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Escola estadual de Maringá se transforma em cenário de jogo online criado por alunos

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Cenário: Colégio Cívico Militar Duque de Caxias, em Maringá, no Noroeste do Paraná, em uma distópica era apocalíptica. Missão: defender a escola de um ataque zumbi, no qual o jogador ou o “salvador” precisa enfrentar uma série de obstáculos, entre eles, tremores de terra. Essa história “existe” e se passa no ambiente virtual, dentro de um jogo criado por um grupo de alunos do 8º ano do ensino fundamental da escola.

O projeto começou em setembro de 2023 e envolveu a reprodução de espaços da instituição, como salas de aula, pátio e corredores, no Roblox Estúdio, que possui ferramentas gratuitas para a criação de jogos e incentiva os usuários a desenvolverem as próprias criações de maneira simples e direta em computadores, aparelhos móveis e alguns modelos de videogames.

O jogo foi concebido pelos alunos Vitor Guilherme, Erick, Andrew e Leonel dentro de uma disciplina cada vez mais utilizada na rede estadual, que é o pensamento computacional, que vai chegar a 500 mil alunos do ensino médio em 2024 em duas aulas semanais. Segundo os garotos, que têm média de 13 anos, o objetivo era desenvolver um jogo que proporcionasse uma experiência imersiva dentro da escola. 

Tudo começou com o grupo fotografando as diferentes áreas da escola. As imagens serviram como referência para a reprodução no ambiente virtual, garantindo autenticidade e reconhecimento dos cenários. Depois foram incluídos os elementos narrativos similares a “Walking Dead”. O processo também envolveu diversas interações, nas quais o jogo foi sendo refinado, o que garantiu a melhoria contínua e correção de eventuais desafios encontrados durante a implementação. 

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O professor da disciplina de pensamento computacional se surpreendeu com o resultado. “Fiquei impressionado quando eles me mostraram como o jogo ia surgindo no ambiente virtual”, conta Felipe Magalhães de Aguiar. “Em sala de aula, sempre busquei promover a colaboração entre os alunos ao incentivar o trabalho em pares. O objetivo central era compreender algoritmos, dando ‘vida’ e movimento aos personagens, o que pode ter despertado um interesse ainda maior dos estudantes”. 

Segundo ele, as habilidades adquiridas na disciplina foram fundamentais para estruturar elementos do jogo. “Esse projeto evidencia o engajamento constante com a iniciativa”, afirma Felipe. “A criação do jogo na plataforma permitiu uma abordagem nova para a compreensão de conceitos complexos, transformando a aprendizagem em uma experiência dinâmica e motivadora”. 

Vitor Guilherme Cosmo Cabral, um dos criadores, diz que foi convidado pelos colegas para atuar como “construtor”. “Tenho um sonho de ser arquiteto, então, participar do processo de criação me fez gostar ainda mais de ser um construtor”, destaca. Ele também ressalta que o jogo ainda não está pronto e que não está aberto para quem quiser jogar. “Só os alunos da escola têm acesso”.

A mãe, Luana Cosmo da Silva Cabral, ressalta que a família percebeu desde cedo que Vitor tinha intimidade e curiosidade pela  tecnologia. “Ele gostava de explorar, montar pecinhas, e a gente sempre incentivou. Quando nos avisou que ia participar da criação do jogo, ficamos felizes e o resultado só demonstra que ele está no caminho certo”, complementa. 

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A diretora da instituição de ensino, Leila Carla Machado da Silva, conta da trajetória com orgulho. “Eles disseram que a proposta visava não apenas divertir, mas também educar, explorando conceitos dessa nova era e eu achei a ideia muito boa”, conta 

ROBLOX – Como em qualquer comunidade online, a plataforma Roblox possui milhões de jogadores em todo o mundo. A preocupação da escola e da rede estadual é assegurar aos estudantes o entendimento dos proveitos e riscos, tanto nas criações dos próprios usuários como nas conversas.

Como ela é construída e direcionada para crianças e adolescentes, no entanto, conta com mecanismos para manter usuários seguros, como a revisão de tudo o que é utilizado e dialogado. O sistema de mensagens possui filtros que bloqueiam palavras ofensivas em diversos idiomas, mesmo aquelas que não seguem a grafia padrão. A iniciativa da Secretaria de Estado da Educação é desenvolvida com orientação aos pais.

