Agro
Delfinópolis recebe 2º Concurso Regional de Doce de Leite e 1º Circuito Mineiro de Cafeicultura
O município de Delfinópolis, na Serra da Canastra, sedia neste final de semana o 2º Concurso Regional de Doce de Leite Pastoso, que começa na sexta-feira (12), às 13h, na Praça Manoel Leite Lemos.
Cerca de 15 docerias da região participam do evento, que tem como objetivo fomentar a qualidade e a regularização do setor. Segundo o extensionista da Emater-MG, Giovani Braga Passos, a primeira edição, realizada em Piumhi, ajudou a aumentar a emissão de certificados sanitários das docerias locais.
“O primeiro concurso abriu espaço para todos os produtores e conseguiu incentivar a regularização. Este ano, apenas docerias regularizadas e que estiverem entre os cinco classificados nos concursos municipais podem participar”, explica Passos.
Outra novidade da edição de 2025 é a utilização de tecnologia para apuração das notas, desenvolvida em parceria com o Centro Universitário de Formiga (Unifor). O professor Leonardo Borges Acurcio destaca que a iniciativa fortalece tanto a formação acadêmica quanto as ações de extensão rural.
1º Circuito Mineiro de Cafeicultura será realizado paralelamente
Na sequência do concurso, a partir das 14h de sexta-feira (12), será realizado o 1º Circuito Mineiro de Cafeicultura, também na Praça Manoel Leite Lemos. O evento deve receber cerca de 100 cafeicultores da região.
O circuito contará com palestras sobre implantação de lavouras e manejo da cafeicultura, mesa redonda com produtores e sorteios de brindes. A inscrição é gratuita e pode ser feita no local.
Degustação e produtos da Serra da Canastra
Além das competições, os participantes poderão degustar e adquirir queijos, doces, cachaças e artesanatos típicos da região da Canastra. Segundo Giovani Braga, os eventos incentivam a valorização da produção local, a regularização de docerias e promovem o turismo regional.
“Essas atividades ajudam os produtores a divulgar seus produtos e fortalecem o turismo, que é extremamente forte na Serra da Canastra”, conclui Passos.
Parcerias e organização
Os eventos são promovidos pela Emater-MG, em parceria com a prefeitura de Delfinópolis, Unifor, Sicredi e Sicoob Saromê, e acontecem até domingo (14).
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Certificação ganha força na soja brasileira e abre portas para mercados mais exigentes
A certificação socioambiental vem se consolidando como um dos principais diferenciais competitivos da soja brasileira no mercado internacional. Em meio ao aumento das exigências globais por rastreabilidade, sustentabilidade e controle da cadeia produtiva, empresas do agronegócio intensificam investimentos em monitoramento e conformidade para garantir acesso aos mercados mais rigorosos, especialmente na Europa.
Nesse cenário, a CJ Selecta vem fortalecendo sua estratégia de governança ESG ao integrar plenamente o padrão MRV (Monitoramento, Reporte e Verificação) da ProTerra em suas operações.
A companhia atua na produção de concentrado proteico de soja, óleo de soja, lecitina, etanol de soja e fertilizantes organominerais, conectando produtores brasileiros aos principais mercados globais.
Certificação fortalece competitividade da soja brasileira
Segundo Patrícia Sugui, head de ESG e Comunicação da empresa, a certificação deixou de ser apenas uma exigência de conformidade e passou a ocupar papel estratégico dentro do agronegócio.
“Mais do que assegurar conformidade, a ProTerra oferece uma metodologia consistente para governança, verificação e melhoria contínua, permitindo transformar sustentabilidade em um vetor real de competitividade e geração de valor”, afirma.
A empresa estruturou um sistema integrado de rastreabilidade baseado em ferramentas próprias de monitoramento, geomonitoramento e cruzamento de dados com bases públicas. A integração com os protocolos da ProTerra amplia a credibilidade das informações e garante reconhecimento internacional às práticas adotadas.
Monitoramento avança sobre fornecedores indiretos
O modelo de rastreabilidade desenvolvido pela CJ Selecta vai além dos fornecedores diretos e inclui também monitoramento de fornecedores indiretos, com verificação da movimentação de grãos em armazéns terceirizados.
Todo o processo segue os critérios do padrão MRV, permitindo auditorias independentes e maior transparência em toda a cadeia produtiva da soja.
Em 2025, aproximadamente 1,7 milhão de toneladas de soja passaram por análise dentro do sistema de verificação da companhia — volume equivalente a 2,5 vezes o total industrializado pela empresa.
Segundo os dados divulgados, 99,6% da soja analisada foi confirmada como livre de desmatamento e conversão de áreas. Além disso, 100% da soja adquirida foi verificada sob o padrão MRV da ProTerra, incluindo auditorias presenciais nas propriedades rurais e certificação integral da soja não transgênica.
Europa amplia exigências sobre sustentabilidade no agro
A pressão internacional por cadeias produtivas rastreáveis e livres de desmatamento vem acelerando a adoção de certificações socioambientais no agronegócio brasileiro.
Para Patrícia Sugui, a certificação fortalece a confiança dos mercados compradores e amplia o acesso a mercados premium.
“A ProTerra fortalece a confiança dos stakeholders, valida práticas no campo e cria um ambiente de transparência que é essencial para acessar mercados mais exigentes, como o europeu”, destaca.
Além da conformidade ambiental, a certificação também vem sendo utilizada como ferramenta de relacionamento e engajamento com produtores rurais, promovendo capacitação e padronização de práticas sustentáveis.
ESG e rastreabilidade ganham espaço estratégico no agronegócio
A tendência é que critérios ESG, rastreabilidade e redução de emissões assumam papel cada vez mais relevante na competitividade do agronegócio global.
Parcerias internacionais, como o programa Green Refinery desenvolvido com a Unilever, reforçam essa movimentação ao incorporar auditorias, treinamentos e avaliações socioambientais em toda a cadeia de fornecimento da soja.
Para os próximos anos, a CJ Selecta pretende ampliar a rastreabilidade em nível de fazenda, fortalecer práticas de agricultura regenerativa e avançar na redução de emissões, principalmente de Escopo 3.
A estratégia acompanha uma mudança estrutural no mercado global de alimentos, no qual certificação, governança ESG e transparência passam a ser fatores decisivos para a competitividade da soja brasileira no exterior.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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