Paraná
Filme, performance-ritual e conversas: MUPA divulga programação do Abril Indígena
O Museu Paranaense (MUPA) preparou uma programação especial para marcar o Abril Indígena deste ano, com lançamento de filme, mediações educativas, apresentações culturais e rodas de conversa. O mês é marcado pela valorização da cultura e diversidade dos povos originários, celebrado em torno do Dia dos Povos Indígenas (19 de abril).
Com o objetivo de reafirmar as ações do museu na aproximação de povos tradicionais brasileiros, as atividades foram pensadas e serão produzidas em parceria com povos indígenas de diferentes etnias e regiões do País. Assim, o MUPA terá neste mês a presença de integrantes das terras indígenas de Mangueirinha, Palmas e Rio das Cobras e da Aldeia Kakane Porã, do Paraná; do povo Tukano, da Amazônia; e do povo Kariri-Xocó, de Alagoas.
Na quinta-feira, dia 04, às 19h30, será lançado o documentário “Mulheres Araucárias”, que conta as vivências de luta, resistência e esperança de Maria, Jociele e Tayla, três gerações de mulheres Kaingang que “caminham” desde o território indígena no Paraná até a III Marcha das Mulheres Indígenas, ocorrida em 2023, em Brasília (DF).
O documentário faz parte do projeto “Moviracá: direito à terra indígena”, fruto da parceria entre o Movimento Indígena e a Fundação Luterana de Diaconia-Conselho de Missão entre Povos Indígenas (FLD-COMIN), financiado pela União Europeia (UE).
Com sessões nos dias 6 e 7 de abril, respectivamente às 20h30 e 19h, o Museu Paranaense recebe a performance-ritual “Ühpü”, uma cerimônia indígena, tradicional do povo Tukano, localizados na região do noroeste amazônico, inédita na programação do Festival de Curitiba.
A cerimônia, que acontece originalmente na floresta, teve poucas adaptações para ser exibida no museu. A entrada é gratuita e de classificação livre. A ação tem duração de 50 minutos. Recomenda-se que a plateia não consuma bebidas alcoólicas e nem alimentos fritos ou assados nas 24 horas anteriores à cerimônia.
No dia segunda-feira (15), das 14h30 às 16h, acontece a mesa de conversa “Potências e possibilidades pedagógicas da temática indígena no museu e na sala de aula”, com os educadores indígenas Florêncio Fernandes e Valmor de Paula.
O evento é uma ação formativa voltada para professores e profissionais da educação, que visa refletir acerca de possibilidades pedagógicas da temática indígena no museu, a partir das ações do MUPA, e na sala de aula, além de desconstruir narrativas pré-estabelecidas pelo senso comum sobre as subjetividades indígenas. As inscrições podem ser feitas AQUI.
Florêncio Rekayg Fernandes é Kanhgág da terra indígena Rio das Cobras, município de Nova Laranjeiras, no Sudoeste do Paraná. Formado em pedagogia e mestre em educação, atualmente cursa o doutorado em antropologia na Universidade Federal do Paraná (UFPR), é coordenador pedagógico na educação básica pela Secretaria de Estado da Educação do Paraná e escritor de inúmeros livros sobre a cultura kanhgág, além de palestrante e consultor sócio-ambiental.
Valmor Venhrá Mendes de Paula é professor do povo Kanhgág, da marca kamẽ, e residente na Aldeia Vila Nova na Terra Indígena Palmas, no Sul do Estado. Autor de livros na área da educação e da cultura indígena, possui formação como professor bilíngue pelo Centro de Treinamento Profissional Clara Camarão, que existiu na terra indígena Guarita, em Tenente Portela/RS. Atualmente cursa a graduação em Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica na UFSC, e atua como professor formador pela Ação Saberes Indígenas na Escola.
Na quinta-feira (18), a partir das 14h30, acontece uma roda de conversa sobre cultura indígena com o Grupo Nhinkandeá, do povo Kariri-Xocó, localizado no município de Porto Real do Colégio, em Alagoas. O grupo vai apresentar ainda cantos e danças da cultura Kariri-Xocó.
