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Integração lavoura-pecuária é destaque de mostra tecnológica do IDR-PR em Ponta Grossa

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Cerca de 200 pessoas, entre produtores rurais, estudantes, técnicos e gestores públicos, participaram nesta semana, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, da II Mostra Tecnológica da Fazenda-Modelo, promovida pelo IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater), com o tema “Integração Lavoura-Pecuária”.

O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, que participou do evento, ressaltou a importância de tratar este tema, já que o Estado se destaca pela sustentabilidade. “O Paraná vive um ciclo do alimento sustentável e é considerado o estado mais sustentável do Brasil”, disse. “Aqui vemos a pesquisa e a extensão rural trabalhando juntos para garantir este título. Estão levando conhecimento e melhorando a vida do produtor rural, garantindo que o agricultor tenha mais renda sem deixar de fazer sua principal função que é garantir a segurança alimentar do mundo”, afirmou.

O secretário também falou sobre a relevância econômica do evento e dos reflexos para os produtores. “Com mais renda o produtor movimenta a economia do Estado, fazendo girar esta grande roda do desenvolvimento e do crescimento do Paraná”.

O diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, disse que estas metodologias organizadas podem promover a inovação da agricultura. “O Instituto nasceu para criar esses ambientes de melhoria na vida do agricultor. O que nós vimos aqui foi uma série de boas práticas agrícolas de produção. É pesquisador fazendo pesquisa, o extensionista fazendo extensão e o agricultor se valendo disso”, afirma.

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“Outra coisa importante mostrada aqui é que as tecnologias não estão disponíveis só para os grandes agricultores, mas também para os pequenos, e o Governo do Estado tem participado muito nisso”, acrescentou.

A diretora de pesquisa e inovação do IDR-Paraná, Vania Moda Cirino, ressaltou o papel estratégico da pesquisa no desenvolvimento de opções tecnológicas para a agricultura. “Adotar sistemas integrados de produção é uma das principais alternativas para alcançarmos uma agropecuária sustentável. Temos que, cada vez mais, aprimorar essas técnicas”.

SUSTENTABILIDADE — De acordo com a pesquisadora do IDR-PR Laíse Pontes, a diversificação dos modelos de produção é ferramenta essencial para o futuro da agropecuária. Ela disse que os sistemas integrados de produção agropecuária e o consórcio entre gramíneas e leguminosas forrageiras de inverno são alternativas consistentes para intensificar o uso da terra de forma sustentável. “Essas práticas ampliam a resiliência do sistema produtivo, aumentam a produção de biomassa e favorecem o ciclo de nutrientes no solo”.

PURUNÃ — O pesquisador José Luiz Moleta abordou alternativas para utilização da raça Purunã, desenvolvida na própria Fazenda-Modelo, na pecuária de corte e também de leite. “Mostramos aos produtores que é fácil e prático trabalhar com o Purunã, uma raça versátil, com boa docilidade, adaptabilidade e habilidade materna”, disse.

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Ele apresentou aos participantes do evento a técnica chamada de “amamentação controlada”, na qual o bezerro fica com a mãe apenas uma vez ao dia. “Além de destacar a habilidade materna da raça, temos resultados que comprovam bons resultados na eficiência reprodutiva do rebanho”.

Ao longo da tarde, os participantes ainda puderam conhecer as cultivares de aveia forrageira desenvolvidas pelo IDR-Paraná e discutir com pesquisadores aspectos da consorciação de forrageiras de inverno com o objetivo de pastejo e cobertura do solo e, ainda, observar na prática a técnica de produção de pré-secado de aveia.

REALIZAÇÃO — A II Mostra Tecnológica da Fazenda-Modelo é uma realização do IDR-Paraná, com apoio da Fundação Araucária,  Universidade Estadual de Ponta Grossa, Prefeitura de Ponta Grossa e Fundação Agrisus.

PRESENÇAS — Estiveram presentes no evento o vice-prefeito, Pastor Moisés Faria, e o secretário da Agricultura de Ponta Grossa, Izaltino Cordeiro; o diretor de Gestão Institucional do IDR-Paraná, Altair Sebastião Dorigo; além de pesquisadores, técnicos, estudantes e outros profissionais e lideranças ligados à agropecuária.

Fonte: Governo PR

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MPPR expede recomendação administrativa para conter atropelamento de animais silvestres em rodovias de Londrina e cobra medidas do Município e do DER-PR

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O Ministério Público do Paraná, por meio da 20ª Promotoria de Justiça de Londrina, no Norte Central do estado, emitiu recomendação administrativa cobrando ações efetivas para cessar a mortandade de animais silvestres nas rodovias LA-003, conhecida como Mábio Gonçalves Palhano, e PR-538. Os trechos afetados margeiam o Parque Estadual Mata dos Godoy. O documento foi direcionado ao Município de Londrina, ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) e ao Instituto Água e Terra (IAT).

A medida é desdobramento de procedimento administrativo instaurado em 2022 pela Promotoria de Justiça. Um levantamento técnico apontou que, entre março de 2018 e janeiro de 2019, foram registrados 337 animais atropelados de 57 espécies diferentes naquelas vias e em outras rodovias da região. O estudo identificou seis pontos críticos de atropelamento, com medidas mitigatórias validadas pelo IAT.

Biodiversidade – A área é reconhecida pelo Ministério do Meio Ambiente como prioritária para a conservação da biodiversidade e abriga espécies ameaçadas de extinção. Entre os animais em risco, estão a anta, classificada como criticamente em perigo no estado do Paraná, e a onça-parda, classificada como vulnerável. Levantamentos recentes confirmaram a letalidade contínua nos trechos, com 18 animais atropelados entre novembro e dezembro de 2025, além da constatação de desgaste na sinalização existente em vistoria realizada em março de 2026.

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Além do dano ambiental, os atropelamentos representam risco à segurança dos motoristas. Dados do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual registraram 258 acidentes por atropelamento de animais em 2019 e 283 ocorrências em 2020, resultando em vítimas fatais e feridas.

Medidas – Entre as solicitações feitas ao Município de Londrina, estão o reforço da sinalização, a implantação de mecanismos permanentes de redução de velocidade e a elaboração de projeto executivo para a construção de passagem segura de fauna sobre o Ribeirão Três Bocas. Ao DER-PR, foi recomendada a redução da velocidade máxima de 60 km/h para 40 km/h nos trechos que cruzam o núcleo do parque, a instalação de radares fixos eletrônicos e a implantação de passagens de fauna e cercas direcionadoras. Por sua vez, o IAT deverá fiscalizar o cumprimento das medidas e analisar os projetos apresentados em até 30 dias.

Os destinatários têm 30 dias para responder por escrito sobre o acatamento da recomendação e devem apresentar cronogramas que prevejam a conclusão das obras em prazo não superior a 12 meses. O descumprimento poderá levar à adoção de medidas judiciais, com responsabilização civil por dano ambiental.

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Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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