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Casa da memória audiovisual do Paraná, Museu da Imagem e do Som completa 55 anos

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O Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR) celebra 55 anos de existência nesta terça-feira, 6 de fevereiro. Com um dos maiores acervos da América Latina, o MIS-PR reúne diversos tipos de mídias que preservam e resgatam as memórias audiovisuais da história do Estado e de seu povo, integrando a coleção que ultrapassa três milhões de itens em fotografias, documentos, textos, vídeos e outros materiais audiovisuais.

Da visita do papa ao movimento Diretas Já em Curitiba, do fortalecimento da TV regional à popularização do VHS, da trilogia do “Poderoso Chefão” ao fomento do cinema local, as mudanças e acontecimentos que integraram os últimos 55 anos se conectam à produção cultural de fotografias, vídeos, músicas, filmes e outras mídias que guardam contextos e documentam a história.

A diretora do museu, Mirele Camargo, destaca a relevância da instituição e seu papel vital na preservação do patrimônio cultural estadual. “Ao longo de seus 55 anos, o MIS-PR tem sido um guardião de memórias, produções e narrativas que espelham a riqueza e a diversidade do Paraná e de sua população. É uma instituição que se adapta e persiste diante das mudanças ao longo das décadas, estabelecendo um espaço fundamental para a difusão da cultura paranaense”, destaca.

A secretária estadual da Cultura, Luciana Casagrande Pereira, enfatiza o papel do museu na preservação e na promoção da cultura audiovisual no Paraná ao longo do tempo. “Além da marca histórica, esta celebração representa um momento de reconhecimento pela contribuição do MIS-PR para a cultura do nosso Estado. Sua existência reafirma nosso compromisso de preservar e promover a cultura audiovisual paranaense para as futuras gerações”, complementa.

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ATRAÇÕES – Atualmente, o público pode visitar a mostra “Sinestesia do Objeto”, exposição de longa temporada com vitrolas, câmeras, rádios, televisores e outros objetos tridimensionais. A mostra traz à reflexão as conexões, experiências sensoriais e nostalgia carregadas pelas tecnologias, em conjunto à contribuição simbólica das mídias no dia a dia.

Em cartaz até 23 de fevereiro no MAC-PR Sede Adalice Araújo (Rua Ébano Pereira, 240, Centro – Curitiba), está disponível também a exposição “Lina Faria – Passando a Limpo”, que apresenta projetos da fotógrafa paranaense em diferentes espaços, explorando presídios, áreas rurais e urbanas. A mostra, realizada pelo MIS-PR, integra o projeto Memória Viva, que homenageia a trajetória de agentes culturais paranaenses ainda em vida.

TRAJETÓRIA Criado em 06 de fevereiro de 1969, pela Portaria 682/69, o MIS-PR foi inaugurado pelo ministro Tarso Dutra, o então governador Paulo Pimentel e Cândido Martins de Oliveira, na época secretário da Cultura. É o segundo Museu da Imagem e do Som mais antigo do País, atrás somente do MIS-RJ.

Desde sua criação e até 1989, o MIS-PR passou por várias mudanças de sede. Funcionou inicialmente numa sala no terceiro andar da Biblioteca Pública do Paraná, de 1969 a 1972, quando ganhou autonomia e espaço físico próprio no prédio da Secretaria de Estado da Cultura.

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Em 1974 foram inauguradas suas instalações em sala anexa ao Museu de Arte Contemporânea. De 1981 a 1984 ficou desativado, com acervo encaixotado e dispersado, parte na sede antiga, parte na Secretaria da Cultura, com o mobiliário em outro espaço. Em 1984 foi reaberto na sede da Rua XV de Novembro. Posteriormente, em 1986, o MIS-PR foi transferido para a Rua Martim Afonso.

Em 1989, o museu mudou-se para o Palácio da Liberdade, antigo Palácio do Governo na Rua Barão do Rio Branco, que passou a ser a sede definitiva do museu quando. Em 2002, o governo federal transferiu a propriedade do imóvel para o Estado com a finalidade específica de abrigar o museu.

Em 2003, o prédio passou por obras de reforma estrutural e restauro para garantir a integridade do acervo. Por esse motivo, a equipe técnica e o acervo foram transferidos para um espaço alternativo no bairro Santa Cândida. As obras começaram em 2012 e foram entregues em 2014. No ano seguinte, equipe e acervo retornam a casa. No dia 13 de abril de 2016, o MIS-PR foi reinaugurado em sua sede oficial, no Palácio da Liberdade.

