Política Nacional
Wellington Fagundes critica julgamento de Bolsonaro no STF
Em discurso no Plenário nesta quarta-feira (3), o senador Wellington Fagundes (PL-MT) manifestou contrariedade com o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele definiu Bolsonaro como “a maior liderança política do Brasil” e criticou o fato de ele estar sendo julgado por uma das turmas do STF.
— Estamos assistindo a esse julgamento de mãos atadas. Repudiamos essa posição parcial e política de quem quer decidir o destino do país sem um único voto — afirmou o senador, referindo-se ao relator dos processos contra o ex-presidente, ministro Alexandre de Moraes.
Wellington anunciou que haverá, neste domingo (7), uma série de manifestações pelo país “defendendo de forma pacífica” a democracia e a liberdade. Ele ainda chamou Moraes de “grande xerife” e defendeu que o Congresso vote uma anistia ampla e irrestrita que “corajosamente pacifica o país”.
— Está faltando Deus no coração de muitos julgadores no país. Peço a Deus que ilumine os julgadores do presidente Bolsonaro — declarou.
Estatuto do Pantanal
O senador ainda celebrou o fato de o projeto do Estatuto do Pantanal (PL 5.482/2020) ter sido aprovado nessa terça-feira (2) na Câmara dos Deputados. Wellington é autor do texto, que foi aprovado no Senado em julho de 2024 e agora segue para a sanção da Presidência da República.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Política Nacional
Lei determina avaliação da qualidade de hospitais
A partir de agora, hospitais particulares deverão passar por avaliações da vigilância sanitária sobre a qualidade dos serviços de saúde, com divulgação periódica dos resultados.
É o que estabelece a Lei 15.524, que cria a Estratégia Nacional de Controle e Avaliação da Qualidade da Assistência à Saúde prestada pela Iniciativa Privada. A nova norma foi sancionada pela Presidência da República e publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (29).
Os padrões de qualidade e atributos de qualificação deverão ser definidos pelo órgão nacional de vigilância sanitária, diz o texto. Os estabelecimentos que descumprirem as regras poderão receber multa diária entre R$ 5 mil e 500 mil. A penalidade será aplicada sem prejuízo da responsabilidade civil por danos à saúde do paciente ou por descumprimento de normas de proteção ao consumidor.
De acordo com a lei, os padrões de qualidade e os atributos de qualificação deverão observar no mínimo as seguintes diretrizes:
- garantia da segurança do paciente, por meio da adoção de tratamentos efetivos, conforme comprovação científica, e dos mecanismos necessários para prevenção e recuperação de sua saúde;
- disponibilização de recursos institucionais (corpo técnico, estruturas e processos de cuidado) em quantitativo suficiente para atendimento ágil dos pacientes, evitando-se longas esperas e atrasos potencialmente danosos à saúde;
- cuidado responsivo e centrado no paciente;
- equidade, sendo vedadas distinções de tratamento, especialmente em virtude de gênero, religião, etnia, localização geográfica e condição socioeconômica;
- cumprimento efetivo das normas expedidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Os padrões de qualidade previstos na nova lei aplicam-se também aos estabelecimentos públicos de saúde, que devem ser alvo de avaliação e divulgação dos resultados, na forma de regulamento.
Origem da lei
A norma jurídica teve origem no Projeto de Lei (PL) 287/2024, apresentado pelo então senador e atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino.
Com relatório favorável do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), o texto foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) em 2025. Em seguida, a matéria foi encaminhada à Câmara dos Deputados, onde foi aprovada neste mês e encaminhada à sanção presidencial.
Em 2012, o ex-senador Flávio Dino perdeu o filho Marcelo, de 13 anos. O garoto havia sido internado em um hospital de Brasília após uma crise de asma. Dino e a mãe de Marcelo, Deane Fonseca, processaram o hospital e a equipe médica.
Na ação, eles argumentam que a médica responsável pelo atendimento abandonou o posto da UTI pediátrica, o que provocou demora no atendimento. Em outubro de 2025, o hospital foi condenado a pagar uma indenização aos pais.
Com Agência Câmara
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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