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Dólar abre em alta com expectativa sobre inflação dos EUA e julgamento de Bolsonaro

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O dólar iniciou a quinta-feira (11) em alta frente ao real, acompanhando o movimento internacional da moeda americana e sob influência de fatores econômicos e políticos. Investidores aguardam a divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos, que podem sinalizar os próximos passos do Federal Reserve (Fed), enquanto no Brasil o mercado segue atento ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).

Inflação nos EUA no radar dos investidores

O principal foco econômico desta quinta-feira é a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos, referente a agosto. O resultado pode reforçar as apostas em cortes de juros pelo Fed ainda neste mês. Além disso, os investidores aguardam também os números de pedidos de seguro-desemprego, importante termômetro do mercado de trabalho norte-americano.

Na quarta-feira (10), o dólar havia recuado 0,53%, cotado em R$ 5,4071. Nesta manhã, às 9h, a moeda americana subia 0,19%, negociada a R$ 5,4174. Já o contrato futuro de primeiro vencimento registrava alta de 0,27%, a R$ 5,4435.

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O Banco Central anunciou leilão de até 40 mil contratos de swap cambial tradicional às 11h30, com vencimento previsto para 1º de outubro de 2025.

Julgamento de Bolsonaro movimenta cenário político

No Brasil, além dos indicadores econômicos, o mercado acompanha de perto o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete acusados por tentativa de golpe de Estado. O voto da ministra Cármen Lúcia está previsto para as 14h.

Até agora, Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram pela condenação de todos os réus. Em contrapartida, o ministro Luiz Fux defendeu absolvição parcial ou total, alegando falta de provas suficientes contra Bolsonaro. O desfecho do julgamento pode gerar impactos políticos e repercussões no mercado.

Ibovespa e desempenho acumulado

Na véspera, o Ibovespa avançou 0,52%, fechando aos 142.349 pontos. Já nesta manhã, o índice aguardava a abertura oficial do pregão.

  • Dólar: -0,11% na semana; -0,28% no mês; -12,51% no ano.
  • Ibovespa: -0,18% na semana; +0,68% no mês; +18,38% no ano.
Bolsas globais operam em alta cautelosa

Em Wall Street, os índices futuros operavam em leve alta, refletindo a expectativa em torno da inflação ao consumidor nos EUA. Por volta das 8h45 (horário de Brasília), o Dow Jones Futuro subia 0,16%, o S&P 500 Futuro avançava 0,18% e o Nasdaq Futuro registrava alta de 0,28%.

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Na Europa, o índice STOXX 600 subia 0,29%. Entre os destaques, Londres (+0,47%), Paris (+0,90%) e Milão (+0,43%) operavam em alta, enquanto Frankfurt apresentava leve queda de 0,16%.

Na Ásia, os resultados foram mistos. O otimismo com avanços tecnológicos sustentou os ganhos na China, com o índice de Xangai em alta de 1,65% e o CSI300 avançando 2,31%. Em Tóquio, o Nikkei subiu 1,22%, enquanto Hong Kong registrou queda de 0,43%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina de Mato Grosso batem recorde em maio, mas China acende alerta para o segundo semestre

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As exportações de carne bovina de Mato Grosso alcançaram resultados históricos em maio de 2026, registrando os maiores volumes embarcados e o maior faturamento do ano para o período. Impulsionado pela forte demanda internacional, especialmente da China, e pela valorização da proteína no mercado externo, o estado consolidou sua posição como um dos principais exportadores de carne bovina do país.

No entanto, apesar do cenário positivo, especialistas alertam para possíveis desafios no segundo semestre. O avanço da utilização da cota de salvaguarda chinesa pode aumentar os custos de acesso ao principal mercado comprador da carne brasileira, afetando a competitividade das exportações nos próximos meses.

Embarques crescem mais de 32% em um ano

De acordo com levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), Mato Grosso exportou 87,10 mil toneladas de equivalente carcaça (TEC) em maio.

O volume representa crescimento de 3,55% em relação a abril e expressiva alta de 32,27% na comparação com maio de 2025. O resultado estabelece um novo recorde para o mês e também o maior volume mensal exportado pelo estado em 2026.

O desempenho reflete a manutenção da demanda internacional por carne bovina brasileira, em um momento de forte interesse dos principais mercados importadores e boa competitividade do produto nacional.

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Receita avança mais de 64% e atinge patamar histórico

O crescimento dos embarques foi acompanhado por forte valorização da receita gerada pelas exportações.

Em maio, o faturamento alcançou US$ 440,72 milhões, aumento de 7,83% frente ao mês anterior e expressivos 64,53% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

Além do aumento no volume comercializado, a receita foi favorecida pela valorização da carne bovina no mercado internacional. O preço médio das exportações atingiu US$ 5.060,12 por tonelada equivalente carcaça, reforçando a rentabilidade das operações externas.

Segundo o Imea, tanto o volume embarcado quanto a receita obtida configuram os melhores resultados do ano e recordes históricos para os meses de maio.

China responde por mais de 60% das compras

A China manteve sua posição de principal destino da carne bovina produzida em Mato Grosso.

O país asiático foi responsável por 60,43% de todos os embarques realizados em maio, consolidando sua relevância estratégica para a pecuária exportadora brasileira.

A forte participação chinesa tem sido um dos principais motores do crescimento das exportações nos últimos anos, contribuindo diretamente para a valorização dos preços e para a expansão das receitas do setor.

Salvaguarda chinesa pode pressionar exportações

Apesar dos resultados positivos, o mercado acompanha com atenção a evolução da cota de salvaguarda aplicada pela China às importações de carne bovina.

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Segundo o Imea, a utilização da cota já se encontra próxima do limite estabelecido, situação que poderá elevar os custos de acesso ao mercado chinês durante o segundo semestre.

Caso a tarifa adicional seja acionada, exportadores brasileiros poderão enfrentar aumento de custos e perda de competitividade frente a concorrentes internacionais, reduzindo parte do ritmo observado nos embarques ao longo da primeira metade do ano.

Perspectivas seguem positivas, mas exigem atenção

O desempenho recorde registrado em maio reforça a força da pecuária mato-grossense no mercado global e evidencia a importância da demanda chinesa para a cadeia produtiva.

Entretanto, a dependência do mercado asiático e a proximidade do preenchimento da cota de salvaguarda exigem monitoramento constante por parte do setor exportador. A evolução das relações comerciais e das condições de acesso ao mercado chinês será determinante para o comportamento das exportações brasileiras de carne bovina na segunda metade de 2026.

Com demanda internacional aquecida, preços valorizados e volumes recordes, o cenário permanece favorável para a pecuária de corte. Ainda assim, o mercado já começa a avaliar os possíveis impactos regulatórios que poderão influenciar a competitividade da carne bovina brasileira nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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