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Agro

Canola no RS avança em floração e enchimento de grãos com expectativa de alta produtividade

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O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar apontou que as lavouras de canola no Rio Grande do Sul seguem em diferentes estágios de desenvolvimento. A variação ocorre em função das épocas de semeadura e das práticas de manejo adotadas pelos produtores.

Estágios de desenvolvimento da canola no Estado

De acordo com o boletim, 55% das áreas estão em floração, 40% em enchimento de grãos, 4% em maturação e apenas 1% segue em fase vegetativa. Uma pequena parcela já foi colhida, mas ainda sem relevância estatística.

Nas áreas em maturação, produtores utilizam a dessecação química para uniformizar as lavouras e facilitar o processo de colheita.

Produtividade estimada e área cultivada

A Emater/RS-Ascar destacou que o potencial produtivo da canola permanece elevado, sustentado pelo bom número de síliquas por planta e pela manutenção da sanidade das lavouras.

A área plantada no Rio Grande do Sul está projetada em 203.206 hectares, com expectativa de produtividade média de 1.737 kg por hectare.

Região de Bagé: impacto da umidade no início do ciclo

Na região administrativa de Bagé, as lavouras apresentam bom desenvolvimento e sanidade, mesmo após períodos de chuva frequente. O boletim indica que 1% das áreas estão em maturação, 26% em enchimento de grãos, 65% em floração e 8% ainda na fase vegetativa.

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Em Maçambará, foram implantados cerca de 1.300 hectares. No entanto, parte das lavouras sofreu perdas significativas no estande de plantas devido ao excesso de umidade durante a germinação, o que comprometeu o potencial produtivo e inviabilizou novos tratos culturais em algumas áreas.

Região de Ijuí: potencial promissor

No município de Ijuí, aproximadamente 60% das lavouras já estão em enchimento de grãos. O informativo ressalta que as plantas apresentam elevado número de ramos quaternários e mais de 300 síliquas por planta, índice considerado promissor.

Em áreas de maior densidade de cultivo, esse número tende a ser menor, mas ainda dentro do patamar adequado para assegurar boas produtividades.

Santa Rosa: monitoramento de pragas em andamento

Na região de Santa Rosa, 31% das lavouras estão em floração, 59% em enchimento de grãos, 8% em maturação e 2% já foram colhidos. Nas áreas mais tardias, ainda em fase vegetativa ou reprodutiva inicial, segue intenso monitoramento de percevejos e lagartas, com o objetivo de preservar o enchimento dos grãos.

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A expectativa de produtividade média na região permanece próxima de 1.600 kg/ha.

Soledade: lavouras equilibradas apesar da umidade

Em Soledade, cerca de 60% das áreas estão em enchimento de grãos e 40% em floração. Apesar da persistência da umidade, o boletim aponta que o estado fitossanitário e nutricional das lavouras é considerado adequado.

As ações de manejo seguem voltadas ao controle de doenças foliares e à preservação do potencial produtivo, sem registros de problemas graves até o momento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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