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Estado assina convênios de R$ 210 milhões em máquinas para melhorar estradas rurais

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As regiões dos municípios de Maringá e Campo Mourão vão receber R$ 210 milhões do Governo do Estado para a compra de caminhões, retroescavadeiras, motoniveladoras e outros equipamentos usados na manutenção de estradas rurais e no apoio direto à produção agrícola. Os recursos, liberados pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), garantem até R$ 3,7 milhões para cada prefeitura contemplada.

Na Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep), na região de Maringá, o investimento soma R$ 110 milhões, distribuídos entre os 30 municípios da associação. Já na Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão (Comcam), o aporte é de cerca de R$ 100 milhões para 25 municípios.

Na Amusep, os municípios contemplados foram Ângulo, Astorga, Atalaia, Colorado, Doutor Camargo, Floraí, Floresta, Flórida, Iguaraçu, Itaguajé, Itambé, Ivatuba, Lobato, Mandaguaçu, Mandaguari, Marialva, Maringá, Munhoz de Mello, Nossa Senhora das Graças, Nova Esperança, Ourizona, Paiçandu, Paranacity, Presidente Castelo Branco, Santa Fé, Santa Inês, Santo Inácio, São Jorge do Ivaí, Sarandi e Uniflor.

Na Comcam, os municípios contemplados são Altamira do Paraná, Araruna, Barbosa Ferraz, Boa Esperança, Campina da Lagoa, Campo Mourão, Corumbataí do Sul, Engenheiro Beltrão, Farol, Fênix, Goioerê, Iretama, Janiópolis, Juranda, Luiziana, Mamborê, Moreira Sales, Nova Cantu, Peabiru, Quarto Centenário, Quinta do Sol, Rancho Alegre do Oeste, Roncador, Terra Boa e Ubiratã.

O investimento liberado em tempo recorde faz parte do pacote estadual de R$ 1,5 bilhão destinado a 397 municípios e oito consórcios intermunicipais. O recurso é aplicado a fundo perdido e não precisa ser devolvido. Com a iniciativa, aproximadamente 2.400 máquinas entram em operação, no que é considerado o maior programa de apoio às estradas rurais do País.

O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, afirmou que o programa vai além da simples renovação do parque de máquinas das prefeituras e simboliza o compromisso do Paraná em ampliar os investimentos no campo, reforçando a infraestrutura rural e garantindo melhores condições de vida para quem vive e produz no Interior.

“O Paraná é o estado que mais investe na agropecuária no Brasil e hoje mostramos isso mais uma vez com a entrega desse maquinário. Estamos falando do maior programa do País voltado à conservação do solo e da água, à melhoria da trafegabilidade e das estradas rurais. Isso significa reduzir custos de produção, aumentar a renda do produtor, garantir estradas melhores para o transporte da safra e também para que as crianças cheguem à escola em segurança”, explicou o secretário.

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Para o prefeito de Maringá, Silvio Barros, no Noroeste do Estado, os investimentos em estradas rurais representam um diferencial estratégico para o Paraná. Ele destacou que a pavimentação e a manutenção adequada dessas vias asseguram maior competitividade ao agronegócio.

“As estradas rurais são fundamentais para um estado que tem uma grande parcela da sua economia alicerçada no agronegócio. É muito importante nós termos esse respaldo da Secretaria de Abastecimento do Estado para garantir que a produção paranaense vai chegar no destino pelo menor custo e ajudar na segurança alimentar do nosso estado e do Brasil”, disse.

Já para o prefeito de Campo Mourão, Douglas Fabrício, no Centro-Oeste, a chegada do novo maquinário é um avanço inédito, capaz de melhorar o escoamento da produção e facilitar a vida de quem depende diariamente das estradas do interior. “É algo inédito para nós. Muitas vezes os equipamentos quebram e temos dificuldade para tirar a safra do interior e trazer para a cidade, ou mesmo para garantir que o estudante ou o morador que precisa de atendimento médico consiga se deslocar. Com essas máquinas, essa realidade vai melhorar muito”, afirmou.

CONÊNIOS COM AS PREFEITURAS – O repasse do recurso destinado a aquisição do maquinário é feito diretamente às prefeituras, que ficam responsáveis pelas licitações de compra. Até o momento, 113 cidades apresentaram a documentação prevista nos convênios, como homologação de licitação ou adesão a atas de registro de preço, e 54 municípios já iniciaram alguma compra de maquinário.

Cada contrato tem vigência de 28 meses, sendo os quatro primeiros dedicados à aquisição das máquinas e os seguintes voltados às melhorias viárias. Os equipamentos incorporam-se ao patrimônio municipal e permanecem à disposição para dar continuidade às obras.

Cada município tem um teto de R$ 3,7 milhões para adquirir os equipamentos que se adaptem às suas necessidades, podendo escolher entre motoniveladoras, trator de esteira, pá carregadeira, escavadeira hidráulica, retroescavadeira, caminhão basculante e rolo compactador.

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“Nós vamos fazer o processo licitatório e entregar para a nossa cidade o maquinário zero quilômetro e de alta qualidade. Isso vai fortalecer a agricultura familiar e fornecer boas estradas para escoamento da nossa produção”, disse Ivoneia Furtado, presidente da Amusep e prefeita do município de Mandaguari.

