Polícial
PCPR prende duas pessoas por falsificação de medicação e desobediência na Capital
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu duas pessoas, de 35 e 37 anos, pelos crimes de falsificação de medicação e desobediência. As captura aconteceram nesta quarta-feira (17), em Curitiba.
De acordo com as investigações, a mulher de 37 anos, dentista, realizava procedimentos de lipoaspiração de papada em pacientes. Entretanto, os procedimentos eram realizados sem estrutura adequada e utilizando medicamentos sem procedência.
Pelo menos oito vítimas relataram sequelas em decorrência das práticas, incluindo inflamações graves, perda de movimentos do pescoço e reações adversas a anestésicos. Uma delas chegou a ter início de choque anafilático durante um procedimento, necessitando de atendimento de emergência no local.
Conforme a delegada da PCPR Aline Manzatto, os procedimentos eram marcados por meio de mensagens de aplicativo, sem consultas prévias. Pacientes relataram ainda o uso de sedativos sem prescrição e misturas de medicamentos sem avaliação clínica adequada..
Durante uma ação conjunta entre a PCPR, a Vigilância Sanitária e o Conselho Regional de Odontologia (CRO), foram encontradas medicações sem nota fiscal e incompatibilidades entre os números de lote apresentados e os encontrados na clínica.
“No momento da fiscalização, a dentista e o empresário de 35 anos, sócio da clínica, tentaram impedir a entrada das equipes, caracterizando o crime de desobediência”, explica.
A PCPR também apura a origem dos medicamentos utilizados, já que a nota fiscal apresentada não corresponde ao material apreendido. O inquérito segue em andamento.
Ambos foram autuados em flagrante delito e, após os procedimentos de polícia judiciária, foram encaminhados ao sistema penitenciário.
Fonte: PJC PR
Polícial
PCPR prende 23 suspeitos por caça de animais silvestres no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu 23 pessoas em uma operação deflagrada nas primeiras horas desta terça-feira (16) contra suspeitos dos crimes de caça de animais silvestres e comércio ilegal de armas de fogo e munições. A ofensiva aconteceu em três estados e contou com o apoio da Polícia Militar do Paraná (PMPR), da Polícia Científica do Paraná (PCI-PR), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO) e do Instituto Água e Terra (IAT).
Mais de 150 policiais atuaram para o cumprimento de 23 mandados de prisão temporária e 32 de busca e apreensão nas cidades de Campo Largo, São José dos Pinhais, Lapa, Tijucas do Sul, Palmeira, Guaratuba, Ponta Grossa, São João do Triunfo, Imbituva, Fernandes Pinheiro, Guamiranga, União da Vitória, Mallet, Coronel Vivida e Itaipulândia; Rio dos Cedros, Brusque e Itajaí (SC); Canarana (MT).
Nos endereços dos suspeitos, foram apreendidas 25 armas de fogo ilegais, diversos troféus de caça, 15 cães utilizados em atividades de caça, pássaros silvestres, centenas de munições e carne de caça. Os animais resgatados apresentavam sinais de maus-tratos e serão acolhidos pelo Instituto SOS 4 Patas para que recebam os cuidados necessários.
As investigações tiveram início em julho de 2025 após o registro de uma denúncia anônima sobre a realização de comércio de armas de fogo em um grupo de conversas em um aplicativo de mensagens. “Além da venda de armamentos e munições, verificamos que o grupo era utilizado pelos membros para a divulgação e compartilhamento de fotos e vídeos de caça ilegal de animais silvestres”, disse o delegado da PCPR Guilherme Dias.
A investigação contou com trabalho de inteligência policial que envolveu as equipes da PCPR e da PMPR. “As forças de segurança do Paraná vêm desenvolvendo um trabalho integrado de combate aos crimes ambientais. Essa operação iniciou por meio de trabalhos de levantamento de campo, atendimento de ocorrências, tanto pela Polícia Militar Ambiental quanto pela Delegacia de Proteção Ambiente”, destacou o comandante do BPMA da PMPR tenente-coronel Álvaro Gruntowski.
Durante os meses de apuração, foi possível identificar a dinâmica da comercialização de armamentos e verificar que os suspeitos caçavam diversos animais como pacas, cotias, veados e tatus. As carnes chegavam a ser comercializadas por até R$ 600 o quilo.
Os presos foram encaminhados ao sistema penitenciário. A PCPR segue em investigação.
Fonte: PJC PR
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