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Sanepar vai estudar produção de combustível de aviação a partir do lodo de esgoto

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Produzir combustível sustentável de aviação (SAF) a partir do lodo de esgoto é mais uma possibilidade inovadora que a Sanepar começa a estudar, em parceria com as empresas britânicas Firefly Green Fuels e Green Fuels Research. Um acordo de confidencialidade com essas empresas foi assinado nesta semana pelo diretor-presidente da Companhia de Saneamento do Paraná, Claudio Stabile, e representantes das companhias em Bristol, no Reino Unido.

Stabile e o especialista em Pesquisa e Inovação da Sanepar, Gustavo Rafael Collere Possetti, visitaram a sede e o centro de pesquisa e desenvolvimento das empresas e conheceram os laboratórios de produção do SAF a partir do lodo de esgoto.

Possetti explica que, por meio de um processo chamado de liquefação hidrotérmica (HTL), o lodo de esgoto, contendo elevado teor de umidade, é convertido, dentre outros, em biocrude, um material que tem características semelhantes às do petróleo, bem como em biochar, que pode ser utilizado, por exemplo, para fins agrícolas. Ao passar por um processo de refinamento, muito comum no setor petroquímico, o biocrude é convertido em compostos como o diesel e a gasolina de baixo carbono, além do combustível sustentável de aviação.

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A tecnologia britânica é disruptiva em nível mundial e vem despertando o interesse de empresas que produzem ou utilizam combustíveis líquidos para aviação, setor que vem rapidamente se adaptando à pauta da descarbonização.

Stabile afirma que esses estudos fazem a Sanepar avançar na aplicação da economia circular, com novas possibilidades de aproveitamento dos recursos gerados nos processos operacionais da Companhia e que eram considerados passivos. “Cada vez mais a Sanepar amplia sua atuação sustentável. O que antes era visto como despesa ganha novas aplicabilidades que impactam nas áreas ambiental e financeira, beneficiando toda a sociedade”, afirma.

AVANÇOS – A Sanepar e a empresa alemã Graforce firmaram nesta semana Memorando de Entendimento (MoU) para avançar com estudos voltados para a implantação no Paraná de uma tecnologia disruptiva de produção de hidrogênio renovável (verde) a partir do biometano gerado em estações de tratamento de esgoto. Além de permitir a produção de hidrogênio renovável, considerado como um combustível do futuro, também possibilita a obtenção de carbono elementar, material sólido com elevado valor de mercado e que pode ser utilizado, por exemplo, em biofertilizantes.

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PRÊMIOS – A Sanepar ganhou dois prêmios nesta semana. A Companhia venceu o Prêmio Campeões do ODS 6, promovido pela Global Water Intelligence e Global Water Leaders e a unidade de secagem de lodo da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Atuba Sul da Sanepar, em Curitiba, venceu a categoria Melhor Planta Geradora de Biogás em Saneamento do Prêmio Melhores do Biogás 2024. 

Fonte: Governo PR

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Paraná

Ministério Público do Paraná emite recomendação administrativa ao Município de Arapongas para regularização de cessão de túmulos no Cemitério Municipal

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O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa ao prefeito do município de Arapongas, no Norte Central do estado, para que sejam adotadas providências para sanar irregularidades identificadas na concessão e transferência de terrenos no Cemitério Municipal. A medida administrativa, encaminhada no dia 15 de setembro último pela 1ª Promotoria de Justiça de Arapongas, decorre de apuração conduzida no âmbito de inquérito civil, que ainda está em trâmite, sobre um possível esquema de comercialização clandestina e transferências irregulares de titularidade de túmulos.

Áudio da promotora de Justiça Flávia Simon Fagundes dos Santos 

As investigações apontam até o momento que as transferências de titularidade dos terrenos estariam sendo feitas em desacordo com a legislação municipal. Por se tratar de bens públicos de uso especial, os terrenos em cemitérios municipais possuem regras específicas de concessão e a legislação municipal (Decreto Municipal 338/04) proíbe expressamente a negociação comercial de jazigos entre terceiros, admitindo a transferência apenas entre parentes consanguíneos ou afins até o terceiro grau e mediante prévia autorização administrativa. Nos casos de desinteresse na manutenção do espaço, o imóvel deve retornar ao município.

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Possíveis crimes – Ao emitir a recomendação, a Promotoria de Justiça sustenta que ficou demonstrado “o descumprimento contumaz da legislação municipal, com a reiterada validação administrativa de transferências fundadas em meras declarações de parentesco, sem a devida conferência documental, viabilizando a apropriação e negociação privada do espaço público”. Além disso, teria sido revelado, ainda, um possível modus operandi que consiste na participação direta de servidores públicos nas negociações, mediante fraude documental e laudos forjados de abandono de sepulturas, inclusive com captação de vantagem financeira indevida depositada em contas de intermediários. Os fatos também são objeto de apuração de um inquérito policial em trâmite na Divisão Estadual de Combate à Corrupção (Deccor).

Correções – Como medidas a serem adotadas para que sejam corrigidas as ilegalidades, a Promotoria de Justiça aponta que deve ser cessado, imediatamente, toda e qualquer autorização ou validação de transferência de terrenos sem a comprovação documental de parentesco até o 3º grau. Além disso, é recomendada a instituição, em até 30 dias, de um novo fluxo administrativo de controle rigoroso dos pedidos de transferência, que deverá ser realizada por servidores efetivos e estáveis diversos daqueles atualmente lotados na administração direta do Cemitério Municipal, garantindo a divisão de funções e a transparência do processo.

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Foi concedido prazo de 15 dias para a Administração Municipal informar ao Ministério Público sobre o acatamento da recomendação administrativa e as providências adotadas, podendo o não atendimento resultar na adoção de eventuais medidas judiciais, como a proposição de ação civil pública para responsabilização dos gestores envolvidos.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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