Paraná
PCPR inicia curso de operações aéreas para ampliar formação de policiais
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) iniciou nesta segunda-feira (04) o Curso de Operações Aéreas de Segurança Pública – COA II. A abertura aconteceu na Escola Superior da Polícia Civil, em Curitiba. A capacitação recebeu a inscrição de 28 pessoas, sendo que 22 passaram pelo teste de aptidão física e nove iniciaram as atividades. Dentre os alunos estão policiais civis do Paraná e Santa Catarina, além de policiais federais da região de fronteira. O curso tem duração de aproximadamente 60 dias.
De acordo com o delegado-geral adjunto da PCPR, Riad Braga Farhat, o Grupamento de Operações Aéreas (GOA) é uma unidade essencial da Polícia Civil. “O trabalho feito pelo grupamento garante segurança ao efetivo. É uma unidade de exemplo para o resto do País e são raras as operações que não contam com o apoio das aeronaves”, afirmou.
Serão ministradas inúmeras matérias sobre aviação de segurança pública, como fisiologia de voo, navegação aérea e meteorologia, além das matérias mais específicas como rapel, tiro embarcado e tiro estático. Também será abordada atividade aquática em módulo específico, focado na região de fronteira.
“Os participantes do curso sairão prontos para qualquer atividade aérea multimissão, para realizar todo tipo de atividade de polícia judiciária embarcada”, afirmou o delegado-chefe do GOA da PCPR, Renato Coelho. “É um curso extremamente exigente, que requer habilidades específicas. Iremos conhecer individualmente cada aluno e, durante as atividades, selecionar os melhores que poderão integrar a unidade futuramente”.
O Grupamento de Operações Aéreas iniciou os trabalhos em 2016 com um helicóptero R44. De lá para cá, foram incorporados mais um helicóptero do mesmo modelo e um avião Beecheraft modelo Baron B58 e um helicóptero Bell 407. Um helicóptero Eurocopter AS 350 locado também completa a frota. Durante os últimos sete anos, o grupamento possibilitou que a PCPR expandisse a sua atuação através do reforço aéreo, participando de operações exclusivas e programadas para cumprimento de mandados por todo o Paraná.
Fonte: Governo PR
Paraná
Porto de Paranaguá realiza primeira conexão do Moegão com terminal privado
O terminal da ALTP, consórcio formado pela Louis Dreyfus Company e pela Amaggi, responsável pelo PAR 25, é o primeiro a se conectar ao complexo Moegão, no Porto de Paranaguá. A operação foi realizada na manhã deste domingo (11) e exigiu o bloqueio da Avenida Portuária, além do envolvimento de dezenas de profissionais.
O Moegão é a maior obra pública do setor portuário em execução no Brasil e a maior do Paraná, com investimento de cerca de R$ 700 milhões. O projeto reúne características inéditas na engenharia ferroviária e portuária ao centralizar, em um único local, o recebimento de granéis vegetais transportados por trens para posterior embarque em navios.
“Estamos revolucionando o modo de receber as cargas que serão exportadas para o mundo todo”, afirma Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná. “O Moegão, aliado ao novo Píer em T e ao aumento do calado operacional, que permitirá a operação de navios ainda maiores, ampliará consideravelmente a competitividade do nosso porto”, destaca.
Para erguer a estrutura metálica de 55 metros de comprimento e cerca de 35 toneladas, foi necessário utilizar um superguindaste com capacidade para elevar até 600 toneladas a uma altura máxima de 48 metros. Dezenas de profissionais participaram da operação, que durou cerca de 2 horas.
A estrutura agora está conectada à galeria central do Moegão, que se estende por 1,7 quilômetro e abriga mais de 4 mil metros de correias transportadoras. As esteiras serão responsáveis por transportar os produtos descarregados dos vagões até os terminais.
Até outubro de 2027, os 11 terminais do Corredor de Exportação Leste do Porto de Paranaguá deverão integrar suas estruturas ao sistema.
ELEVAR O POTENCIAL – Quando entrar em funcionamento, o Moegão elevará o potencial de recebimento de grãos e farelos por ferrovia no Porto de Paranaguá, que poderá movimentar até 24 milhões de toneladas por ano. Atualmente, a capacidade de recebimento pelo modal ferroviário é de pouco mais de 5 milhões de toneladas. O ganho de eficiência operacional será de 63%.
A obra foi projetada para atender à ampliação da Ferroeste, que terá um de seus ramais partindo do Mato Grosso do Sul, e à reestruturação da Malha Sul.
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TRÊS LINHAS FÉRREAS – O complexo conta com três linhas férreas independentes e poderá receber até 180 vagões de uma só vez, com o esvaziamento simultâneo de três vagões em cada linha. A capacidade será de 900 vagões descarregados a cada 24 horas. Atualmente, são cerca de 550 por dia.
Atualmente, a recepção de grãos e farelos por ferrovia não é centralizada. Os vagões são direcionados aos terminais, o que exige manobras das composições. Essa operação, por vezes, interrompe o trânsito nas ruas da região portuária por mais de 40 minutos.
Com a centralização das operações e sem a necessidade de divisão das composições, o número de passagens de nível — pontos em que os trilhos cruzam as ruas — será reduzido de 16 para cinco. Com isso, a interrupção do trânsito ficará restrita ao tempo necessário para a passagem do trem, estimado, em média, entre 10 e 15
Fonte: Governo PR
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