Política Nacional
Comissão aprova sistema de vigilância comunitária por vídeos
A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria um sistema de vigilância comunitária com câmeras de vídeo já existentes para monitorar infratores e prevenir crimes. Nesse sistema, pessoas físicas ou jurídicas poderão compartilhar dados e informações com o poder público por sistema de armazenamento em nuvem.
Quem participar dessa vigilância comunitária receberá incentivos não financeiros, como a concessão do Selo Segurança Colaborativa.
A comissão aprovou o substitutivo do relator, deputado Kim Kataguiri (União-SP) ao Projeto de Lei 360/23, da deputada Silvia Waiãpi (PL-AP).
O texto original permitia deduzir do Imposto de Renda as despesas com a manutenção dos sistemas de videovigilância, o que gerava impacto fiscal, sem compensações. Por isso, o relator determinou que os incentivos sejam estabelecidos por regulamento, sem causar efeitos financeiros.
Compartilhamento com a polícia
A autoridade policial também poderá requisitar, por escrito, acesso e gravação de cópia de imagem, som ou vídeo captado por qualquer equipamento de videovigilância para elucidar desaparecimento de pessoas, restrição da liberdade ou iminente risco de vida.
Participação da sociedade
“Devemos apoiar iniciativas que possam contribuir para reduzir a preocupação dos brasileiros com a violência”, afirma Kataguiri. “Iniciativas que articulem a participação da sociedade, como lojistas, condomínios e comércio em geral, são ainda mais valiosas, dado que integram sociedade e governos em um propósito comum.”
Tramitação
O projeto já foi aprovado pela Comissão de Segurança Pública. Agora, segue para análise, em caráter conclusivo, na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).
Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Francisco Brandão
Edição – Natalia Doederlein
Fonte: Câmara dos Deputados
Política Nacional
PECs do fim da escala 6×1 e da segurança pública chegam à CCJ do Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, despachou na tarde desta sexta-feira (21) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) duas propostas de emenda à Constituição (PECs): a que trata do fim da escala 6×1 (PEC 221/2019) e a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025).
No último dia 14, Davi já havia apontado as duas matérias entre as prioridades da pauta do Senado. Na CCJ, a PEC do fim da escala 6×1 terá como relator o senador Omar Aziz (PSD-AM). Já a PEC da Segurança Pública terá o senador Rogério Carvalho (PT-SE) na relatoria.
Fim da 6×1
A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de maio. O texto tem o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) como primeiro signatário. A proposta altera a Constituição para reduzir a carga horária máxima de trabalho para 40 horas semanais.
A PEC também garante dois dias de repouso semanal remunerado, sem diminuição de salário. A mudança será aplicada progressivamente e inclui exceções para trabalhadores com regimes diferenciados e para aqueles com salários mais elevados e diploma de nível superior.
Prazos
A PEC prevê que 60 dias após a promulgação da nova emenda constitucional, a jornada semanal no país passará para 42 horas, já com dois dias de repouso remunerado por semana – um deles, preferencialmente, no domingo. Depois de 12 meses, a nova carga máxima de trabalho por semana será definitivamente de 40 horas.
O texto aprovado preserva a possibilidade de acordos e convenções coletivas, inclusive para regimes diferenciados, como a escala 12×36 (12 horas trabalhadas por 36 horas de descanso) atividades essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana. Além disso, estabelece que lei futura poderá definir regras especiais, nesses casos, para a jornada de trabalho e os dias de folga.
Segurança
A PEC 18/2025, aprovada na Câmara dos Deputados no dia 4 de março, reorganiza o sistema de segurança pública no país. A proposta redefine as fontes de financiamento do setor, incluindo a destinação de parte da arrecadação das apostas esportivas aos fundos nacionais de segurança pública e do sistema penitenciário.
A proposta assegura como competência comum a todos os órgãos de segurança pública encaminhar, por meio de sistema eletrônico integrado, o registro das infrações penais de menor potencial ofensivo diretamente ao Judiciário. Regras de cooperação e compartilhamento de informações também estão entre os pontos tratados na PEC, que é de iniciativa do Executivo.
Quórum
Se aprovadas na CCJ, as PECs ainda precisam ser confirmadas no Plenário, onde precisam conquistar o apoio de três quintos dos senadores — o equivalente a 49 votos, no mínimo, em dois turnos. Depois de aprovada, a emenda é promulgada em sessão solene do Congresso Nacional.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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