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Conab divulga lista mensal do PGPAF com descontos em parcelas do Pronaf para setembro

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta segunda-feira (8) a lista mensal do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF), que oferece descontos nas parcelas de financiamentos do Pronaf para agricultores familiares de diferentes regiões do país.

Os percentuais de desconto são aplicados quando os preços de mercado ficam abaixo dos valores de garantia estabelecidos para cada cultura, oferecendo suporte financeiro importante para os produtores.

Produtos e estados contemplados

A portaria publicada no Diário Oficial da União inclui para o mês de setembro os seguintes produtos e estados:

  • Alho: Minas Gerais (MG) e Goiás (GO)
  • Banana: Pernambuco (PE)
  • Borracha: São Paulo (SP)
  • Cana-de-açúcar: Rio de Janeiro (RJ)
  • Cebola: Bahia (BA) e Distrito Federal (DF)
  • Feijão: Rio de Janeiro (RJ)
  • Feijão-caupi: Piauí (PI)
  • Laranja: Bahia (BA) e Rio Grande do Sul (RS)
  • Raiz de mandioca: Rio de Janeiro (RJ)
  • Trigo: Goiás (GO) e Paraná (PR)

Por outro lado, deixam de ser contemplados neste mês: batata-doce, arroz (TO), banana (TO, SC e GO), cana-de-açúcar (MA) e mel de abelha (PI e RS).

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Maiores percentuais de desconto em setembro

Entre os destaques do mês, estão:

  • Cará/inhame no Paraná: 59,52%
  • Feijão-caupi em Mato Grosso: 54,15%
  • Raiz de mandioca no Rio de Janeiro: 52,12%
  • Cebola em São Paulo: 46,88%
  • Batata no Distrito Federal: 40,87%

Outros percentuais expressivos foram registrados para o feijão em estados do Sul do país, reforçando a abrangência do benefício para os agricultores familiares.

Como são calculados os descontos

Os índices do PGPAF são calculados a partir da diferença entre os preços médios de mercado e os preços de garantia definidos para cada produto.

Com base nas informações da Conab, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) valida os dados e publica a portaria oficializando os produtos, estados e percentuais beneficiados.

Validade e portaria oficial

As condições divulgadas neste mês são válidas de 10 de setembro a 9 de outubro de 2025.

A lista completa com todos os produtos, estados e percentuais de desconto pode ser consultada na Portaria SAF/MDA nº 347, de 5 de setembro de 2025.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dependência de fertilizantes importados acende alerta no agronegócio brasileiro, diz Massari Fértil

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A combinação de tensões geopolíticas, oscilações cambiais e disputas globais por insumos estratégicos tem aumentado a pressão sobre as cadeias produtivas em todo o mundo. No Brasil, esse cenário evidencia uma fragilidade estrutural do agronegócio: a alta dependência de fertilizantes importados.

Para a Massari Fértil e a Morro Verde, empresas especializadas em soluções para a agricultura tropical, o momento exige uma resposta estratégica voltada à redução de riscos e ao fortalecimento da autonomia produtiva do setor.

Brasil depende de importações para suprir 80% dos fertilizantes

Atualmente, cerca de 80% dos fertilizantes utilizados no Brasil são importados, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). Essa concentração do abastecimento em poucos mercados, como Rússia, Canadá, China e Marrocos, aumenta a exposição do país a restrições comerciais, sanções econômicas e instabilidades logísticas.

O impacto dessa dependência recai diretamente sobre os custos de produção, a previsibilidade das safras e a competitividade do produtor rural brasileiro.

Fertilizantes são essenciais para culturas estratégicas do agro

Os fertilizantes são insumos fundamentais para culturas como soja, milho, café e cana-de-açúcar, que representam parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio.

Sua atuação começa nas fases iniciais do plantio e influencia diretamente a produtividade final das lavouras, tornando o setor altamente sensível a qualquer ruptura no fornecimento. Episódios recentes, como a guerra no Leste Europeu e os impactos logísticos pós-pandemia, reforçaram essa vulnerabilidade.

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Especialistas apontam necessidade de revisão estrutural do setor

De acordo com o CEO da Massari, Sérgio Saurin, o cenário atual exige uma revisão estrutural na estratégia do agronegócio brasileiro.

Segundo ele, embora o país tenha se consolidado como potência global, parte desse crescimento foi sustentada por insumos externos, o que hoje se mostra um fator de risco.

O executivo defende a ampliação da produção nacional de fertilizantes como forma de reduzir a dependência externa e aumentar a segurança do setor.

Custos logísticos e câmbio ampliam desafios para o produtor

Além da dependência de importações, fatores como o aumento do frete marítimo, a concentração da oferta global e as variações cambiais tornam o planejamento agrícola mais complexo.

Em períodos de crise, esses elementos podem comprometer o acesso a insumos essenciais, pressionar margens de lucro e gerar instabilidade em toda a cadeia produtiva.

Brasil possui potencial para expandir produção nacional

O Brasil reúne condições favoráveis para ampliar sua produção de fertilizantes. O país possui reservas relevantes de minerais estratégicos, como fosfato e potássio, além de conhecimento técnico consolidado em agricultura tropical.

Estudos da Embrapa indicam que o território nacional tem potencial para expandir significativamente a produção de insumos agrícolas, desde que haja avanços em infraestrutura, segurança jurídica e estímulo a investimentos.

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Desafio é transformar potencial em capacidade produtiva

Para Sérgio Saurin, o principal desafio está em transformar esse potencial em produção efetiva. Ele destaca a necessidade de um ambiente regulatório mais previsível, maior incentivo ao investimento privado e melhor integração entre os elos da cadeia produtiva.

Produção local pode reforçar sustentabilidade e inovação no agro

O fortalecimento da indústria nacional de fertilizantes também está ligado a agendas de inovação e sustentabilidade. O desenvolvimento de soluções adaptadas aos solos tropicais pode aumentar a eficiência agronômica, reduzir perdas e ampliar práticas agrícolas mais sustentáveis.

Além disso, contribui para diminuir a dependência de produtos importados e padronizados.

Caminho é de transição gradual, aponta setor

Embora a substituição total das importações não seja viável no curto prazo, iniciativas de produção local e diversificação de fornecedores já indicam uma mudança gradual no setor.

Para a Massari Fértil e a Morro Verde, acelerar esse processo é fundamental para aumentar a resiliência do agronegócio brasileiro diante de um cenário global considerado cada vez mais instável.

Segundo o executivo, o país tem condições de estruturar uma cadeia de fertilizantes mais robusta, com maior segurança de abastecimento, estabilidade de custos e ganho de competitividade no longo prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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