MIS 55 ANOS

“Lina Faria – Passando a Limpo” é uma das exposições em cartaz. Foto: Kraw Penas/SECC

EXPANSÃO Anunciada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, a expansão dos espaços físicos do museu no Palácio da Liberdade prossegue de forma gradual. O terreno em torno do prédio histórico tombado e sede do MIS-PR estava ocupado pela Polícia Civil. Em fevereiro de 2023 a Secretaria estadual da Segurança Pública desocupou o Centro de Triagem, realocando a população carcerária para outras unidades. Com a conclusão do processo de expansão, os espaços devolvidos ao MIS-PR, adicionaram 4 mil metros quadrados à área da instituição.

A ampliação de um espaço cultural no coração de Curitiba é uma importante conquista, que promove e resgata a movimentação da região central da Capital, a torna mais segura, ressignificando o espaço com cultura. “Estamos comprometidos em continuar preservando e promovendo a cultura paranaense por muitos anos ainda. Os 55 anos do MIS-PR são apenas o começo de uma jornada que esperamos que seja longa e produtiva, sempre em busca de novas formas de envolver e engajar nosso público, tanto presencialmente quanto online”, afirma Mirele.

Museu da Imagem e do Som do Paraná

Horário de funcionamento:

Terça a sexta-feira: das 10h às 19h

Sábados e domingos: das 10h às 18h

www.mis.pr.gov.br

Fonte: Governo PR

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MPPR expede recomendação administrativa para conter atropelamento de animais silvestres em rodovias de Londrina e cobra medidas do Município e do DER-PR

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O Ministério Público do Paraná, por meio da 20ª Promotoria de Justiça de Londrina, no Norte Central do estado, emitiu recomendação administrativa cobrando ações efetivas para cessar a mortandade de animais silvestres nas rodovias LA-003, conhecida como Mábio Gonçalves Palhano, e PR-538. Os trechos afetados margeiam o Parque Estadual Mata dos Godoy. O documento foi direcionado ao Município de Londrina, ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) e ao Instituto Água e Terra (IAT).

A medida é desdobramento de procedimento administrativo instaurado em 2022 pela Promotoria de Justiça. Um levantamento técnico apontou que, entre março de 2018 e janeiro de 2019, foram registrados 337 animais atropelados de 57 espécies diferentes naquelas vias e em outras rodovias da região. O estudo identificou seis pontos críticos de atropelamento, com medidas mitigatórias validadas pelo IAT.

Biodiversidade – A área é reconhecida pelo Ministério do Meio Ambiente como prioritária para a conservação da biodiversidade e abriga espécies ameaçadas de extinção. Entre os animais em risco, estão a anta, classificada como criticamente em perigo no estado do Paraná, e a onça-parda, classificada como vulnerável. Levantamentos recentes confirmaram a letalidade contínua nos trechos, com 18 animais atropelados entre novembro e dezembro de 2025, além da constatação de desgaste na sinalização existente em vistoria realizada em março de 2026.

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Além do dano ambiental, os atropelamentos representam risco à segurança dos motoristas. Dados do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual registraram 258 acidentes por atropelamento de animais em 2019 e 283 ocorrências em 2020, resultando em vítimas fatais e feridas.

Medidas – Entre as solicitações feitas ao Município de Londrina, estão o reforço da sinalização, a implantação de mecanismos permanentes de redução de velocidade e a elaboração de projeto executivo para a construção de passagem segura de fauna sobre o Ribeirão Três Bocas. Ao DER-PR, foi recomendada a redução da velocidade máxima de 60 km/h para 40 km/h nos trechos que cruzam o núcleo do parque, a instalação de radares fixos eletrônicos e a implantação de passagens de fauna e cercas direcionadoras. Por sua vez, o IAT deverá fiscalizar o cumprimento das medidas e analisar os projetos apresentados em até 30 dias.

Os destinatários têm 30 dias para responder por escrito sobre o acatamento da recomendação e devem apresentar cronogramas que prevejam a conclusão das obras em prazo não superior a 12 meses. O descumprimento poderá levar à adoção de medidas judiciais, com responsabilização civil por dano ambiental.

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Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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