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Estado cria Código de Defesa dos Direitos da Mulher Paranaense

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As mulheres que residem no Paraná contam a partir de agora com um novo dispositivo que unifica a rede legal de proteção voltada a elas no âmbito estadual: o Código de Defesa dos Direitos da Mulher Paranaense. O documento foi criado pela Lei nº 21.926, de autoria do Legislativo, e sancionada pelo governador em exercício Darci Piana nesta terça-feira (16).

O novo código consolida 99 leis e normativas estaduais instituídas no Paraná entre 1990 e 2023 e que tratam sobre diversos temas ligados à vida das mulheres em todos os âmbitos. O projeto foi elaborado a partir de uma articulação da bancada feminina da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), além do apoio de outros deputados estaduais. O trabalho contou com a contribuição da Secretaria de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi) e tem como objetivo facilitar o acesso da população feminina aos seus direitos, organizando as leis em temas como segurança, saúde, proteção, empreendedorismo e moradia.

“São várias leis existentes e que agora estão condensadas em um local só, em um código que fica fácil para todos compreenderem”, declarou Piana. “Com isso, avançamos em uma legislação moderna que acompanha a evolução do papel da mulher na sociedade, aprimorando aquilo que o Estado tem feito para a defesa das mulheres no âmbito da segurança pública, na educação, na empregabilidade e na geração de renda”, concluiu o governador em exercício.

A partir de agora, o Código de Defesa dos Direitos da Mulher Paranaense também deverá servir como base para elaboração de novas normas e fonte de consulta para parlamentares nos casos de futuras atualizações legislativas. O texto prevê que futuras normas aprovadas sobre o tema sejam incluídas diretamente no Código, de forma a uniformizar a legislação protetiva das mulheres.

Segundo a secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponte, a iniciativa das deputadas estaduais em consolidar as leis relacionadas à mulher paranaense em um único instrumento favorece a formulação de políticas pelos gestores públicos. “Ninguém defende aquilo que não conhece, portanto esse código facilita a pesquisa e o conhecimento dos gestores municipais e da população feminina em geral sobre os seus direitos”, comentou.

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“É um instrumento para todas as mulheres paranaenses, em especial aquelas em situação de violência, mas que também fomenta o protagonismo como trabalhadoras e empreendedoras”, acrescentou Leandre.

DIVULGAÇÃO  – Vencida a etapa de aprovação sanção da lei, a Semipi trabalhará, a partir de agora, na ampla divulgação do Código. Uma das primeiras ações será a redação de uma edição comentada do documento para facilitar a compreensão da legislação, que posteriormente será distribuída por meios digitais e físicos.

Leandre informou que a Semipi tratará do tema nos municípios a partir da retomada da Caravana Paraná Unido Pelas Mulheres, que inicia no dia 26 de abril em Goioerê. Serão cinco eventos no primeiro semestre deste ano. O Código de Defesa dos Direitos da Mulher Paranaense também será debatido em encontros promovidos pelo Tribunal Regional Eleitoral, o Conselho Estadual da Mulher, o Comitê Estadual de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres e nas audiências públicas da Assembleia Legislativa do Paraná.

A líder da bancada feminina na Alep e uma das coautoras do projeto, deputada estadual Mabel Canto, ressaltou que o Paraná é o quarto estado do Brasil a possuir um código deste tipo, o que segundo ela é um reflexo também do aumento da representatividade feminina no Legislativo estadual. Atualmente, o Paraná conta com dez deputadas estaduais, a maior bancada feminina da história.

“Esse código é uma ferramenta inovadora na luta por igualdade e qualidade de vida para as mulheres no combate aos preconceitos e ao machismo. São dezenas de leis que agora estão muito mais acessíveis às paranaenses, auxiliando também os gestores públicos municipais a avançarem neste quesito”, afirmou Mabel.

