Agro
Mercado de Suínos: Preços Sobem em Agosto Apesar de Queda nas Exportações
O Boletim do Suíno do Cepea referente a agosto aponta recuperação nos preços do animal vivo e da carne suína, após um período de instabilidade em julho. O cenário positivo reflete ajustes no mercado interno e uma retomada gradual da demanda.
Exportações de carne suína têm queda, mas seguem acima de 2024
Embora as exportações brasileiras de carne suína, tanto in natura quanto processada, tenham recuado em agosto em comparação a julho, os volumes ainda permanecem acima do registrado no mesmo período de 2024. O resultado indica que o mercado externo segue aquecido, apesar da redução pontual no ritmo de embarques.
Poder de compra do suinocultor paulista varia entre insumos
Em agosto, o poder de compra do suinocultor paulista apresentou comportamento distinto em relação aos principais insumos. Frente ao milho, o poder de compra aumentou, já que o preço do cereal se manteve praticamente estável. Por outro lado, frente ao farelo de soja, houve redução, devido à valorização mais intensa deste derivado da oleaginosa em relação ao preço do animal vivo.
Competitividade da proteína suína é afetada por outras carnes
O preço da carcaça especial suína apresentou forte alta em agosto na comparação com julho. No mesmo período, a carcaça casada bovina também registrou valorização, enquanto os preços do frango resfriado caíram. Esse movimento impactou a competitividade da carne suína frente às proteínas substitutas, conforme indicam os dados do Cepea.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Dependência de fertilizantes importados expõe agro brasileiro a riscos geopolíticos e acelera debate sobre transição verde
A instabilidade geopolítica em regiões estratégicas para a produção de insumos agrícolas voltou a acender um alerta no agronegócio brasileiro: a forte dependência de fertilizantes importados. Conflitos recentes no Oriente Médio, somados aos impactos ainda sentidos da guerra entre Rússia e Ucrânia, afetam diretamente a oferta global desses produtos e pressionam os custos de produção no campo.
Atualmente, o Brasil importa mais de 85% dos fertilizantes que consome, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). Esse percentual tem aumentado nos últimos anos, ampliando a exposição do país a riscos externos.
Brasil lidera importações globais de fertilizantes e amplia vulnerabilidade
Em 2025, o Oriente Médio respondeu por 16% dos fertilizantes nitrogenados importados pelo Brasil. Considerando também países em regiões sensíveis, como Rússia e Venezuela, esse volume chega a 32% das importações nacionais.
O Brasil é hoje o maior importador mundial de fertilizantes, com crescimento médio de 3,8% ao ano entre 2014 e 2023, enquanto a média global foi de 0,8%, segundo dados da International Fertilizer Association (IFA).
Para especialistas, a baixa produção doméstica torna o país especialmente vulnerável. Além disso, a demanda segue em expansão impulsionada pela conversão de pastagens degradadas em áreas agrícolas, pela expansão dos sistemas integrados e pelo avanço da segunda safra.
Plano Nacional de Fertilizantes busca reduzir dependência até 2050
Diante desse cenário, o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), lançado em 2022, ganha relevância estratégica. O programa estabelece como meta reduzir a dependência externa para cerca de 50% até 2050.
Entre as diretrizes estão:
- Incentivo à produção nacional de fertilizantes
- Modernização da indústria do setor
- Melhorias na infraestrutura logística
- Estímulo à inovação tecnológica
Apesar das metas, o avanço do plano enfrenta desafios importantes, como o alto custo do gás natural, gargalos logísticos e a necessidade de maior coordenação entre órgãos públicos e privados.
Fertilizantes verdes surgem como alternativa para reduzir emissões
Os fertilizantes verdes são apontados como uma alternativa estratégica para o setor, tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental. Produzidos a partir de hidrogênio verde — obtido por eletrólise da água com energia renovável —, esses insumos podem reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa associadas à agricultura.
Segundo especialistas, além de diminuir a pegada de carbono, essa tecnologia pode aumentar a segurança no abastecimento ao reduzir a dependência de importações.
Tecnologia ainda enfrenta barreiras de custo e escala
Apesar do potencial, a escalabilidade dos fertilizantes verdes ainda enfrenta desafios relevantes. O principal deles é o custo de produção, que pode ser até oito vezes superior ao dos fertilizantes convencionais, baseados em combustíveis fósseis.
A viabilização dessa tecnologia depende de políticas públicas de incentivo, contratos de longo prazo e mecanismos como o mercado de carbono.
Uso eficiente de fertilizantes pode reduzir emissões no campo
Além da substituição tecnológica, especialistas destacam que o uso mais eficiente dos fertilizantes no campo também é fundamental. O manejo adequado pode reduzir desperdícios e emissões de óxido nitroso (N₂O), um gás com potencial de aquecimento global 265 vezes superior ao CO₂.
No Brasil, esse gás representa cerca de 6% das emissões provenientes do setor agrícola.
Transição verde é vista como estratégica para o futuro do agro
Para especialistas do setor, a agenda de fertilizantes deve ser tratada como estratégica para o país. O Brasil possui matriz energética majoritariamente renovável e condições favoráveis para se tornar produtor global desses insumos.
No entanto, esse avanço depende de coordenação entre setores, investimentos consistentes e planejamento de longo prazo para reduzir a vulnerabilidade externa e fortalecer a competitividade do agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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