Paraná
Governo libera R$ 2 milhões para incentivar dez pesquisas de empreendedorismo científico
O Governo do Paraná realizou nesta terça-feira (30) a liberação de recursos da ordem de R$ 2 milhões para os dez pesquisadores finalistas do programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado (Prime). Cada um dos projetos contemplados recebeu um aporte de R$ 200 mil para investimento no desenvolvimento tecnológico e na validação de mercado. O Prime é um programa de formação empreendedora que busca transformar resultados de pesquisas acadêmicas com potencial mercadológico em produtos, serviços e novos negócios.
A cerimônia de anúncio dos investimentos aconteceu durante a programação do Paraná Faz Ciência 2025, que acontece em Guarapuava, no Centro Sul do Estado, organizado pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). A programação dedicada à divulgação científica segue até sexta-feira (3), com a participação de todas as sete universidades estaduais e de quatro instituições federais de ensino superior paranaenses. O evento também faz parte da 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT 2025).
A edição deste ano do Prime começou em maio com 120 pesquisadores na primeira fase, com professores, estudantes de pós-graduação e empreendedores com empresas incubadas nos ambientes de inovação do Paraná. Entre agosto e setembro, 35 participantes avançaram para a segunda etapa, marcada por workshops e mentorias coletivas e individuais. Agora, na terceira fase, os dez finalistas terão novas mentorias individuais para fortalecer o desenvolvimento dos projetos, já com o aporte financeiro assegurado pelo Fundo Paraná de ciência e tecnologia.
O secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, em exercício, Jamil Abdanur Júnior, reforçou o papel estratégico da ciência para o desenvolvimento do Estado. “Ao valorizar a propriedade intelectual e incentivar sua aplicação prática o Prime dá visibilidade ao trabalho dos pesquisadores e mostra que investir em ciência significa investir em soluções concretas para os desafios da sociedade”, afirmou. “Iniciativas como esta são fundamentais para consolidar um ecossistema de inovação mais forte e competitivo”.
Ele destacou que o Prime cumpre um papel estratégico ao aproximar a pesquisa acadêmica do mercado. “Programas como o Prime criam a ponte entre a produção científica e o setor produtivo, pois muitas pesquisas com potencial de impacto ficariam restritas a artigos e salas de aula, e o Prime transforma esse conhecimento em produtos, serviços e novos negócios, capazes de gerar inovação, emprego e riqueza”, sinalizou o gestor.
“O Prime nasceu da necessidade de transformar propriedade intelectual em produto. Patentes não podem ser só pontos no currículo. Hoje vemos ideias virando negócios e gerando renda”, pontuou Marcos Aurélio Pelegrina, diretor de Ciência e Tecnologia da Seti. Segundo ele, exemplos concretos de produtos desenvolvidos por pesquisadores paranaenses e que já chegaram ao mercado comprovam que a política pública do Prime tem gerado frutos reais, sustentáveis e com potencial de impacto nacional e internacional.
O reitor da Unicentro, Fábio Hernandes, anfitrião do evento, reforçou o papel estratégico das universidades neste processo. “As universidades públicas têm mostrado, ano após ano, sua capacidade de encontrar soluções para problemas reais da comunidade. O programa é mais que uma premiação, é uma prestação de contas à sociedade. E é uma satisfação imensa ver a Unicentro entre as instituições envolvidas nessa transformação”, declarou.
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PROJETOS – Em 2025, os projetos finalistas abrangem as áreas de agricultura e agronegócio, biotecnologia e saúde, energias renováveis e cidades inteligentes. Do total, três são da Universidade Estadual de Londrina (UEL), um da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e seis da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), representando diferentes regiões do Estado, como Curitiba; Londrina, no Norte; Ponta Grossa, nos Campos Gerais; e Apucarana, no Vale do Ivaí.
Na área de agricultura e agronegócio, dois projetos da UEL se destacam. O professor Gerson Nakazato, de Londrina, desenvolveu um sanitizante natural produzido a partir de óleos vegetais para higienização de carnes, frutas e verduras. Já a estudante de mestrado Letícia Fernandes Gonçalves, do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia, propôs um substrato agrícola feito de resíduos agroindustriais que melhora a retenção de água no solo e estimula o crescimento de plantas.
