Agro
Semana do Pescado movimenta economia e promove hábitos saudáveis em Minas Gerais
A Semana do Pescado segue até o dia 15 de setembro em todo o Brasil, mobilizando indústrias, produtores, peixarias e restaurantes para estimular o consumo de peixes e frutos do mar. A ação, realizada há mais de 20 anos, visa valorizar a cadeia produtiva, fortalecer o setor e conscientizar a população sobre os benefícios do pescado para a saúde.
Em Minas Gerais, a campanha recebe apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), que acompanha iniciativas de promoção e divulgação junto aos consumidores.
Ações promocionais atraem consumidores e fortalecem o setor
Durante a campanha, os consumidores podem adquirir pescados a preços mais acessíveis e participar de eventos de degustação, ações educativas e campanhas nas redes sociais. Em edições anteriores, os participantes registraram aumento de vendas superior a 30%, demonstrando o potencial da iniciativa para impulsionar o consumo.
Segundo a Associação de Aquicultores e Empresas Especializadas de Minas Gerais (Peixe MG), produtores, distribuidores e estabelecimentos gastronômicos têm reforçado a divulgação, incentivando a população a aproveitar a oportunidade e consumir pescado de qualidade.
Benefícios nutricionais do pescado
O assessor técnico de piscicultura da Seapa, Bruno Machado, destaca os impactos positivos do consumo de peixes para a saúde. “Os pescados são ricos em vitaminas A, D, E e K, cálcio e fósforo, trazendo benefícios para ossos, músculos, articulações, pele e olhos. Também ajudam a reduzir o risco de doenças cardiovasculares e a controlar níveis de colesterol e triglicerídeos”, explica.
Setembro como novo pico de vendas para o setor
Criada em 2003, a Semana do Pescado é considerada uma “segunda quaresma” para o setor, proporcionando um novo período de vendas além das datas tradicionais, como a Semana Santa e as festas de fim de ano. A escolha de setembro permite criar um impulso adicional no consumo e fortalecer a cadeia produtiva de pescado.
Minas Gerais entre os principais produtores de peixe do país
De acordo com dados do IBGE 2024, Minas Gerais é o quarto maior produtor de peixes do Brasil, atrás de Paraná, São Paulo e Rondônia, com produção anual de 47,37 milhões de peixes, representando 7,23% da produção nacional. Já o Anuário da Peixe BR 2025 aponta Minas em terceiro lugar, atrás de São Paulo e Paraná, refletindo o crescimento da aquicultura e da comercialização no estado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Mapa lança página com informações e orientações sobre os impactos do El Niño no agro
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou, nesta sexta-feira (2/10), uma página oficial com informações e orientações sobre o El Niño e seus possíveis impactos na agricultura e na pecuária brasileira. Desenvolvida em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a iniciativa reúne dados, ferramentas e orientações para apoiar ações de prevenção, preparação e mitigação de riscos climáticos no campo.
A página reúne conteúdos sobre clima, crédito rural, seguro rural, Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), assistência técnica, Plano Safra e Caminho Verde. Também estão disponíveis avisos meteorológicos de eventos severos, previsão do tempo para as capitais brasileiras, notas técnicas, o Painel El Niño e informações técnicas voltadas à agricultura, incluindo tecnologias desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
O conteúdo apresenta ainda as ações do Grupo de Trabalho criado pelo Mapa para acompanhar a evolução do fenômeno e propor medidas de prevenção, preparação e mitigação dos possíveis impactos sobre a produção agropecuária. A iniciativa integra uma ação federal coordenada para o enfrentamento dos riscos associados ao El Niño.
“Recebi o relatório final do Grupo de Trabalho que criamos aqui no Mapa sobre os impactos do El Niño no agro. E a conclusão aponta uma direção muito clara: não vamos esperar para agir. Por isso, atendendo a uma proposta do GT, vamos criar um núcleo permanente de gestão de riscos climáticos no Mapa. Não estamos criando uma estrutura apenas para atravessar o próximo El Niño. Estamos construindo uma capacidade permanente do Estado brasileiro para antecipar cenários e reduzir riscos”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.
O trabalho desenvolvido pelo Mapa integra a iniciativa coordenada pela Casa Civil, que reúne diferentes ministérios em uma força-tarefa para acompanhar os efeitos do fenômeno, planejar respostas e antecipar medidas destinadas a reduzir seus impactos sobre a população e os setores produtivos.
No âmbito do Mapa, as ações têm como foco fortalecer a gestão integrada dos riscos climáticos, combinando prevenção, boas práticas de manejo, assistência técnica e instrumentos de proteção ao produtor, como o seguro rural.
SEGURO RURAL
Entre os instrumentos apresentados na página está o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), uma das ferramentas disponíveis para a gestão e transferência de riscos no campo. A legislação publicada nesta quarta-feira (30) no Diário Oficial da União estabelece que o seguro rural passe a integrar o conjunto de garantias das operações de crédito rural.
De acordo com o ministro, a integração entre diferentes instrumentos de política agrícola é importante para ampliar a capacidade de gestão dos riscos climáticos. “Não podemos enfrentar os riscos climáticos do futuro com instrumentos do passado. Zoneamento agrícola, seguro, crédito, pesquisa, inovação e informação climática vão trabalhar juntos. A emergência climática passa, mas a capacidade de prevenir fica”, afirmou André de Paula.
Com a medida, operações de crédito amparadas por seguro poderão contar com condições favoráveis de juros, prazos e limites, além de prioridade de acesso ao crédito e possibilidade de financiamento do prêmio do seguro. A prioridade será obrigatória nos casos de prorrogação e renegociação de operações, conforme as regras estabelecidas pelo Poder Executivo.
FENÔMENO
O El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento acima da média das águas do Oceano Pacífico Tropical, provocando alterações na circulação atmosférica e mudanças nos padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do país.
Os efeitos do fenômeno variam de acordo com cada região e podem afetar de maneira distinta culturas, pastagens e áreas agrícolas. No Sul, uma das principais regiões produtoras de grãos do país, há previsão de excesso de chuvas. No Centro-Sul, o cenário indica possibilidade de seca moderada e temperaturas elevadas. No norte do Sudeste, há risco de seca, enquanto no Nordeste e no Norte, incluindo a Amazônia, aumenta o risco de períodos de estiagem.
SAIBA MAIS
O acesso à informação climática é fundamental para apoiar a tomada de decisão no campo. A nova página reúne orientações técnicas e informações sobre gestão de riscos e tecnologias que podem contribuir para reduzir os impactos do fenômeno climático sobre a produção agropecuária e ampliar a proteção ao produtor rural.
>> Acesse a página sobre o El Niño e confira as informações, orientações técnicas e ferramentas disponíveis para o setor agropecuário.
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