INDÚSTRIA – O pensamento computacional e os games estão dentro da estratégia da rede estadual de preparar alunos para novas profissões. Os games movimentaram US$ 188 bilhões em 2023, com mais de 3,3 bilhões de usuários. Esse mercado já ultrapassou o faturamento do cinema.

Fonte: Governo PR

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Família de paciente que recebeu polilaminina destaca estrutura e agilidade do Estado

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Os pais da jovem Ana Beatriz Cruz, que recebeu a aplicação da polilaminina no Hospital do Trabalhador, em Curitiba, entre a noite de terça-feira (16) e a madrugada desta quarta-feira (17), destacaram o apoio recebido do Governo do Estado durante o atendimento da filha na unidade hospitalar que é gerida pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e referência no atendimento de traumas.

Ana Beatriz está internada no Hospital do Trabalhador desde o último sábado (13), quando foi atingida por um galho de árvore enquanto passeava com a família em Curitiba. Ela deu entrada na unidade em estado gravíssimo, com risco iminente de morte.

A mãe, Vanessa Stubinski, contou que após o incidente, ficou em choque sem saber o que fazer. No primeiro momento, ligou para o ex-marido, que mora em São Paulo, em busca de apoio e também para ver se o plano de saúde de Ana cobriria o atendimento necessário. Mas não foi necessário, pois a jovem foi encaminhada ao Hospital do Trabalhador, com o atendimento realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). De imediato, Ana Beatriz passou por uma cirurgia.

“No sábado foi aquela sensação de achar que ela não ia conseguir sobreviver. Com fé, sabia que as coisas iriam acontecer. Eu fiquei desesperada e liguei para o pai dela, porque eu achava que não daria conta sozinha e também para ver a questão do plano de saúde. O plano de saúde dela nem atenderia aqui em Curitiba e não teríamos como levar para São Paulo e arcar com o custo que seria altíssimo”, explicou Vanessa. “Quando chegamos aqui, ela já foi encaminhada, atendida e em menos de 12 horas fez a cirurgia. Foi quando comecei a respirar aliviada, mas até que veio a constatação de que ela havia perdido o movimento das pernas”, completou.

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Após isso, os médicos do HT comentaram com a família sobre o tratamento com a polilaminina, a unidade, inclusive, realizou a primeira aplicação da proteína em Curitiba no mês de março. Os médicos deram o apoio para que a família fizesse contato com a equipe de pesquisadores e realizasse o trâmite junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que Ana Beatriz pudesse receber o tratamento experimental. A polilaminina é uma terapia experimental desenvolvida por pesquisadores brasileiros para o tratamento de lesões medulares agudas. Ela é desenvolvida a partir da laminina, proteína que já existe no corpo humano e é encontrada em grande quantidade na placenta. 

“O médico nos falou da proteína, que já havia sido aplicada aqui e que aqui era o melhor hospital para ela estar naquele momento na situação em que ela se encontrava. Tivemos o apoio do hospital e também o avião do Estado que foi buscar a equipe e a proteína. Achei incrível a prontidão em atender ela, fazer toda essa movimentação, a rapidez e eficiência no tempo hábil para aplicação da proteína. Só tenho a agradecer. Nossa expectativa está alta e a gente é muito grata ao hospital e ao Estado por ter prestado todo esse apoio para gente. Não ficamos desamparados em nenhum momento”, destacou Vanessa.

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A mesma opinião tem o pai de Ana Beatriz, Tiago Cruz, que falou de todo atendimento recebido pelo Estado e assistência de todos os profissionais do Hospital do Trabalhador. “Os médicos explicaram certinho todo o procedimento, tivemos toda a assistência do hospital. Fiquei surpreso de forma positiva. Só temos a agradecer todo o apoio e ao próprio governador Ratinho Junior que liberou a aeronave. Fico bem grato por essa agilidade e atendimento”, disse.

POLILAMININA – A polilaminina é uma terapia experimental desenvolvida por pesquisadores brasileiros para o tratamento de lesões medulares agudas. O procedimento integra o Programa de Acesso Expandido (Uso Compassivo), autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), enquanto seguem os estudos clínicos para avaliação da segurança e da eficácia da substância. No Brasil, 87 pacientes já receberam a proteína, sendo 17 no Paraná.

Fonte: Governo PR

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