No campo de energias renováveis, três projetos da UTFPR propõem soluções sustentáveis. No campus de Apucarana, o professor Murilo Pereira Moisés coordena um sistema para capturar dióxido de carbono no setor industrial e reutilizar na indústria de bebidas, produção de bicarbonato de sódio e em estações de tratamento de água. No campus de Londrina, o professor Alesandro Bail idealizou um sistema de filtração para remover impurezas do biogás e otimizar a produção de biometano.
“O Prime é um mecanismo inovador e de grande relevância para transformar resultados de pesquisas acadêmicas em produtos e serviços com potencial de mercado, pois impacta desde os fundamentos do processo de produção e exigências do mercado até a construção de bases que permitem aos pesquisadores avançar nos processos de transferência de tecnologia, fortalecendo a visibilidade das universidades e demonstrando uma relevância social”, disse Bail.
Também em Apucarana, a empreendedora Joziane Gimenes Meneguin, de uma startup incubada na UTFPR, estruturou uma lixeira inteligente que converte resíduos orgânicos em adubo de alta qualidade, voltado a residências e pequenos produtores urbanos. O projeto une inovação tecnológica e sustentabilidade urbana, contribuindo para a gestão eficiente de resíduos e incentivando práticas ambientalmente responsáveis.
TRATAMENTO DE CÂNCER – Entre as inovações, três projetos voltados a mulheres em tratamento de câncer de mama merecem destaque pelo impacto social. A professora Sonia Maria Fabris Luiz, do Departamento de Fisioterapia da UEL, desenvolveu uma placa de compressão em 3D para tratar o inchaço crônico nos braços de mulheres submetidas à radioterapia. Em Curitiba, o professor David Kretschek, do Departamento de Engenharia Mecânica da UTFPR, lidera um projeto de próteses de aréolas mamárias realistas e personalizadas em 3D.
“O Prime realmente capacita os pesquisadores para o desenvolvimento de produtos com potencial de comercialização e transferência de tecnologia, além de interligar as instituições de ensino superior ao mercado, possibilitando que as pesquisas acadêmicas e científicas cheguem à comunidade e gerem benefícios concretos para os cidadãos, disse a professora Sonia Luiz. “É um programa muito bem estruturado, que fez diferença na minha vida profissional e contribui para o desenvolvimento do estado do Paraná”.
O estudante de doutorado Antonio Verguetz Silva, do Programa de Pós-graduação em Engenharia Mecânica e de Materiais da UTFPR, em Curitiba, propôs próteses mamárias externas produzidas em silicone e impressão 3D, customizadas de acordo com as características corporais das mulheres mastectomizadas. Na prática, essas iniciativas representam avanços significativos na reconstrução estética e no bem-estar das pacientes, demonstrando como a pesquisa aplicada pode gerar impacto direto na qualidade de vida das pessoas.
Ainda na área de biotecnologia e saúde, o professor Flávio Luís Beltrame, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da UEPG, desenvolve um estudo que transforma a pele de Tilápia em gel cicatrizante para feridas e queimaduras, rico em compostos antimicrobianos. Já a pesquisa da estudante de mestrado Emanuelle Naumann, do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia, no campus da UTFPR em Ponta Grossa, consiste em um extrato desenvolvido a partir do cultivo de microorganismos para a indústria cosmética, com propriedades antioxidantes.
FOMENTO – Esse aporte de recursos consolida o apoio do governo estadual, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e da Fundação Araucária, para a transformação da pesquisa acadêmica em soluções concretas para a sociedade e para o mercado. Com apoio do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná (Sebrae/PR), esses projetos reforçam a capacidade inovadora das universidades, que estão contribuindo diretamente para o avanço da ciência e do desenvolvimento econômico.
PRESENÇAS – O evento contou com a participação da reitora da UEL, Marta Regina Gimenez Favaro; do reitor da Unioeste, Alexandre Almeida Webber; do reitor da UEPG, em exercício, Ivo Mottin Demiate; do vice-reitor da Unioeste, Gilmar Ribeiro de Mello; da vice-reitora da UTPFR, Vanessa Ishikawa Rasoto; e do pró-reitor de Extensão e Cultura da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Rafael da Silva. Também estavam presentes o diretor de Ensino Superior da Seti, Michel Jorge Samaha, e o gerente de Competitividade Setorial do Sebrae/PR, Weliton Monteiro Perdomo.