O presidente da Comcam, o prefeito de Iretama, Same Saab, afirma que uma das principais dificuldades dos gestores municipais é justamente o custeio da manutenção do maquinário municipal. Por isso a ajuda do governo é bem-vinda. “Essas máquinas novas são um alento. Muitas ainda estão em processo de licitação, mas até o fim do ano estaremos com essas máquinas trabalhando a favor da população, para fazer estradas, explanar terrenos, entre outras atividades. É o sonho de todo prefeito”, afirmou.

Para Armando Pimentel, prefeito de Itambé, cidade do Noroeste do Paraná, o investimento do Estado traz potencialidade para o produtor local competir em melhores condições no agronegócio. “O projeto é magnífico e extraordinário. Melhorar o escoamento da safra é de suma importância. Quando o agricultor produz mais, o município cresce junto. O que queremos é dar condições para que os nossos produtores possam competir de igual para igual”, celebrou.

ESTRADAS RURAIS – Além da renovação dos parques de máquinas das prefeituras, o Governo do Estado também investe pesado na pavimentação de estradas rurais, para levar mais conforto e agilidade na mobilidade dos agricultores, estudantes, turistas e de toda a comunidade, além de agilizar o transporte de insumos e produtos agrícolas.

Desde 2019, o Governo do Estado já entregou ou iniciou as obras de mais de 1.350 quilômetros de estradas rurais através do programa Estradas Rurais Integradas aos Princípios e Sistemas Conservacionistas – Estradas da Integração. Os investimentos do Estado ultrapassam R$ 521 milhões, beneficiando aproximadamente 100 mil famílias.

No início do ano, o governador anunciou mais R$ 2 bilhões para pavimentação de novos trechos de estradas rurais, beneficiando produtores em cadeias relevantes como leite, suíno e frango, além de fomentar o turismo rural. Com esse novo aporte, o Estado deve pavimentar mais 2,5 mil quilômetros das vias vicinais.

Fonte: Governo PR

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Simulado da Defesa Civil em Antonina treina população para situações de inundação

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Os moradores do bairro Jagatá, em Antonina, no Litoral do Paraná, participaram neste sábado (23) de um simulado de desastre de inundação. A comunidade, com 23 residências onde vivem 53 pessoas, está localizada numa área de mangue, suscetível a variações de maré da baía localizada a poucos metros das casas de madeira.

O exercício foi realizado pela prefeitura com apoio do Estado, envolvendo cerca de 50 profissionais das Defesa Civil estadual e municipal, secretarias, Corpo de Bombeiros e voluntários da Rede Estadual de Emergência de Radioamadores (REER).

A ação é parte do trabalho da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil na preparação dos municípios para o enfrentamento de inundações, alagamentos e deslizamentos que podem ocorrer com a passagem do El Niño pelo Paraná, que deve ser de forte intensidade.  

“Pudemos testar a capacidade que temos hoje para num evento de alagamento, como a gente pode acessar a comunidade. Entendemos na prática como funciona o plano de contingência, de que maneira as secretarias municipais atuam em conjunto e em caso de necessidade, como melhorar o atendimento à população”, avaliou o capitão Dhieyson Budernik, coordenador do 6º Núcleo de Atuação Regional da Defesa Civil Estadual. 

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A escolha do bairro foi definida a partir da peculiaridade deste ponto, como explica Sidnei Train, secretário municipal da Defesa Civil. “Fizemos um levantamento recente e havia poucas informações sobre este local. Já tivemos situações em que choveu muito e a maré estava alta, as pessoas ficaram ilhadas e não conseguiam sair. Identificamos a necessidade de priorizar a preparação desses moradores para futuras ocorrências”, destaca. 

O exercício começou por volta das 9h30 com o acionamento das equipes dos bombeiros e da defesa civil e envolveu o suporte de uma ambulância para o treinamento de resgate a uma pessoa com dificuldade de locomoção. “Pudemos medir o tempo das equipes para se deslocar, acessar o local. Isso ajudou a conhecer o terreno e estarmos mais ambientados para poder dar uma resposta mais efetiva diante de um caso real”, detalha o tenente Alexandre de Moraes, comandante do Corpo de Bombeiros de Antonina. 

Os moradores foram orientados a se reunir no início da rua principal, ponto de encontro previamente escolhido, onde dois ônibus garantiram o deslocamento para o abrigo mais próximo, na Escola Municipal Gil Feres. Na chegada, todos foram cadastrados e participaram de uma palestra com orientações básicas sobre como perceber sinais de mudança e adotar medidas de segurança antes do agravamento da situação. 

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GRATOS PELAS ORIENTAÇÕES – Trabalhador do porto, Carlos Alberto e a família vieram de Curitiba para morar no bairro. Nos seis anos que estão no local já presenciaram alagamentos, deslizamentos e temporais com destelhamento de casas. “Ficamos muito gratos em receber orientações sobre como proceder tanto para saber o que fazer quanto para poder auxiliar outras pessoas. Agora vamos poder ajudar no resgate e levar a pessoa num local que não alaga, além de ensinar para outros moradores também.

ÁGUAS DE MARÇO – Antonina foi um dos municípios mais afetados pelo maior desastre do Litoral em 2011, que ficou conhecido como Águas de Março. Na ocasião, o volume concentrado de chuva em poucos dias provocou inundações, alagamentos e deslizamentos. Ao todo, a tragédia atingiu 1.281 casas, destas, 287 foram evacuadas, deixou 1.160 pessoas desabrigadas e 8.172 desalojadas, afetando as redes de abastecimento de água e energia elétrica.

Fonte: Governo PR

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