Paraná
Paraná e universidade tecnológica da China ampliarão cooperação internacional
O Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e das sete universidades estaduais assinou, nesta quarta-feira (17), um Memorando de Entendimento (MoU) com a Universidade de Tecnologia de Shandong, localizada na área costeira oriental da China. O acordo prevê a parceria para iniciativas acadêmicas e científicas como o intercâmbio de professores, pesquisadores e estudantes.
Entre os objetivos do memorando estão o fortalecimento das capacidades de ensino e pesquisa das instituições envolvidas e a promoção de atividades de cooperação internacional. A validade do acordo é de cinco anos, com possibilidade de renovação ou modificação mediante consenso entre as partes.
O secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Nelson Bona, destaca a importância da iniciativa para o fortalecimento da internacionalização do sistema estadual de ensino superior.
“Esse acordo representa uma oportunidade concreta para ampliar horizontes para estudantes e pesquisadores do Paraná, estabelecendo pontes com uma das potências mundiais em ciência e tecnologia. A cooperação com a Universidade de Tecnologia de Shandong reforça o papel estratégico das nossas universidades na produção de conhecimento global”, afirma.
Assinaram o documento a reitora da Universidade de Tecnologia de Shandong, LI Yuxia, os reitores e reitoras das universidades estaduais de Londrina (UEL), de Maringá (UEM), de Ponta Grossa (UEPG), do Oeste do Paraná (Unioeste), do Centro-Oeste (Unicentro), do Norte do Paraná (UENP) e do Paraná (Unespar).
O reitor da Unioeste e presidente da Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (Apiesp), Alexandre Webber, explica que a parceria pode resultar em soluções inovadoras para desafios regionais.
“Essa parceria é muito importante para as nossas universidades, que cada vez avançam mais na internacionalização, algo fundamental para fortalecer a nossa pós-graduação e ainda mais elevar os conceitos dos nossos programas de pós-graduação”, ressaltou Webber.
INSTITUIÇÃO – A Universidade de Tecnologia de Shandong fica na cidade de Zibo, que tem uma população de 4,7 milhões de habitantes, localizada na área central da província de Shandong. Na universidade estão matriculados mais de 37,7 mil estudantes em cursos de graduação e mais de 3,7 mil em cursos de pós-graduação.
A instituição é reconhecida por sua excelência em engenharia e inovação, sendo um importante centro de desenvolvimento científico e tecnológico na China.
Destaca-se também em pesquisas tecnológicas voltadas para a agricultura, como desenvolvimento de maquinário agrícola inteligente, veículos autônomos aplicados ao campo, sensores de fibra óptica aplicados à agricultura de precisão e aproveitamento energético de resíduos agrícolas.
Essa parceria é resultado de tratativas realizadas por uma comitiva paranaense durante uma visita técnica, em maio deste ano no país asiático. Na ocasião, a delegação visitou instituições de pesquisa em diferentes cidades da Província de Shandong, a segunda mais populosa da China, com mais de 100 milhões de habitantes. Foram assinados dois memorandos de entendimento, um com a Universidade Agrícola de Shandong e outro com a Academia de Ciências Agrícolas da Província de Shandong.
Fonte: Governo PR
Paraná
Inverno de 2026 será mais quente e chuvoso do que a média, prevê o Simepar
O inverno é a estação mais fria e mais seca do ano no Paraná. Em 2026, entretanto, a estação terá volumes de chuva acima da média, e temperaturas ligeiramente acima da média. É o que aponta o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. O inverno de 2026 terá início às 5h24 de domingo (21) no Hemisfério Sul.
A nova estação chega com o solstício de inverno. Domingo terá o dia mais curto e a noite mais longa do ano, devido à inclinação do eixo da Terra em relação ao sol. A climatologia aponta que, especialmente nas regiões Centro e Norte do Paraná, os volumes de chuva reduzem muito durante o inverno.