Fonte: Governo PR
Paraná
Alunos de 88 colégios da rede estadual participam do Parlamento Jovem
Estudantes participaram, nesta terça-feira (2), das eleições do projeto Parlamento Jovem em 88 colégios da rede estadual, distribuídos em 64 municípios paranaenses. A iniciativa, desenvolvida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), por meio da Escola Judiciária Eleitoral (EJE-PR), conta com a parceria da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) e proporciona aos alunos vivência prática do processo democrático e do funcionamento das eleições.
Em todo o Paraná, cerca de 26 mil estudantes atuaram como eleitores e 988 concorreram como candidatos-mirins. Para a realização da votação, foram disponibilizadas 238 urnas eletrônicas, entre equipamentos utilizados e de contingência.
Para o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, o projeto contribui para a formação cidadã dos estudantes ao aproximá-los das instituições democráticas. “A participação no Parlamento Jovem é uma oportunidade singular para que os estudantes vivenciem, na prática, o funcionamento do sistema democrático e do Poder Legislativo. Incentivamos fortemente a adesão dos alunos porque iniciativas como essa fortalecem o protagonismo juvenil, ampliam a compreensão sobre o processo eleitoral e contribuem para a formação de cidadãos mais conscientes e participativos”, afirmou o secretário.
Para o chefe da Seção de Educação para a Cidadania Política (SECP) do TRE-PR, Frederico Rafael Martins de Almeida, o projeto representa uma oportunidade de aproximar jovens da Justiça Eleitoral e incentivar a participação cidadã. “Ao conhecer na prática o funcionamento das eleições e do Poder Legislativo, os estudantes desenvolvem competências relacionadas à cidadania, ao diálogo, à ética pública e à participação política responsável”.
CIDADANIA – Segundo ele, o Parlamento Jovem é uma das principais ações de educação para a cidadania política desenvolvidas pelo TRE-PR. “Contribuímos para a formação de novas gerações de eleitores conscientes, participativos e comprometidos com os valores democráticos”, declarou Almeida.
A coordenadora dos Programas Especiais da Seed-PR, Adriana Rigon Wille, destacou que a iniciativa complementa o trabalho desenvolvido pelas escolas na formação cidadã dos estudantes. “É uma experiência muito rica porque os estudantes vivenciam uma eleição de verdade dentro da escola. Eles organizam as chapas, apresentam propostas, fazem campanha e utilizam a urna eletrônica no processo de votação. Tudo isso ajuda a aproximá-los da democracia e torna o aprendizado muito mais significativo”, afirmou.
NOVIDADES – “A edição de 2026 marca uma nova fase do Parlamento Jovem, resultado de um amplo processo de modernização”, destacou Almeida. Entre os avanços implementados recentemente pelo TRE-PR, estão a criação do Regulamento Oficial do Parlamento Jovem e o lançamento de um hotsite que reúne informações sobre todas as etapas do projeto, incluindo cronogramas, materiais pedagógicos, vídeos explicativos, manuais operacionais, modelos de documentos e orientações destinadas às escolas, Cartórios Eleitorais e Câmaras Municipais.
Também foram promovidas capacitações para servidores, professores, equipes pedagógicas e representantes das Câmaras Municipais, além da disponibilização de vídeos, checklists, cartilhas e manuais para consulta permanente. Neste ano, as instituições participantes passaram a formalizar a adesão ao projeto por meio de termos específicos, ampliando a integração entre a Justiça Eleitoral e os parceiros envolvidos.
VEREADORES – O Parlamento Jovem permite aos estudantes vivenciarem todas as etapas de uma eleição, de forma semelhante ao que ocorre nas disputas para cargos políticos. Nos meses que antecederam a votação, os alunos participaram de atividades como registro de candidaturas, campanhas eleitorais, apresentação de propostas e debates, utilizando as mesmas regras e procedimentos adotados pela Justiça Eleitoral.
Os estudantes eleitos serão diplomados e empossados como vereadores-mirins em seus respectivos municípios, passando a desenvolver atividades legislativas ao longo do ano. A proposta busca estimular o protagonismo juvenil e ampliar o conhecimento sobre o funcionamento dos poderes públicos e os mecanismos de participação democrática.
Fonte: Governo PR
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