade do etanol frente à gasolina.
CBios: setor já avança no cumprimento das metas do RenovaBio
Dados da B3 até 29 de abril indicam a emissão de 14 milhões de Créditos de Descarbonização (CBios) em 2026.
O volume disponível para negociação já soma 25,13 milhões de créditos. Considerando os CBios emitidos e os já aposentados, o setor já disponibilizou cerca de 60% do total necessário para o cumprimento das metas do RenovaBio neste ano.
Análise: etanol ganha protagonismo em meio a incertezas globais
O início da safra 2026/2027 confirma uma tendência estratégica: maior direcionamento da cana para a produção de etanol, impulsionado por fatores como:
- demanda doméstica consistente
- políticas de descarbonização
- maior previsibilidade no mercado interno
- cenário internacional de incertezas energéticas
Com isso, o setor sucroenergético reforça seu papel na matriz energética brasileira, ao mesmo tempo em que ajusta sua produção às condições de mercado, buscando maior rentabilidade e segurança comercial.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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