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PCPR entrega aos reais donos celulares roubados que foram recuperados após investigação

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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) devolveu aos legítimos donos celulares furtados ou roubados e que foram recuperados em ações policiais. A entrega dos aparelhos aconteceu neste sábado (4), em dois eventos realizados em Curitiba e em Cascavel, no Oeste do Estado. As vítimas foram contatadas e compareceram para fazer a retirada dos aparelhos. No total foram recuperados 591 aparelhos. Com essa ação, a PCPR soma 760 restituições neste ano.

Todos os celulares foram recuperados pela PCPR durante procedimentos investigativos de crimes de furtos e roubos ocorridos na Capital, Região Metropolitana e na cidade do Oeste.

Os cidadãos que foram buscar seus celulares destacaram o trabalho da PCPR. Maria Angélica, moradora do bairro Boqueirão, em Curitiba, contou que teve o celular roubado em 2022 dentro de um ônibus. “Eu fiz o boletim de ocorrência, mas já tinha dado como perdido. Foi uma surpresa saber que foi recuperado”, disse ela.

O estudante de direito Matheus foi roubado em maio do ano passado, no bairro Lindóia, quando retornava pra casa. Ele disse que a primeira providência foi entrar em contato com a PCPR para pedir orientações e registrar o boletim de ocorrência. “Eu fiquei impressionado. Quando recebi a mensagem, não acreditei, mas pesquisei notícias e entrei no site da polícia e vi que era um projeto sério.”

João Felipe, morador da Vila Guaíra, também em Curitiba, perdeu o celular em 2024. Ele registrou o boletim de ocorrência online e pensou que não seria possível recuperar o aparelho. “Foi muito bom receber a notícia e conhecer esse programa que conseguiu recuperar e ainda nos entregar o celular.”

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O delegado da PCPR Fernando Zamoner explica que a entrega é resultado de uma força-tarefa que atuou em várias frentes para a recuperação de celulares furtados ou roubados. “Além da investigação dos furtos e dos roubos, direcionamos especial atenção à prática da receptação nos comércios formais e informais de celulares. Além disso, identificamos pessoas que estavam utilizando aparelhos que foram fruto de crime, as intimamos e apreendemos esses celulares.”

Para a identificação de cada aparelho e de seu respectivo proprietário, foram analisadas as informações registradas nos boletins de ocorrência. Por meio do número do IMEI, os policiais conseguiram individualizar cada celular e contatar as vítimas para que comparecessem aos eventos. O IMEI pode ser localizado na caixa do aparelho, na nota fiscal ou nos dados da conta do Google ou do IOS vinculada.

Nos últimos meses, a ação resultou na recuperação de 421 aparelhos em Curitiba. A devolução foi  durante o evento realizado no shopping Jockey Plaza. Em Cascavel, foram recuperados 170 aparelhos, todos entregues aos seus reais proprietários durante a ação na Delegacia Cidadã.

RECUPERACEL – As ações fazem parte do Projeto RecuperaCel, que tem como objetivo identificar e restituir celulares furtados ou roubados, fortalecendo a confiança da sociedade na PCPR e contribuindo para a redução da criminalidade. O projeto integra sistemas de rastreamento, análise de dados e diligências policiais para localizar aparelhos desviados e responsabilizar os envolvidos. A primeira edição do programa aconteceu em maio deste ano, em Cascavel, com a devolução de 160 aparelhos.

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“Lembrando que o primeiro agente a trabalhar nesses casos foram as próprias vítimas, que confiaram no trabalho policial, compareceram à a delegacia de polícia e fizeram o boletim de ocorrência”, destaca o delegado da PCPR Diego Ribeiro.

PCPR NA COMUNIDADE – Em Curitiba, o evento contou com uma edição especial do Programa PCPR na Comunidade. Além de recuperar seus celulares, os cidadãos puderam conhecer de perto a perícia papiloscópica e equipamentos utilizados em ações da PCPR.

A banda da Polícia Civil do Paraná também esteve presente e cantou diversos sucessos para animar o público.

ORIENTAÇÃO – A PCPR destaca que foi possível recuperar os celulares das vítimas que apresentaram o número do IMEI no momento da confecção do boletim de ocorrência (BO). Esse dado é essencial para o rastreamento dos aparelhos.

A PCPR orienta que as vítimas que ainda não informaram o IMEI podem comparecer à delegacia para complementar o BO. Para aquelas que ainda não realizaram o registro da ocorrência, a orientação é comparecer à delegacia mais próxima para formalizar o registro. Em casos de furtos, a ocorrência pode ser registrada pelo site da PCPR.

Fonte: Governo PR

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Operários da Ponte de Guaratuba festejam entrega da estrutura no Dia do Trabalhador

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A Ponte de Guaratuba, um sonho de mais de 40 anos, será inaugurada nesta sexta-feira (1º) em uma data simbólica: o Dia do Trabalhador. Centenas de trabalhadores ajudaram a pôr fim a uma espera que ia muito além do tempo de travessia com o ferry boat. Era uma espera que segurava o desenvolvimento de Guaratuba e do Litoral do Paraná como um todo. A espera acabou.

