Paraná
Apoiada pelo Estado, designer de startup cria estilo inovador contra desperdício na moda
Uma empreendedora de uma startup paranaense está deixando sua marca na indústria da moda com uma abordagem inovadora e sustentável. Fabiana Muranaka, 48, designer fundadora e CEO da no.wasTee (em tradução livre, camiseta sem desperdício), criou um novo método de produção de camisetas, com foco no aproveitamento quase total de matéria-prima.
A empresa foi fundada em 2019, quando Fabiana, natural de Registro (SP), mas que reside em Curitiba há 25 anos, iniciou testes de ergonomia e vestibilidade utilizando uma técnica de modelagem baseada em formas geométricas retas, diferente do sistema de cortes com golas e mangas. Dessa maneira, ela utiliza melhor todo o potencial dos rolos de tecido.
A solução mais abrangente surgiu na pós-graduação, quando ela desenvolveu processos que mudaram sequências de corte. A técnica rendeu o prêmio Green Concept Awards 2022, da Fundação IKEA da Alemanha, que destaca conceitos de design sustentáveis.
Atualmente a no.wasTee possui um e-commerce e uma releitura dos quatro modelos de camisetas mais populares no mundo: t-shirt, polo, regata e raglan. “Uma camiseta fabricada pela indústria gera em média 20% de desperdício da matéria-prima. No modelo da no.wasTee, o coeficiente de aproveitamento sobe para em torno de 97%. Isso impacta não só em um modelo mais sustentável para moda, mas também no custo-benefício da fabricação de camisetas”, explica a designer.
A empresa paranaense quer ajudar a enfrentar um dos maiores desafios da indústria da moda, que é a fabricação de modelos sustentáveis. Segundo um estudo divulgado pela Global Fashion Agenda, mais de 92 milhões de toneladas de lixo têxtil foram gerados nos últimos anos, e a projeção é de um aumento de 60% até 2030, ultrapassando 140 milhões de toneladas. Doar retalhos já não resolve o problema do descarte.
- Paraná apresenta novas estruturas de apoio e amplia investimentos para mulheres
- Mês da Mulher: espaços culturais do Estado apresentam programação especial em março
Agora, com o reconhecimento do prêmio internacional, a empreendedora quer tornar o processo industrial um serviço escalável. Isso levou ao pedido de patente da metodologia para que ela seja levada a outros ramos da moda. Fabiana está desenvolvendo um laboratório e um software de design de camisetas com zero desperdício.
O financiamento para o MVP (Produto Mínimo Viável) do software foi obtido por meio do edital Paraná Anjo Inovador, lançado no ano passado, que também financia a implantação do laboratório de design.
O programa da Secretaria da Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI) investe em startups paranaenses. Na primeira fase do projeto, 71 iniciativas inovadoras foram selecionadas para receber até R$ 250 mil para desenvolvimento de soluções, totalizando mais de R$ 17 milhões de investimento. No primeiro semestre de 2024, uma nova fase do Paraná Anjo Inovador será aberta, com mais R$ 20 milhões de incentivo para apoiar até 80 startups paranaenses.
“Todo esse esforço demanda uma diversidade de designs capazes de atender a variedade de matérias-primas e personas do mercado de moda mundial. O investimento do Paraná Anjo Inovador está me ajudando muito nessa jornada”, afirma Muranaka.
Fonte: Governo PR
Paraná
Museu Satélite chega a Paranaguá com unidade do Museu Casa Alfredo Andersen
O Museu Casa Alfredo Andersen inaugurou o primeiro satélite em Paranaguá, na noite desta quarta-feira (03). Esta é a quarta abertura do projeto “Museus Satélites”, que busca expandir o acesso aos acervos museológicos do Estado. Paranaguá junta-se a Londrina, Pato Branco e Maringá, que nas últimas semanas receberam unidades do Museu Paranaense (MUPA) e Museu de Arte Contemporânea (MAC-PR). A noite foi marcada pela presença de um público diverso que verá de perto obras ligadas ao pai da pintura paranaense.
A iniciativa do Governo do Paraná e Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) se baseia na política pública de descentralização do patrimônio histórico e artístico paranaense. Os Museus Satélites promovem a circulação contínua de obras dos equipamentos estaduais por todas as macrorregiões do estado, expandindo a atuação das instituições para além da capital. Ao ocupar novos espaços no interior, a ação fortalece a presença cultural no território e democratiza o contato do público com os acervos.
Para a Secretária de Cultura do Estado, Luciana Casagrande Pereira, a celebração de mais uma inauguração dos museus satélites vem de um esforço contínuo em fortalecer a infraestrutura cultural dos municípios paranaenses. “Estar presente nesta que é a quarta entrega do projeto dos museus satélites me deixa muito feliz. É a concretização de um trabalho de descentralização que investimos desde o início da gestão e agora podemos ver a materialização desse esforço”.
