Paraná
Com documentos centenários, Museu Penitenciário do Paraná reabre agendamento
O Museu Penitenciário do Paraná reabriu as portas para o público nesta semana. Parte da Polícia Penal e gerenciado pela Escola de Formação e Aperfeiçoamento Penitenciário (Espen), o espaço fica no Centro de Curitiba, na Rua Saldanha Marinho, tem acesso gratuito e está aberto de segunda a sexta-feira, das 09h às 14h. Ele oferece uma oportunidade para o cidadão conhecer todo o acervo que preserva a história do sistema prisional do Estado. As visitas são guiadas e o agendamento pode ser feito online ([email protected]) ou no telefone (41) 3234-3500.
Há registros da primeira penitenciária do Paraná, implantada em 1908, data que marca o início do sistema prisional do Estado. Desde as primeiras instalações até as unidades prisionais modernas, o Museu demonstra as transformações arquitetônicas, sociais e de segurança ao longo dos anos. Já os documentos históricos abarcam prontuários de apenados, registros farmacêuticos e de trabalhos, e normas que proporcionam uma compreensão das políticas e práticas adotadas ao longo do tempo.
Os visitantes também podem conferir uma coleção cuidadosamente restaurada de fotografias, artefatos e réplicas que narram a história do sistema penitenciário paranaense. O acervo histórico da Polícia Penal é composto por aproximadamente 20 mil prontuários, 83 livros de registro, entre outros documentos que somam mais de 600 mil declarações.
A diretora da Espen, Josiane Scremin, ressalta a importância do Museu Penitenciário não só para a preservação da história, mas também para a compreensão das questões sociais e políticas relacionadas ao sistema prisional. “O museu desempenha um papel crucial na preservação da memória coletiva, documentando a evolução do sistema ao longo do tempo”, destaca.
“Ele permite examinar os métodos das antigas punições, as condições de encarceramento e as histórias individuais dos apenados. Abrir o acesso para a comunidade possibilita o conhecimento das bases do sistema prisional do Paraná, minimizando, assim, preconceitos sociais tanto com o apenado quanto com o servidor penitenciário”, complementa.
Ela ainda conta que a jornada para reunir em único local um acervo histórico do sistema prisional teve início em 2004, com o objetivo de preservar a memória e servir como base de futuros estudos. A partir de 2013, a Espen assumiu a gerência do acervo, sendo o setor até hoje responsável pela manutenção, organização e recuperação dos itens.
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RECUPERAÇÃO DE DOCUMENTOS – A Espen também é responsável pela recuperação de registros documentais do sistema prisional. Há quatro anos, foi criado um canteiro de trabalho com pessoas em monitoração eletrônica que realizam o trabalho de higienização e restauração do acervo. No trabalho de recuperação de folhas atuam duas mulheres monitoradas, que foram treinadas pelo Museu Paranaense. É um processo lento, que requer procedimentos, cuidados e armazenamento específicos.
Segundo o responsável pelo acervo, Edevaldo Costacurta, dos cerca de 600 mil documentos, 25 mil folhas foram recuperadas nos últimos anos. “O museu é um espaço onde está exposto um fragmento cultural da nossa sociedade. Temos como propósito manter vivo esse período e mostrar a evolução, inclusive com a recente criação da Polícia Penal”, afirma.
Museu Penitenciário
Local: Rua Saldanha Marinho, 161 – Centro | Curitiba
Horário de visitação: das 09h às 14h
Agendamento: [email protected] / (41) 3234-3500
Fonte: Governo PR
Paraná
Em Paranaguá, Gaeco denuncia 15 pessoas por organização criminosa com atuação no Litoral, e quatro alvos, incluindo o líder foragido, tiveram prisão decretada
O núcleo de Paranaguá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia contra 15 pessoas por integrarem uma organização criminosa com atuação no Litoral do estado, voltada especificamente para o tráfico de drogas. A denúncia foi recebida pelo Judiciário e tramita na 1ª Vara Criminal da comarca. A partir de requerimento formulado pelo Gaeco, o Judiciário deferiu a decretação da prisão preventiva de quatro desses denunciados, que foram presos nos últimos dias.
Áudio do Promotor de Justiça Edson Ricardo Scolari Filho
Entre os denunciados que tiveram a prisão preventiva decretada, está o líder da organização criminosa, que figurava na lista dos criminosos mais procurados do Brasil. De acordo com os autos do procedimento investigatório, ele comandava o esquema ilícito a distância, emitindo ordens para seus subordinados em Paranaguá enquanto residia em outros estados, operando sob identidades falsas para fugir da Justiça. Ele foi preso recentemente pela Polícia Civil do Paraná no estado do Espírito Santo, onde usava documentos falsos.
As investigações demonstraram que as identidades falsas adotadas pelo líder foram criadas com o auxílio direto de uma então escrevente de um cartório no Maranhão, que também integra a lista dos 15 denunciados.
Além do líder da organização, os outros três alvos com mandados de prisão preventiva expedidos exerciam funções de alto escalão na estrutura ilícita, sendo responsáveis pela administração financeira, pela logística de armazenamento dos entorpecentes e pela supervisão de pontos de comercialização na cidade de Paranaguá.
Os envolvidos na ação penal responderão por diversos delitos, como constituição de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, falsificação de documento público, uso de documento falso e posse irregular de munição.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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