Política Nacional
Davi destaca importância da Emenda dos Precatórios para o equilíbrio fiscal
O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, afirmou que a emenda constitucional que altera as regras do pagamento de precatórios (EC 136) tem um grande significado para o Parlamento e para toda a sociedade brasileira. Segundo Davi, a medida vai ajudar estados e municípios a equilibrar suas contas e a investir nas políticas sociais. Ele disse que a norma é um marco para a sustentabilidade fiscal e econômica do Brasil.
— Estados e municípios terão previsibilidade financeira, pois saberão qual fatia do seu orçamento anual será obrigatoriamente reservada para o pagamento de precatórios — registrou o presidente, durante a sessão solene de promulgação da emenda, na tarde desta terça-feira (9).
Davi reconheceu que os municípios passam por grandes problemas financeiros e que os novos dispositivos constitucionais não resolverão todas as dificuldades das prefeituras. Ele apontou, no entanto, que as alterações constitucionais oferecem uma “porta de saída, uma salvação para aqueles que souberem se organizar financeiramente e equacionar as suas contas”.
— A promulgação é uma verdadeira conquista para o municipalismo brasileiro. É o cumprimento de uma promessa feita em nome do Congresso Nacional na última Marcha dos Prefeitos, em maio deste ano. A união de prefeitos e prefeitas foi fundamental para esta conquista — ressaltou.
Davi explicou que a emenda permite a estados, Distrito Federal e municípios um novo parcelamento especial para suas dívidas previdenciárias, trazendo mais previsibilidade orçamentária. Outros avanços, segundo o presidente do Senado, são a criação do programa de regularidade previdenciária e a viabilização da ampliação do salário maternidade. Ele também reafirmou o compromisso do Congresso em garantir o direito daqueles que têm precatórios a receber.
União
De acordo com Davi, não são apenas os estados, o Distrito Federal e os municípios os beneficiados com a mudança no texto da Constituição. Ele afirmou que a União também é alcançada, pois a emenda viabiliza uma melhor relação no pagamento dos precatórios, abrindo espaço orçamentário para mais investimentos sociais e permitindo a possibilidade de o governo federal cumprir sua meta fiscal.
— É o Congresso Nacional garantindo a viabilidade orçamentária e a expansão da política pública — declarou.
Conquista coletiva
O presidente Davi Alcolumbre definiu a promulgação da emenda como uma conquista coletiva. Ele citou as entidades representativas de municípios e prefeituras e elogiou a iniciativa do senador Jáder Barbalho (MDB-AP), primeiro signatário da PEC que deu origem à emenda constitucional.
Davi também destacou o trabalho dos relatores da matéria no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ) e Jaques Wagner (PT-BA), e na Câmara dos Deputados, Darci de Matos (PSD-SC) e Baleia Rossi (MDB-SP). Ele definiu os relatores como “incansáveis”, no exame e na melhoria da proposta.
— Essa emenda, que proporcionará uma economia de bilhões de reais para estados e municípios e suas previdências, é uma enorme vitória que o Parlamento entrega aos brasileiros — afirmou Davi.
A cerimônia foi acompanhada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e pelo presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski. Senadores, deputados e prefeitos também acompanharam a sessão.
A PEC
A emenda 136/2025, que altera as regras sobre o pagamento de precatórios, teve origem na PEC 66/2023, aprovada pelo Senado na terça-feira (2). Precatórios são dívidas da União, Distrito Federal, estados e municípios decorrentes de ações judiciais.
A PEC tira os precatórios do limite de despesas primárias da União a partir de 2026. Também limita o pagamento dessas dívidas por parte de estados e municípios e refinancia débitos previdenciários desses entes com a União.
Na prática, a medida alivia a situação dos entes federados ao permitir que paguem dívidas judiciais em parcelas menores e com prazo mais longo. Além disso, ajuda o governo federal a cumprir a meta fiscal, ao retirar parte desses gastos do teto de despesas.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Política Nacional
Em sessão especial, representantes da maçonaria destacam papel da instituição
Em sessão especial nesta sexta-feira (28) em homenagem ao Dia do Maçom, comemorado anualmente em 20 de agosto, representantes de organizações maçônicas de vários estados brasileiros lembraram o papel da instituição na história do país e defenderam a aproximação entre as diversas vertentes da maçonaria.
O dia 20 de agosto refere-se à fundação do Grande Oriente do Brasil (GOB), com a fusão das lojas Esperança, Comércio e Artes, União e Tranquilidade, no Rio de Janeiro, em 1822. Naquela ocasião, o maçom Joaquim Gonçalves Ledo defendeu a urgência da independência do Brasil, proclamada por Dom Pedro I semanas depois.
— A comemoração do dia de hoje se dá principalmente por ter sido a Proclamação da Independência o resultado incansável do trabalho de maçons que iniciaram um movimento liberal – afirmou o senador Izalci Lucas (PL-DF), um dos autores do requerimento para a realização da sessão.
Entidades maçônicas
Participaram da sessão lideranças das diferentes vertentes da maçonaria no Brasil, como o Grande Oriente do Brasil, a Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB) e a Confederação Maçônica do Brasil (Comab). Secretário-geral da CMSB, Armando Assumpção defendeu um fortalecimento da relação entre as três, ressalvando que cada uma tem plena autonomia e sua própria história e estrutura.
O grão-mestre geral do GOB, Ademir Cândido da Silva, destacou o papel histórico da maçonaria.
— Há instituições que atravessam a história, e há instituições que ajudam a história a encontrar o seu caminho – afirmou.
Secretário-geral da Comab, Cassiano Moreno afirmou que a maçonaria atual deve “honrar o legado” das gerações anteriores, atuando em um Brasil “cheio de desafios, que ainda convive com desigualdades, violência, intolerância, corrupção, pobreza e a dificuldade de convivermos com quem pensa diferente de nós”.
Adalberto Alízio Eyng, grão-mestre geral adjunto do GOB, afirmou que ser maçom é “ser amante da virtude, da sabedoria e da justiça, é estender a mão a quem sofre, é ser voz diante da injustiça, cultivar a harmonia das famílias e, em especial, promover a concórdia entre os homens”. Presidente da CMSB e grão-mestre da Grande Loja Maçônica do Distrito Federal, Cassiano Teixeira de Morais saudou a união dos representantes da maçonaria brasileira e disse que a instituição está associada não só a grandes transformações sociais, mas também individuais.
O requerimento para a realização da sessão foi assinado também pelos senadores Confúcio Moura (MDB-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Lucas Barreto (PSD-AP) e pelas senadoras Damares Alves (Republicanos-DF) e Professora Dorinha Seabra (União-TO).
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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