Agro
Citricultura: irrigação se torna ferramenta estratégica contra o HLB
O avanço do HLB (Greening), as oscilações nos preços e as condições climáticas irregulares tornam 2025 um ano desafiador para a citricultura brasileira, principalmente no cinturão citrícola do país. A avaliação é de Wagner Suavinha, especialista agronômico da Netafim, empresa global de irrigação por gotejamento.
“Mesmo com a redução nas capturas do psilídeo, o número de plantas infectadas pelo HLB continua crescendo. O produtor precisa tomar decisões técnicas para manter a viabilidade da lavoura”, afirma Suavinha.
Irrigação e fertirrigação como ferramentas contra a doença
A irrigação por gotejamento, combinada com fertirrigação, tem se mostrado fundamental para mitigar os efeitos do HLB e das condições climáticas adversas. Para pomares já afetados, Suavinha recomenda um pacote tecnológico completo, em que a irrigação ajuda a reduzir estresses abióticos, fornecer água e nutrientes de forma precisa, diminuir a severidade da doença e aumentar a produtividade.
Renovação de pomares e novas fronteiras citrícolas
Em regiões onde o HLB é mais agressivo, a irrigação desempenha papel estratégico na renovação de pomares e no desenvolvimento de novos plantios. “Um pomar vigoroso e com crescimento acelerado apresenta maior resiliência à infecção. Nas novas fronteiras citrícolas, muitas com menor índice pluviométrico, a irrigação se torna essencial para o sucesso da cultura”, ressalta Suavinha.
Antecipação do florescimento reforça necessidade de irrigação
Outro fator crítico é o florescimento precoce em junho, resultado de chuvas fora do padrão. Após esse período, a diminuição das precipitações aumenta o risco de queda de frutos por estresse térmico entre setembro e outubro. Nesse cenário, a irrigação garante o pegamento adequado dos frutos e minimiza perdas na safra.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
El Niño 2026 deve persistir até 2027 e preocupa agronegócio com risco de calor extremo, seca e chuvas intensas
O Brasil entrou oficialmente em um período de monitoramento intensificado das condições climáticas provocadas pelo El Niño 2026. O primeiro boletim conjunto sobre o fenômeno foi divulgado nesta segunda-feira (29) por órgãos federais e aponta um cenário de alta probabilidade de permanência do aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial até o início de 2027.
O documento foi elaborado em parceria pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Serviço Geológico do Brasil (SGB) e Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec).
Segundo os especialistas, o boletim passará a ser atualizado mensalmente para fornecer informações sobre a evolução do fenômeno e subsidiar decisões dos governos federal, estaduais e municipais, além de orientar os diversos setores da economia, especialmente o agronegócio.
Oceano Pacífico apresenta aquecimento característico do El Niño
As análises realizadas durante junho mostram que a temperatura da superfície do mar no Oceano Pacífico Equatorial apresenta um padrão típico de El Niño. Em algumas áreas próximas à costa da América do Sul, as anomalias positivas já superam 2°C, indicando um aquecimento significativo das águas.
Esse comportamento altera a circulação atmosférica em escala global e influencia diretamente o regime de chuvas e temperaturas em diversas regiões brasileiras.
Previsão indica chuva irregular e calor acima da média
Para o trimestre entre julho, agosto e setembro de 2026, os modelos climáticos apontam um cenário de contrastes no Brasil.
A tendência é de volumes de chuva acima da média em parte da Região Sul, enquanto áreas do Centro-Oeste, Sudeste, Norte e Nordeste poderão registrar precipitações abaixo da normalidade.
Além disso, a previsão indica temperaturas acima da média durante todo o segundo semestre, favorecendo a ocorrência de ondas de calor, aumento da evaporação da umidade do solo e maior risco de incêndios florestais.
Para a produção agropecuária, esse cenário exige atenção redobrada ao manejo das lavouras, disponibilidade hídrica e planejamento das próximas safras.
Probabilidade supera 90% de permanência até 2027
Um dos principais destaques do boletim é a elevada confiança dos modelos climáticos.
As projeções indicam probabilidade superior a 90% de que o El Niño permaneça ativo até, pelo menos, os primeiros meses de 2027.
Além disso, existe alta possibilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre a primavera e o verão de 2026, quando as anomalias da temperatura da superfície do mar podem ultrapassar 2°C no Pacífico Equatorial.
Fenômenos dessa magnitude costumam potencializar extremos climáticos, aumentando tanto episódios de estiagem quanto de chuvas intensas, dependendo da região do país.
Monitoramento será contínuo
Os órgãos responsáveis reforçam que o acompanhamento permanente das condições meteorológicas será essencial ao longo dos próximos meses.
O monitoramento permitirá avaliar possíveis impactos sobre:
- produção agrícola;
- níveis de rios e reservatórios;
- abastecimento de água;
- geração de energia;
- riscos de enchentes, inundações e deslizamentos;
- ocorrência de incêndios florestais.
A recomendação também é para que produtores rurais, gestores públicos e a população acompanhem as atualizações oficiais e as orientações emitidas pelos órgãos de meteorologia e pela Defesa Civil.
Planejamento antecipado reduz riscos
Segundo as instituições responsáveis pelo boletim, a atuação integrada entre os órgãos de monitoramento, governos e setores produtivos será determinante para minimizar os impactos do El Niño sobre o Brasil.
O planejamento antecipado, aliado ao monitoramento contínuo e à adoção de medidas preventivas, fortalece a gestão de riscos climáticos e amplia a capacidade de resposta diante de eventos extremos que podem afetar a agricultura, os recursos hídricos, a infraestrutura e a segurança da população nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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