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Agro

Máquinas agrícolas incorporam inovações para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas

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Desafios climáticos exigem adaptação no campo

Com janelas de plantio e colheita cada vez menores, os produtores precisam de soluções rápidas e práticas. De acordo com Breno Cavalcanti, diretor de marketing da Massey Ferguson, as mudanças climáticas intensificam a imprevisibilidade no campo, exigindo equipamentos mais resistentes e adaptados a condições extremas, como secas prolongadas e chuvas intensas.

Simplicidade operacional e menor custo de manutenção

Um dos principais avanços do setor é a busca por máquinas de operação simplificada. Essa característica facilita ajustes, diagnósticos e manutenções, especialmente em períodos críticos. Além disso, o baixo custo de manutenção permite a retomada rápida das atividades, reduzindo perdas provocadas por intempéries.

Resistência em condições extremas

A nova geração de máquinas agrícolas é desenvolvida para suportar ambientes desafiadores. Componentes eletrônicos blindados, cabos e conectores protegidos aumentam a durabilidade dos equipamentos. Já a tecnologia embarcada proporciona diagnósticos eficientes, identificando falhas elétricas, mecânicas ou hidráulicas antes que comprometam a operação.

Telemetria como aliada da produtividade

O uso da telemetria vem ganhando destaque ao possibilitar o monitoramento em tempo real. Por meio dessa ferramenta, é possível detectar problemas de forma precoce e até corrigi-los remotamente, prolongando a vida útil das máquinas e evitando danos mais graves.

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Apoio técnico para melhor desempenho

Além da tecnologia, o suporte técnico oferecido pelas fabricantes desempenha papel essencial. Orientações em campo e materiais educativos ajudam o produtor a adotar boas práticas de manutenção, prevenindo riscos e garantindo maior eficiência na utilização dos equipamentos.

Agricultura mais sustentável e eficiente

Essas inovações representam uma resposta direta às demandas impostas pelas mudanças climáticas. Com máquinas mais robustas, tecnológicas e preparadas para cenários adversos, os agricultores têm melhores condições de preservar a produtividade e assegurar a sustentabilidade de suas operações no longo prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Bezerro exige 9,7 arrobas e impõe pior troca ao pecuarista desde 2021

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A compra de um bezerro passou a consumir o equivalente a 9,7 arrobas de boi gordo em setembro, reduzindo o poder de compra do pecuarista que precisa repor os animais destinados à engorda. É a relação de troca mais desfavorável desde outubro de 2021, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Cepea/Esalq-USP).

O cálculo considera a média dos indicadores até 22 de setembro. De um lado está o boi gordo negociado em São Paulo, com preço médio de R$ 350,30 por arroba. Do outro, o bezerro nelore de oito a 12 meses comercializado em Mato Grosso do Sul, cotado em R$ 3.399,04 por cabeça.

Os dois mercados se valorizaram no último ano, mas em velocidades diferentes. O preço real do boi gordo subiu 11,3% em relação a setembro de 2025, enquanto o bezerro avançou 13,6%. Os valores foram corrigidos pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) de agosto.

Essa diferença tornou a reposição mais cara mesmo com a recuperação da arroba. Em setembro do ano passado, a compra de um bezerro exigia 9,51 arrobas de boi gordo. Em setembro de 2024, eram necessárias 8,21 arrobas.

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O patamar atual só fica abaixo do registrado em outubro de 2021, quando o pecuarista precisava destinar 10,27 arrobas para adquirir um animal de reposição. A média de 2026 está em 9,62 arrobas, também acima da média histórica de 7,90 arrobas registrada na série do Cepea iniciada em fevereiro de 2000.

A relação de troca mostra quanto da receita obtida com a venda do gado terminado precisa ser comprometida na compra do animal jovem. Quanto maior a quantidade de arrobas exigida, menor é a parcela que permanece disponível para cobrir alimentação, sanidade, mão de obra, transporte, financiamento e os demais custos da engorda.

A pressão recai principalmente sobre o pecuarista que não produz os próprios bezerros e depende do mercado para formar novos lotes. Nesse sistema, a reposição representa uma das principais despesas e pode definir a rentabilidade da operação meses antes da venda do boi terminado.

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Desde janeiro, a arroba paulista acumula valorização real de 7,2%. O bezerro sul-mato-grossense subiu 8,3% no mesmo intervalo. A oferta restrita de bovinos prontos para o abate sustentou o boi gordo, mas a menor disponibilidade de animais jovens e a demanda pela reposição deram mais força às cotações da cria.

A valorização do bezerro favorece o criador que comercializa animais jovens, mas aumenta o capital necessário para recriadores e terminadores recomporem o rebanho. O resultado econômico dependerá da capacidade de ganho de peso, do custo da alimentação e do preço obtido pelo boi gordo ao final do ciclo.

Com a reposição no nível mais caro em quase cinco anos, a alta da arroba já não garante, isoladamente, melhora de margem. Para o terminador, o resultado passa a depender cada vez mais da eficiência da engorda e do momento escolhido para comprar e vender os animais.

Os valores são parciais e ainda podem mudar até o fechamento de setembro.

Fonte: Pensar Agro

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