Foram mais de mil trabalhadores que atuaram no pico da obra simultaneamente. Ao todo, são 3 milhões de homem/hora trabalhada – número de trabalhadores × hora trabalhadas – durante toda a obra, contribuindo para que fosse executada em tempo recorde. Pedreiros, carpinteiros, operadores de máquinas, armadores, soldadores, trabalhadores de Guaratuba ou de outras partes do Brasil. Todos em uma força-tarefa para concretizar o sonho dos paranaenses dentro do cronograma, seguido à risca.

Entre eles está Abrão de Oliveira, carpinteiro presente na obra desde o início, em abril de 2024. Morador de Guaratuba há 15 anos, ele sabe bem as dificuldades impostas durante anos pela falta da estrutura. “Muitas vezes eu passei perrengues aqui, indo para Paranaguá, encarando a fila da balsa. A ponte foi um bom projeto tirado do papel. Há muitos anos estávamos esperando por isso”, conta, orgulhoso por participar de um momento histórico para a cidade que o recebeu há mais de uma década.

“É um sentimento de muita honra. Estou feliz por isso e por ter ajudado o nosso Litoral, concluindo essa obra”, continua. E a família de Abrão em Reserva, sua cidade natal, já tem planos para vir conhecer a ponte que ele ajudou a construir. “Lembro dos parentes quando vinham para as praias, sempre me perguntavam ‘como é que está o andamento da obra?’. Todo mundo na expectativa para que quando acabasse não precisar encarar a fila do ferry boat”, comenta.

Presente desde as fases iniciais da construção da ponte, o pedreiro Walcir Andrade Tobias chegou para trabalhar na obra em setembro de 2024. Ele, que também é morador de Guaratuba, veio do Mato Grosso do Sul há mais de 30 anos. “Foi um grande privilégio poder construir essa ponte que é um sonho tanto nosso, enquanto trabalhadores, quanto de toda a população. Estamos aqui prestando um bom serviço, e creio que foi bom, porque estou até agora”, brinca.

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Walcir enxerga na ponte a possibilidade de um futuro melhor para Guaratuba, sem esquecer da importância histórica que o ferry boat teve para a cidade. “Tinha que enfrentar esse abençoado ferry boat, e falo abençoado porque serviu não só a nós, mas a muita gente. Quando era para fazer viagem para lá, tinha toda aquela demora”, diz, apontando para o lado mais próximo de Matinhos.

“O nosso sonho sempre foi um dia falar que temos a ponte, mas ninguém de fato acreditava que esse dia chegaria e, graças a Deus, deu tudo certo”, complementa. “Faz mais de 30 anos que estou aqui e também estou incluído nesse sonho. Para mim, é um grande prazer ter essa ponte que veio para unir tudo aqui.”

E se engana quem pensa que apenas os paranaenses estavam ansiosos pela entrega da estrutura. “Todo ano meus irmãos vêm para cá e sempre me perguntam ‘e a ponte, vai sair?’. Hoje eles estão juntos na inauguração, então é um grande privilégio”, finaliza.

“PRIMEIRA PONTE” – Vindo de um pouco mais distante, a cerca de 1,2 mil km, o encarregado de montagem Alessandro Barreto saiu de Itumbiara, em Goiás, especialmente para trabalhar na Ponte de Guaratuba. Ele chegou em fevereiro de 2025 para atuar em um dos trechos mais icônicos da estrutura: o estaiado. “A minha trajetória foi no meio do mar, nos dois pilares centrais da ponte, apoio 4 e apoio 5”, explica.

“Por incrível que pareça, essa é a minha primeira ponte. Eu trabalhei a minha vida inteira em usinas hidrelétricas, então essa foi a primeira oportunidade que tive de trabalhar em uma estrutura como essa”, ressalta. Ele detalha a experiência de construir uma ponte estaiada. “A diferença é que aqui eu trabalho dentro do mar. Na hidrelétrica, trabalhamos primeiro na terra para depois encher e formar o rio da usina. Trabalhar na terra a gente já está acostumado. No mar foi a primeira vez, então achei mais interessante.”

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E se a temperatura em Guaratuba pode passar dos 30ºC, a brisa do mar ajuda a diferenciar o calor daqui em comparação ao goiano. “Essas regiões mais frias eu já conhecia, pois trabalhei por aqui e em Santa Catarina também. Eu gosto muito dessa região e do frio, acho o clima bem gostoso. Quando surgiu a oportunidade de vir para o Paraná, eu não pensei duas vezes. Me adapto bem ao frio”, conta.

Agora, com a ponte entregue, o sentimento é de dever cumprido. “Fico muito feliz de ter participado desse projeto. Todo mundo aqui falava disso, só que eu não tinha conhecimento. A partir do momento que eu cheguei, as pessoas comentavam o quanto essa obra era esperada há anos, e hoje é um sonho que está acontecendo. Batalhamos muito para chegar no que está hoje para essa inauguração”, finaliza.

PONTE – Com investimento de mais de R$ 400 milhões do Governo do Estado, a obra ficou sob responsabilidade do Departamento de Estrada de Rodagens do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (SEIL), e foi executada pelo Consórcio Nova Ponte.

A Ponte de Guaratuba é uma das principais obras de infraestrutura do Paraná e conta com 1.244 metros de extensão, com quatro faixas de tráfego, duas faixas de segurança em cada sentido, calçadas com ciclovia e guarda-corpos. Contando com os acessos na PR-412, a obra compreende cerca de 3 quilômetros ao todo.

Fonte: Governo PR

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