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Agro

Mercado de CBios Registra Queda Histórica e Estoques Elevados em 2025

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O mercado de Créditos de Descarbonização (CBios) viveu um agosto de forte pessimismo. Segundo relatório da Consultoria Agro do Itaú BBA, os preços caíram para R$ 32,6 por crédito, o menor valor desde 2021. A desvalorização representou uma queda de 44% em apenas um mês.

A baixa foi intensificada por uma decisão judicial que suspendeu sanções da ANP a uma distribuidora, reforçando a percepção de fragilidade regulatória. Além disso, mesmo com maior número de empresas se adequando ao programa, o excesso de oferta segue como fator central para a pressão nos preços.

Estoques em Alta Mesmo com Maior Adimplência

Apesar da nova legislação dos CBios, sancionada em 2024, ter incentivado a regularização de distribuidoras que estavam em atraso, os estoques permanecem elevados. O Itaú BBA estima que 2025 deve terminar com 18,5 milhões de créditos disponíveis.

Mesmo em um cenário otimista — sem inadimplência —, a projeção ainda é de 7,9 milhões de CBios em estoque ao final do ano, o que mantém o mercado em desequilíbrio entre oferta e demanda.

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Perspectivas para 2026: Oferta Maior que a Demanda

A consultoria projeta crescimento de 10% na emissão de CBios em 2026, alcançando 44,7 milhões de créditos, sustentados por alta de 7% nas vendas de etanol e 20% de biodiesel.

No entanto, a meta obrigatória deve permanecer em 48,1 milhões de créditos, com possibilidade de revisão para baixo pelo governo. Mesmo sem novas inadimplências, os estoques finais de 2026 podem chegar a 6,7 milhões de CBios, reforçando a tendência de preços deprimidos.

O Itaú BBA destaca que, para estabilizar o mercado, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) não deve reduzir a meta de descarbonização de 2026, nem sinalizar cortes nos anos seguintes.

Volume de Negociações Cai e Pressiona o Mercado

Em agosto, o volume negociado na B3 foi de 5,91 milhões de créditos, queda de 18% em relação a julho e 20% abaixo de agosto de 2024. No acumulado do ano, as negociações chegaram a 54,6 milhões de CBios, 4% abaixo do mesmo período do ano anterior.

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A média anual dos preços em 2025 está em R$ 66,4 por crédito, uma redução de 18% frente a 2024, mas bem acima da cotação atual.

Emissões Mantêm Estabilidade em 2025

De acordo com a B3, o volume de CBios emitidos em agosto foi de 3,48 milhões, em linha com os meses anteriores, mas 1% menor que no mesmo mês de 2024. No acumulado até agosto, foram gerados 28,35 milhões de créditos, crescimento de 3% sobre o ano passado.

Balanço de Oferta e Demanda dos CBios

Em agosto, os estoques totais subiram 3,07 milhões de créditos, alcançando 32,5 milhões. As distribuidoras aumentaram suas posições em 2,3 milhões de créditos, enquanto emissores acrescentaram 691 mil.

No ano, já foram aposentados 12,36 milhões de CBios referentes à meta de 2025. Ao todo, as distribuidoras compraram 28,48 milhões de créditos, diante de uma meta ajustada de 49,5 milhões.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

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Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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