Paraná
Paraná se consolida como referência no enfrentamento de síndromes respiratórias graves
O Paraná tem se destacado como um modelo de sucesso no enfrentamento das Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs) no Brasil. Essa semana, durante a oficina pós-evento que reuniu gestores e técnicos de saúde pública em Curitiba, o Estado apresentou estratégias e resultado das ações deste ano durante o período mais crítico das doenças respiratórias, e recebeu reconhecimento de organizações nacionais e internacionais como a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Ministério da Saúde (MS).
Entre as ações que permitiram ao Paraná atravessar os meses mais críticos sem decretar estado de emergência em saúde pública, ao contrário de outros estados do Sul e Sudeste, as equipes destacaram estratégias como a antecipação da vacinação contra a gripe, a abertura de 204 leitos de enfermaria e de UTI para dar suporte a demanda de SRAG, a aquisição de 100 mil testes rápidos para diagnóstico e a integração das redes de atendimento em todo o Estado, além das campanhas de conscientização reforçadas diariamente nas mídias sociais e veículos de imprensa.
A representante da Opas, Lely Guzman, ressaltou a organização e articulação do Paraná, e enfatizou o envolvimento ativo da gestão estadual como um fator fundamental para o sucesso das ações. “Fiquei impressionada pela organização, articulação e avanços que têm em algumas áreas, como o laboratório, a parte da hospitalização, vigilância e imunização”, disse.
“Reconhecemos o Paraná como um destaque em comparação aos outros estados por sua organização e articulação, além de ter um baluarte muito importante que é o interesse e envolvimento da gestão para que a atividade técnica seja realidade nas populações e na ponta”, acrescentou.
A oficina pós-evento é itinerante e já passou por 24 estados, Distrito Federal e encerrará o ciclo em Santa Catarina. O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, ressaltou a importância dessa troca de experiências e o reconhecimento do trabalho árduo dos profissionais de saúde. “Tudo o que passamos precisa servir de lição para o futuro. Este é um espaço importante de troca de experiências, de agradecimento aos profissionais e de reforço ao excelente trabalho desempenhado pelos nossos profissionais em todo o Paraná”, afirmou.
A campanha de vacinação também foi fundamental para o sucesso do controle das doenças. O Paraná ocupa atualmente a terceira posição em número absoluto de doses de vacina aplicadas e o terceiro lugar em cobertura vacinal no país. Foram 3.799.644 doses aplicadas neste ano, o que representa 55,37% de cobertura sobre os grupos prioritários (gestantes, crianças e idosos).
O representante do Conass, Nereu Mansano, corroborou o reconhecimento, destacando a estrutura organizada de unidades-sentinela do Paraná para a vigilância da síndrome gripal. Ele afirmou que o Paraná é o único estado com uma rede tão abrangente, que realiza a coleta regular de amostras em todas as regiões de saúde para identificar os vírus circulantes. Mansano também elogiou o envolvimento ativo da gestão estadual e a articulação com as áreas técnicas para a resposta a emergências.
Segundo ele, o Paraná é o único estado que tem unidades-sentinela para vigilância da síndrome gripal, que faz uma coleta regular de amostras de todos os casos de síndrome gripal para a pesquisa de quais são os vírus que estão circulando no Paraná. “O Estado montou uma estrutura em todas as suas regionais de saúde. Do ponto de vista de representatividade, organização e envio de amostras, é o que tem hoje a vigilância sentinela mais organizada”, afirmou.
A consultora do Ministério da Saúde Walquiria de Almeida reforçou a percepção de um trabalho integrado e sincronizado no Paraná. Ela destacou a excelente organização e integração entre vigilância, laboratório e equipes regionais como um diferencial que garante a agilidade e eficácia nas ações de saúde pública.
“Os especialistas, as pessoas que trabalham nas regionais e também no nível do estado estão bem integrados. Quem trabalha nas regionais do estado também estava sincronizado e respondendo ao mesmo tempo. Você vê um alinhamento dos profissionais. Eu acho que isso é uma observação para nós do nível nacional muito importante. Isso é um ponto muito forte, você observar que não tem lacunas nesse sentido”, disse.
Além das considerações durante o evento, a experiência do Paraná no enfrentamento das SRAGs será apresentada em Brasília nos dias 10 e 11 de outubro, a pedido dos representantes nacionais, durante a reunião da Câmara Técnica de Epidemiologia do Conass, que reunirá representantes das secretarias de saúde de todo o País.
Fonte: Governo PR
Paraná
Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre
O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .
Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.
Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.
GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.
O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.
“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.
Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.
IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.
A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.
Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.
Fonte: Governo PR
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