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Patos de Minas vai receber investimento de R$ 150 milhões

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A cidade de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, foi escolhida pela empresa Agro Amazônia para sediar sua primeira indústria de beneficiamento de sementes. Os investimentos da gigante do varejo agropecuário são da ordem de R$ 150 milhões.

Quando estiver pronta, a indústria vai gerar 30 empregos diretos e 150 indiretos. A capacidade total de produção será de 1 milhão de sacas de sojas beneficiadas por ano. Minas Gerais é considerado um estado estratégico para os negócios da companhia, controlada pela japonesa Sumitomo Corporation.

Este não é o primeiro investimento da Agro Amazônia no Estado. Há cerca de um ano, a empresa adquiriu a Nativa Agronegócios, empresa também da região do Triângulo Mineiro do ramo varejista de defensivos agrícolas, sementes e fertilizantes.

“Como indústria, nós escolhemos a região de Patos para fazer o segundo investimento dentro de Minas Gerais, que é o parque industrial de sementes que a gente quer estabelecer aí para nosso projeto de suprimento de sementes para os agricultores do Cerrado”, declara o diretor de Sementes da Agro Amazônia, Viumar Joenck.

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A localização do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba é considerada muito favorável para o processo de produção de sementes por sua altitude elevada e condição climática. A Agro Amazônia compra sementes da região há pelo menos 15 anos.

“Na nossa visão, está entre as melhores regiões para produção de sementes do Brasil. Nós escolhemos Patos em função disso. São características ambientais muito favoráveis para a produção de sementes, que é o nosso foco, nosso objetivo dentro desse projeto”, completa Joenck.

O diretor revela que a empresa está com um projeto de expansão, juntamente à Nativa Agronegócios, para uma cobertura das áreas de produção agrícola no Estado. A depender do desempenho da nova indústria em Patos de Minas, é possível que novos investimentos sejam feitos.

“Os resultados sendo positivos dentro daquilo que está sendo projetado, é possível no futuro a gente verificar a possibilidade de ampliar o investimento, dentro da própria estrutura ou em um novo projeto dentro de Minas Gerais”, declara Joenck.

Fonte: Pensar Agro

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Safra 2025/26: produtividade no Norte e Nordeste será decisiva diante de margens apertadas e clima desafiador

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O agronegócio brasileiro inicia o planejamento da safra 2025/26 sob um cenário de maior pressão sobre a produtividade, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Com margens mais estreitas, clima incerto e desafios logísticos, produtores devem intensificar o uso de tecnologia para sustentar os resultados no campo.

A estimativa inicial aponta para uma produção de 339,8 milhões de toneladas de grãos no Brasil, recuo de 1,8% em relação ao ciclo anterior — o equivalente a uma redução de 6,3 milhões de toneladas. O cenário reforça a necessidade de estratégias que ampliem a eficiência produtiva.

Sementes de alta qualidade ganham protagonismo

Entre os principais fatores para garantir desempenho nas lavouras, o uso de sementes com alto vigor e elevado potencial genético se destaca como decisivo. Estudos do Ministério da Agricultura indicam que sementes de alta qualidade podem elevar a produtividade da soja entre 10% e 15%.

Esses ganhos estão diretamente ligados a características como:

  • Maior taxa de germinação
  • Melhor estabelecimento inicial da lavoura
  • Maior resistência a pragas e estresses climáticos

Nesse contexto, o Tratamento de Sementes Industrial (TSI) se consolida como uma ferramenta estratégica para proteger o potencial produtivo desde o início do ciclo.

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Norte e Nordeste ampliam relevância na produção nacional

Dados do IBGE mostram que a produção de grãos nas regiões Norte e Nordeste alcançou cerca de 50 milhões de toneladas em 2025, o que representa aproximadamente 16% do total nacional.

No mesmo período, o Brasil registrou safra recorde de 346,1 milhões de toneladas — mais que o dobro do volume colhido em 2012. Esse avanço ocorreu mesmo com crescimento mais moderado da área plantada, evidenciando o papel central da produtividade.

Tecnologia e portfólio adaptado impulsionam desempenho

Empresas do setor vêm ampliando investimentos em inovação e desenvolvimento de cultivares adaptadas às condições regionais. A Boa Safra, por exemplo, disponibiliza um portfólio com variedades específicas para o Norte e Nordeste, incluindo dezenas de opções de soja, trigo e híbridos adaptados.

As sementes passam por rigorosos processos de controle de qualidade, como:

  • Testes de germinação e vigor
  • Avaliação de emergência em campo
  • Análises com uso de inteligência artificial

Os resultados indicam índices médios de 89% de vigor e 94% de germinação, patamares considerados elevados pelo mercado.

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Estrutura de armazenagem se torna diferencial competitivo

Além da qualidade genética, a infraestrutura de armazenagem também ganha importância nas decisões dos produtores. Ambientes com controle de temperatura e umidade são fundamentais para preservar o desempenho das sementes até o plantio.

A Boa Safra mantém mais de 123 mil metros quadrados de armazéns refrigerados no país, com unidades estratégicas no Norte e Nordeste, garantindo conservação adequada e proximidade com o produtor.

Eficiência será determinante na próxima safra

Diante de um cenário marcado por:

  • Custos elevados
  • Preços voláteis
  • Riscos climáticos

a busca por eficiência deve pautar as decisões no campo. O investimento em insumos de maior qualidade deixa de ser diferencial e passa a ser condição essencial para manter a rentabilidade.

Perspectiva para o produtor

A safra 2025/26 deve exigir maior planejamento e precisão técnica, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, onde os desafios são mais intensos.

O uso de sementes de alto desempenho, aliado a boas práticas de manejo e infraestrutura adequada, tende a ser o principal caminho para sustentar a produtividade e garantir resultados positivos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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