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CATÁLOGO – Para marcar o Dia dos Povos Indígenas, haverá o lançamento online do catálogo que é resultado da exposição “Claudia Andujar: poéticas do essencial”, que esteve em cartaz de agosto a dezembro de 2023 no MUPA. Além da disponibilização para acesso gratuito no site do museu, um formulário pelo Instagram do MUPA vai selecionar pessoas para receber 15 exemplares.
O catálogo é um recorte da longa trajetória da fotógrafa e ativista Claudia Andujar junto ao povo indígena Yanomami, apresentado na exposição, com trabalhos realizados ao longo das décadas de 1970 e 1980, de coleções importantes da carreira da fotógrafa.
VISITAS MEDIADAS – Além da programação aberta ao público, dos dias 16 a 19, vão ocorrer visitas mediadas com ação educativa na exposição “Mejtere: histórias recontadas”, um projeto de curadoria compartilhada da instituição com estudantes indígenas. A ação é voltada exclusivamente para o público escolar, que marcou as visitas pelo calendário trimestral de agendamento para visitação em grupos.
Serviço:
Museu Paranaense
Endereço: Rua Kellers, 289, São Francisco – Curitiba
Visitação: de terça a domingo, das 10h às 17h30
Entrada gratuita
Telefone: (41) 3304-3300
Fonte: Governo PR
Paraná
Curitiba recebe a sexta edição da Missão Paraná com integração das forças de segurança
Nesta semana, a Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) inicia mais uma edição da Missão Paraná, desta vez em Curitiba, reforçando a estratégia de integração entre as forças de segurança e a aproximação direta com a população. A partir de quarta-feira (22), as equipes estarão mobilizadas em uma programação que reúne ações operacionais, encontros institucionais e atividades voltadas ao fortalecimento da segurança pública.
“A Missão Paraná consolida um modelo de integração entre as forças de segurança, com foco no planejamento e na atuação coordenada. Em Curitiba, ao longo da semana, vamos alinhar estratégias, compartilhar informações, ouvir as demandas locais e discutir ações conjuntas para fortalecer o trabalho desenvolvido na Capital”, afirma o secretário da Segurança Pública, coronel Saulo Sanson.
Em sua sexta edição, a Missão Paraná consolida um modelo de atuação que leva gestão, planejamento e presença efetiva aos territórios, ampliando o diálogo com lideranças locais, representantes da sociedade civil e cidadãos. A proposta é ouvir demandas, alinhar estratégias e construir soluções conjuntas, com foco na redução da criminalidade e no aumento da sensação de segurança.
PREVENÇÃO E ALINHAMENTO ESTRATÉGICO — A sexta edição da Missão Paraná reforça o eixo preventivo das ações de segurança pública, com destaque para o programa Mulher Segura e as iniciativas de conscientização sobre o uso de drogas. Por meio de palestras e seminários, a proposta é ampliar o acesso à informação, fortalecer a rede de proteção e intensificar o enfrentamento à violência contra a mulher de forma integrada.
As atividades também promovem o debate sobre fatores de risco e vulnerabilidades sociais, incentivando a participação da comunidade e a atuação conjunta entre instituições. A iniciativa busca consolidar a prevenção como uma das bases da segurança pública, aliando orientação, educação e proximidade com a população.
Ainda dentro da programação, a reunião do programa Cidade Segura reúne representantes das forças de segurança para o alinhamento estratégico das ações. Durante o encontro, comandantes da Polícia Militar e delegados da Polícia Civil apresentam dados operacionais, resultados recentes e panoramas da criminalidade, além de discutir estratégias conjuntas para o enfrentamento à violência, com definição de medidas imediatas e planejamento de ações a médio e longo prazo.
AÇÃO INTEGRADA — No campo operacional, a Operação Sinergia mobiliza efetivos da Polícia Militar (PMPR), Polícia Civil (PCPR), Polícia Científica (PCIPR), Polícia Penal (PPPR) e Corpo de Bombeiros Militar (CBMPR) em ações coordenadas em Curitiba, ampliando a presença do Estado nas ruas e intensificando o policiamento ostensivo. A atuação integrada entre as forças fortalece a capacidade de resposta, com foco na prevenção de crimes e na proximidade com a população.
Fonte: Governo PR
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