Agro
Campanelli recebe R$ 51,3 milhões da FINEP para inovação na pecuária intensiva
A Campanelli, uma das maiores empresas de confinamento de bovinos do Brasil, tornou-se a primeira empresa de engorda de gado a ter um projeto de inovação aprovado pela FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos). A linha de crédito, voltada a projetos de inovação, soma atualmente cerca de R$ 200 milhões para a companhia, sendo a primeira liberação de R$ 36 milhões destinada a um projeto de três anos. A assessoria jurídica da captação foi feita pela Martinelli FinCorp.
Investimento em bem-estar, tecnologia e sustentabilidade
O projeto envolve experimentos com aproximadamente 3.600 bovinos e foca em áreas como bem-estar animal, especialmente no controle do estresse térmico, nutrição, saúde, automatização de processos e tecnologias para aumento de produtividade com sustentabilidade. Segundo Victor Campanelli, CEO da empresa:
“Nosso propósito é mostrar que a atividade usa tecnologias em diferentes frentes e tem na inovação um motor importante de crescimento contínuo.”
Capacidade e histórico de inovação da Campanelli
Com capacidade para confinamento de 150 mil bovinos em três ciclos anuais, a Campanelli se posiciona entre as maiores empresas de terminação intensiva do país. Entre as inovações já implementadas, destaca-se o sombreamento inteligente, que aumenta em média 8 kg a carcaça por ciclo e reduz em 3,43 litros o consumo diário de água por animal.
Campanelli Innovation Center, referência em pesquisa
O núcleo de pesquisa da empresa, o Campanelli Innovation Center (CIC), criado em 2019, conduz até três experimentos por ano voltados à transformação da cadeia da carne bovina. O centro conta com infraestrutura avançada, incluindo estação meteorológica para monitoramento de temperatura, velocidade do vento e radiação solar. Victor Campanelli ressalta:
“Com orgulho, este é um dos maiores centros de pesquisa de gado de corte em confinamento do mundo.”
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Expedição de papelão ondulado atinge recorde em abril de 2026 e cresce 5,5%, aponta IBPO/Empapel
A expedição de papelão ondulado no Brasil atingiu 358.786 toneladas em abril de 2026, o maior volume já registrado para o mês desde o início da série histórica do Índice Brasileiro de Papelão Ondulado (IBPO), elaborado pela Empapel (Associação Brasileira de Embalagens em Papel) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV).
O resultado representa crescimento de 5,5% em relação a abril de 2025 e supera o recorde anterior registrado em 2024, consolidando o setor como um dos principais termômetros da atividade econômica brasileira.
Papelão ondulado reflete desempenho da economia real
Presente em praticamente todas as cadeias produtivas, o papelão ondulado é amplamente utilizado em segmentos como alimentos, bebidas, cosméticos, higiene, medicamentos e comércio eletrônico.
Por essa característica, o desempenho do setor é considerado um indicador direto da atividade econômica, já que acompanha o fluxo de produção, consumo e logística em todo o país.
Volume por dia útil também registra alta
Em abril de 2026, o volume expedido por dia útil alcançou 14.949 toneladas, também com crescimento de 5,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Como abril de 2026 teve o mesmo número de dias úteis de abril de 2025, o resultado indica expansão real da demanda por embalagens de papelão ondulado, sem influência de efeito calendário.
Série dessazonalizada também aponta recorde histórico
Além do recorde para o mês de abril, os dados dessazonalizados indicam um novo marco histórico para o setor. O volume total ajustado chegou a 369.602 toneladas, o maior patamar já registrado desde o início da série, em 2005.
Na comparação com o mês anterior, o IBPO apresentou alta de 2,9%, reforçando a continuidade do ritmo de atividade na cadeia de embalagens.
Demanda consistente reforça papel estratégico do setor
O desempenho de abril reflete a manutenção da demanda por embalagens de papelão ondulado em diferentes segmentos da economia brasileira.
Por estar diretamente ligado ao transporte, armazenamento e comercialização de produtos, o setor segue sendo um importante indicador do comportamento da atividade industrial e do consumo, funcionando como um termômetro da economia real no país.
Fonte: Portal do Agronegócio
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