CONSELHO ESTADUAL – O novo código destaca em seu texto o funcionamento do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher do Paraná (CEDM/PR), vigente desde 2013. A estrutura é vinculada à Semipi e busca, por meio da participação popular, propor diretrizes de ação governamental e atuar no controle de políticas públicas de igualdade entre os gêneros, assim como exercer a orientação normativa e consultiva sobre os direitos das mulheres no Paraná.

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Desde a criação do CEDM/PR, o Estado tornou-se referência nacional na transferência de recursos fundo a fundo. O modelo dá mais celeridade aos investimentos em políticas públicas em defesa dos direitos femininos em âmbito local.

Na última quarta-feira (10), o Conselho Estadual promoveu um encontro com a participação de representantes de 121 municípios em Londrina. Um dos principais destaques do encontro foi o aumento de 114% no número de Conselhos Municipais dedicados ao tema, resultado influenciado principalmente pelas caravanas organizadas pela Semipi.

FUNDO ESTADUAL – O texto da nova lei também aborda ainda os aspectos ligados ao Fundo Estadual dos Direitos da Mulher (FEDIM/PR), criado oficialmente em março de 2023 após a sanção pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior. Vinculado diretamente à Semipi, ele garante os recursos necessários para o planejamento, implantação e execução de planos, programas e projetos voltados à promoção e defesa dos direitos das mulheres.

Em seu primeiro ano, a iniciativa resultou no repasse de R$ 6 milhões a 75 municípios paranaenses para o aprimoramento de espaços e ações destinados ao atendimento das mulheres. Para 2024, o orçamento foi reforçado, com a previsão de aplicação de R$ 20 milhões até o fim do segundo semestre.

PRESENÇAS – Também participaram do evento o chefe da Casa Civil, João Carlos Ortega; o secretário estadual da Segurança Pública, Hudson Teixeira; a controladora-geral do Estado, Luciana Azevedo; o procurador-geral do Estado, Luciano Borges; os deputados estaduais Cantora Mara Lima, Maria Victoria, Cristina Silvestri, Márcia Huçulak, Marli Paulino, Luciana Rafagnin, Batatinha, Ney Leprevost, Tiago Amaral, Pedro Paulo Bazana, Luiz Claudio Romanelli e Nelson Justus; o presidente do Tecpar, Celso Kloss; a subprocuradora-geral de Justiça do Ministério Público do Paraná, Terezinha Signorini; o ex-governador Orlando Pessutti; além de dezenas de prefeitas, vice-prefeitas e vereadoras.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná oferece denúncia criminal contra mulher que matou um homem carbonizado ao atear fogo em residência de Moreira Sales em agosto

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O Ministério Público do Paraná, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Goioerê, no Centro Ocidental do estado, ofereceu denúncia criminal contra uma mulher de 42 anos responsável por provocar um incêndio em uma residência no município de Moreira Sales, que integra a comarca. O crime ocorreu na madrugada de 28 de agosto último no distrito de São Luiz e resultou na morte por carbonização de um homem que se hospedava de forma temporária no imóvel.

Áudio do Promotor de Justiça André Ruiz Prates

De acordo com a ação penal, a denunciada agiu motivada por ciúmes, logo após travar uma discussão em via pública com o morador da residência, seu namorado, a quem teria ameaçado momentos antes. Com a intenção de matá-lo, ela ateou fogo à casa, no entanto, a vítima fatal foi um amigo do morador que dormia no local durante o ataque.

Homicídio qualificado – A mulher foi denunciada por homicídio com as qualificadoras de motivo fútil, uso de meio cruel e que resultou em perigo comum (por expor a vizinhança a riscos) e utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima, surpreendida pelas chamas enquanto repousava no período noturno.

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A Promotoria de Justiça requer que a ré seja julgada pelo Tribunal do Júri e pede a manutenção da prisão preventiva da denunciada, atualmente recolhida na Cadeia Pública de Goioerê, além da fixação de um valor indenizatório mínimo de R$ 50 mil por danos morais, a ser destinado aos familiares da vítima.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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