Para além do museu, o fato de entregar o MCAA em Paranaguá é carregado de simbolismo. “Esta cidade foi um grande amor de Andersen. Foi por causa de Paranaguá que a arte paranaense foi transformada por ele, então o satélite precisava estar aqui, na nossa cidade-mãe”, explica.
O novo museu terá um impacto profundo no cenário cultural da região. A vice-prefeita Fabiana Parra reforça essa ideia: “O que construímos aqui, em parceria com o Governo do estado, é o começo de um legado real para a nossa população, pois não se trata apenas de um restauro físico, mas da restauração de toda a nossa história. Uma cidade onde nasceu o Paraná não pode ficar esquecida”, pontua ela.
“Nossa gestão quer chegar aonde muitos não chegaram. Que esta seja a primeira de muitas exposições, porque quando temos uma casa ocupada, a arte ganha vida, e é exatamente disso que a nossa cidade precisa”, reforça Fabiana.
EXPOSIÇÃO – O MCAA Paranaguá recebe a exposição “Calderari: Amar, além do mar”. A mostra presta homenagem a Fernando Calderari, um dos pioneiros do abstracionismo no Paraná, reunindo pinturas e gravuras que revelam sua trajetória artística que marcou profundamente a arte paranaense. O título remete à amplitude e à riqueza de sua produção, que vai muito além das conhecidas cenas marítimas. Com o passar dos anos, Calderari aprimorou técnicas que uniam pintura e gravura, tornando-se referência no abstracionismo paranaense e acrescentando à sua obra um conjunto expressivo de autorretratos, que consolidaram sua identidade criativa.
A exposição também evidencia a linhagem artística do Paraná, da qual Calderari faz parte: discípulo de Theodoro De Bona, que por sua vez foi discípulo de Alfredo Andersen, considerado o pai da pintura paranaense. Assim, a mostra ressalta a continuidade e a força de uma tradição que une mestres e discípulos, marcando gerações de artistas no Estado.
COMUNIDADE – O guia de turismo local e caiçara, Juliano Neves, celebrou a chegada do Museu Satélite como um marco para a valorização da identidade regional e a geração de novas frentes de trabalho. “Nós somos os porta-vozes do patrimônio e da cultura local. Quando recebemos grupos de outras regiões do Paraná ou de outros estados, ter um espaço como esse para promover a cultura é de um valor imenso, pois enriquece o nosso produto turístico e abre inúmeras oportunidades”, destacou.
Juliano ressaltou ainda o papel social da estrutura: “É uma conquista que gera emprego e, ao mesmo tempo, impulsiona a educação patrimonial, que é um dos nossos grandes propósitos aqui. É um ganho para a nossa história e comunidade”.
A artesã Michele Cardozo Dias expressou com entusiasmo o orgulho de prestigiar a inauguração, destacando a conexão íntima do espaço com a sua própria trajetória: “A arte está no meu sangue; eu adoro mexer com pinturas e desenhos, e ver um espaço desse nível nascer aqui é emocionante. Isso é de extrema importância para a nossa cidade, inclusive como um atrativo para trazer os turistas, permitindo que eles conheçam a nossa riqueza. É um ganho cultural permanente para todos nós”, concluiu.
SATÉLITES – Somando-se às unidades que já foram inauguradas em Londrina, Pato Branco e Maringá, o projeto de descentralização cultural segue avançando em 2026. Ainda em junho, Ponta Grossa receberá uma extensão do Museu Casa Alfredo Andersen (MCAA), Cascavel ganhará nova unidade do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC Paraná), enquanto Guarapuava e Tunas do Paraná contarão com sedes do Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR) no começo de julho.
Serviço
Museu Satélite | MCAA Paranaguá
Aberto ao público com entrada gratuita
Segunda a sexta-feira, das 8h às 17h
Rua Conselheiro Sinimbú, 23 – Centro Histórico – Paranaguá – PR
Saiba mais sobre os Museus Satélites.
Fonte: Governo PR
-
Esportes5 dias agoSeleção Brasileira define numeração dos jogadores para a Copa de 2026
-
Agro6 dias agoCafé fecha maio com pressão sobre o arábica e valorização do conilon no Brasil e no mercado internacional
-
Agro5 dias agoJunho deve ter temperaturas elevadas e risco de seca no Centro-Sul
-
Agro6 dias agoExportação recorde em maio injeta R$ 1,77 bilhão no campo e estanca queda
-
Educação6 dias agoMEC inaugura arco cirúrgico do Hospital Universitário de Lagarto
-
Esportes4 dias agoAncelotti confirma seleção titular para amistoso do Brasil contra o Panamá no Maracanã
-
Educação7 dias agoMEC realiza seminário sobre equidade étnico-racial na educação
-
Política Nacional6 dias agoComissão aprova critérios para colação de grau antecipada em universidades
