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Gasolina registra leve queda em agosto com aumento da mistura de etanol, diz ValeCard

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O preço médio da gasolina nos postos brasileiros apresentou recuo de 0,2% em agosto, segundo pesquisa da ValeCard, empresa especializada em meios de pagamento e soluções de mobilidade. Entre 1º e 26 de agosto, o combustível foi vendido a R$6,375 em média, ligeiramente abaixo do registrado no mesmo período de julho.

O aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, de 27% para 30% a partir de 1º de agosto, é apontado como um dos fatores que contribuíram para o recuo, segundo Marcelo Braga, diretor de Mobilidade e Operações da ValeCard.

“O incremento da participação de biocombustíveis na gasolina pode influenciar os preços, pois a produção de cana-de-açúcar está em pleno pico de safra, garantindo maior oferta de etanol no mercado. Essa abundância contribui para reduzir custos e pressiona os preços da gasolina para baixo”, explicou Braga.

Etanol hidratado e diesel apresentam alta

Em contrapartida, o etanol hidratado, concorrente direto da gasolina, registrou leve aumento de 0,11%, sendo vendido a R$4,409 o litro no período analisado.

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O diesel S-10, combustível mais utilizado no país, também apresentou alta, de 0,46%, alcançando R$6,307 por litro, de acordo com os dados da ValeCard.

Base da pesquisa

A análise foi realizada com base em transações em mais de 25 mil postos de combustíveis espalhados pelo Brasil, oferecendo um panorama representativo do comportamento de preços nos primeiros 26 dias de agosto.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mistura maior de biodiesel e etanol entra na pauta do CNPE

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O avanço dos biocombustíveis volta ao centro da política energética com a possibilidade de aumento da mistura obrigatória no diesel e na gasolina. A proposta de elevar o biodiesel para 17% (B17) e o etanol para 32% (E32) deve ser analisada na reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), marcada para a próximo próxima quinta-feira (07.05), e pode ampliar a demanda por matérias-primas do agro e reforçar a posição do País na transição energética.

A defesa do aumento foi formalizada por parlamentares ligados ao setor produtivo, em articulação da Coalizão dos Biocombustíveis. O grupo reúne lideranças da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e da Frente Parlamentar do Biodiesel, que veem na medida uma resposta à volatilidade dos preços internacionais de energia e uma oportunidade de expansão do mercado interno para combustíveis renováveis.

Na prática, a elevação das misturas tem efeito direto sobre cadeias como soja e milho — bases para a produção de biodiesel e etanol, ao ampliar o consumo doméstico e estimular novos investimentos industriais. Além disso, reduz a dependência de combustíveis fósseis importados, especialmente em momentos de alta do petróleo no mercado internacional.

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O Ministério de Minas e Energia (MME) já sinalizou apoio à ampliação da mistura de etanol. Segundo a pasta, testes técnicos validaram a viabilidade de avanço do atual patamar para o E32, dentro de uma estratégia que também busca levar o País à autossuficiência em gasolina.

Hoje, os percentuais obrigatórios estão em 30% de etanol na gasolina (E30) e 15% de biodiesel no diesel (B15), definidos pelo próprio CNPE. Qualquer alteração depende de deliberação do colegiado, que assessora a Presidência da República na formulação de diretrizes para o setor energético.

Além do impacto econômico, o argumento central do setor está na segurança energética. Com maior participação de biocombustíveis, o Brasil reduz a exposição a choques externos, como oscilações no preço do petróleo, que recentemente voltou a subir no mercado internacional e ganha previsibilidade no abastecimento.

O tema também tem peso ambiental. A ampliação das misturas contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa e reforça compromissos assumidos pelo País em acordos internacionais, ao mesmo tempo em que consolida a vantagem competitiva brasileira na produção de energia de base renovável.

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Por outro lado, a decisão envolve equilíbrio entre oferta, demanda e impactos sobre preços. O governo avalia o momento adequado para avançar, considerando o cenário de combustíveis, a capacidade produtiva do setor e os reflexos sobre inflação e abastecimento.

Se aprovado, o aumento das misturas tende a fortalecer a integração entre energia e agronegócio, ampliando o papel do campo não apenas como produtor de alimentos, mas também como fornecedor estratégico de energia no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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