“Historicamente, durante o inverno, sistemas de alta pressão associados ao avanço de massas de ar frio e seco atuam com maior frequência, tornando os intervalos entre eventos de precipitação mais prolongados. A passagem de sistemas frontais permanece como o principal mecanismo responsável pelas chuvas, com maiores acumulados normalmente registrados nas regiões Oeste e Sudoeste, enquanto os menores volumes ocorrem no setor Norte do Paraná”, explica Leonardo Furlan, meteorologista do Simepar.
Segundo o meteorologista, massas de ar polar oriundas da Antártica e do sul da América do Sul favorecem quedas acentuadas de temperatura e a ocorrência de geadas no Paraná, principalmente nas regiões Sul, Centro-Sul, Sudoeste, Campos Gerais e Região Metropolitana de Curitiba. Mas também há episódios de veranicos principalmente em agosto: períodos caracterizados por tempo seco e temperaturas elevadas para a época. Além disso, o inverno, assim como o outono, também é marcado pela ocorrência frequente de nevoeiros.
MUDANÇAS – Em 2026, entretanto, o inverno será influenciado por um fenômeno meteorológico de larga escala. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) americana confirmou na última quinta-feira (11) que as condições do El Niño já estão presentes no Oceano Pacífico equatorial. O fenômeno gradativamente se intensifica e atinge o ápice entre a primavera e o verão 2026/2027 do Hemisfério Sul.
Os dados constatados pela NOAA apontam que a temperatura da superfície do mar já está acima de 0,5°C desde maio e as previsões apontam que essa temperatura seguirá subindo. Além da superfície, o aquecimento também ocorre nos primeiros 200 metros de profundidade.
O oceano e a atmosfera funcionam como um sistema acoplado. Quando os ventos alísios enfraquecem, as águas quentes do Pacífico se deslocam em direção à costa oeste da América do Sul. Esse aquecimento altera a circulação da atmosfera e modifica padrões de chuva e tempestades em várias partes do planeta.
“O El Niño aumentará no Paraná a frequência de chuvas e sistemas frontais, ocasionará menor amplitude térmica, mais ocorrências de nevoeiros e geadas menos generalizadas”, detalha Leonardo.
Com isso, a previsão para o inverno de 2026 é de que a amplitude térmica diminua ao longo de julho, o frio diminua ao longo de agosto e as temperaturas fiquem ligeiramente acima da média no fim da estação, em setembro. A chuva ficará acima da média histórica durante todo o período, com volumes crescentes até a primavera.
PREPARAÇÃO E MITIGAÇÃO DE DESASTRES – Para melhorar a capacidade de prevenção, o Simepar já iniciou o processo de contratação de mais meteorologistas e também os editais do Monitora Paraná e Monitora Litoral, que preveem a aquisição de novos radares meteorológicos e bóias oceanográficas, com apoio do Instituto Água e Terra (IAT). As aquisições são mediadas pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
Os projetos também farão a concepção e implementação do Sistema de Modelagem Oceanográfica com a compra de uma bóia oceanográfica; além da implementação do Sistema de Alertas de Desastres (Early Warning System). Os equipamentos vão reforçar o setor de monitoramento que acompanha o nível dos rios e as condições oceanográficas – dados que ajudam a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) na tomada de decisões em caso de enxurradas, alagamentos ou ressacas.
Desde março, a Cedec reforçou as orientações repassadas aos municípios voltados à preparação e mitigação de ocorrências associadas a inundações, alagamentos e deslizamentos. Neste sentido, foram realizados dois simulados de desastre em Antonina e Morretes, no litoral do estado. Desobstrução de galerias, desassoreamento de rios, revisão de áreas de atenção e de abrigos são algumas das recomendações feitas às prefeituras.
“Estamos acompanhando a formação deste fenômeno com muita atenção aqui no Paraná. A Defesa Civil integra ações que envolvem outras secretarias e todos os municípios do estado. Não temos como prever agora quais locais serão mais suscetíveis às ocorrências ligadas ao aumento expressivo de chuva. Naturalmente aquelas áreas onde há um histórico de tragédias precisam concentrar um plano reforçado para reduzir os impactos à população”, destaca o coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil.
Fonte: Governo PR
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