Agro
Exportações de milho do Paraná disparam 160% em 2025, com destaque para o Irã
O Paraná registrou forte crescimento nas exportações de milho em 2025. De acordo com o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (25) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o volume exportado nos oito primeiros meses do ano alcançou 1,97 milhão de toneladas, alta de 160% em relação às 756,5 mil toneladas do mesmo período de 2024.
Receita supera R$ 2,4 bilhões
Com o aumento do volume embarcado, a receita financeira também cresceu. As exportações de milho do Paraná somaram US$ 433 milhões, o equivalente a mais de R$ 2,4 bilhões, representando avanço de 61% em relação ao ano passado.
Irã é o principal destino do milho paranaense
O levantamento aponta que o Irã foi o maior comprador do milho paranaense em 2025, respondendo por 45% do total exportado. Em seguida aparecem Vietnã (17%) e Turquia (8%). Juntos, esses três países concentraram mais de 68% das exportações do cereal pelo Paraná.
Queda nas exportações nacionais
Enquanto o Paraná avançou, o cenário nacional foi de retração. Entre janeiro e agosto de 2025, o Brasil exportou 15,75 milhões de toneladas de milho, volume 12% inferior ao registrado em igual período de 2024. A receita no período alcançou US$ 3,31 bilhões.
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Inflação nos EUA pressiona mercados globais e Ibovespa recua em manhã de volatilidade nesta quarta-feira (13/05/2026)
Mercados globais reagem à inflação dos EUA e aumentam aversão ao risco
Os mercados internacionais iniciam o dia sob forte influência do dado de inflação dos Estados Unidos, que veio acima das expectativas e reforçou o cenário de juros elevados por mais tempo. O resultado aumentou a volatilidade e reduziu o apetite por risco entre investidores globais.
Wall Street fecha sem direção única
Em Nova York, o pregão terminou de forma mista:
- Dow Jones: alta de 0,11%
- S&P 500: queda de 0,16%
- Nasdaq: recuo de 0,71%
O desempenho reflete a cautela dos investidores com o impacto da inflação sobre a política monetária do Federal Reserve, especialmente em setores de tecnologia mais sensíveis aos juros.
Europa encerra o dia em queda
As bolsas europeias acompanharam o movimento de aversão ao risco e fecharam majoritariamente no negativo:
- DAX (Alemanha): -1,54%
- CAC 40 (França): -0,45%
- FTSE 100 (Reino Unido): +0,04% (praticamente estável)
O continente segue atento ao cenário macroeconômico global e às expectativas sobre juros e crescimento.
Ásia fecha mista com foco em geopolítica
Na Ásia, os mercados encerraram o pregão sem tendência definida, com investidores monitorando o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping:
- Xangai (China): -0,25%
- Hong Kong: -0,22%
- Nikkei (Japão): +0,52%
- Kospi (Coreia do Sul): -2,29%
A forte queda na Coreia do Sul foi o destaque negativo, enquanto o Japão conseguiu avançar mesmo em ambiente de cautela.
Ibovespa recua na abertura com pressão de Petrobras e bancos
O Ibovespa iniciou o pregão desta quarta-feira (13) em queda, refletindo tanto o cenário externo quanto pressões domésticas em setores estratégicos.
Logo nos primeiros negócios, o índice chegou a recuar cerca de 1%, em um ambiente de maior aversão ao risco.
Destaques do mercado brasileiro:
- Abertura: queda próxima de -0,98%
- Pressão em ações de peso no índice
- Setor financeiro e energia entre os principais impactos negativos
As ações da Petrobras sofrem com a volatilidade do petróleo no mercado internacional, enquanto o setor bancário, com destaque para a Bradesco, reflete preocupações com qualidade de crédito e cenário macroeconômico mais restritivo.
Cenário doméstico: inflação e commodities no radar
No Brasil, o mercado acompanha:
- Pressão de inflação global e local
- Oscilações do petróleo
- Ajustes de expectativa para juros
- Fluxo estrangeiro mais cauteloso em mercados emergentes
O dólar também segue no centro das atenções dos investidores, oscilando diante do cenário externo mais tenso e da busca global por proteção.
Resumo do dia
O ambiente global desta quarta-feira é marcado por cautela. A inflação americana acima do esperado reacende preocupações sobre juros elevados, pressionando bolsas na Europa e gerando volatilidade na Ásia e no Brasil.
O Ibovespa acompanha o movimento externo e inicia o dia em queda, com atenção especial aos setores de energia e bancos, enquanto investidores aguardam novos sinais da política monetária dos EUA e evolução das tensões geopolíticas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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