Agro
Algodão: Minas Gerais alcançou maior produtividade do País
Produtores de algodão em Minas Gerais conquistaram a maior produtividade do país durante a safra 2022/23, de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa).
Durante a safra 2022/2023, o rendimento alcançou uma média de 2.045 kg por hectare. Esse marco, é atribuído às iniciativas de fomento à cotonicultura mineira realizadas pelo Programa Mineiro de Estímulo à Cultura do Algodão (Proalminas).
O superintendente de inovação e economia agropecuária da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Feliciano Nogueira de Oliveira, alerta para a possibilidade de o fenômeno climático ‘El Niño’, com atraso na chegada das chuvas e ondas de altas temperaturas, impactar negativamente a produção e produtividade do algodão no estado.
As regiões primárias de cultivo de algodão em Minas, localizadas no Alto Paranaíba, Triângulo Mineiro, Noroeste e Norte do estado, enfrentam aproximadamente 26 mil hectares destinados ao cultivo de algodão, com participação de cerca de 140 produtores. No entanto, fenômenos climáticos, como o período prolongado de seca, afetaram áreas específicas, como o município de Catuti, ao norte do estado.
José Tibúrcio Carvalho Filho, produtor e gerente técnico da Cooperativa dos Produtores Rurais de Catuti, revela que a área plantada na safra 2023/24 permanecerá praticamente estável em 250 hectares devido a desafios climáticos. Ele destaca a dependência de um projeto em desenvolvimento, envolvendo uma colheitadeira de duas linhas para atender áreas menores de plantio, e a construção de uma nova unidade de beneficiamento de algodão em Catuti.
Fonte: Pensar Agro
Agro
Preço do boi gordo perde força antes do Dia das Mães e mercado aponta acomodação da arroba
O mercado físico do boi gordo encerrou a semana em ritmo mais lento e com sinais de acomodação nos preços, mesmo diante da proximidade do Dia das Mães, uma das datas mais importantes para o consumo de carnes no Brasil. O cenário reflete uma combinação de demanda doméstica moderada, maior competitividade das proteínas concorrentes e cautela das indústrias frigoríficas nas compras de animais para abate.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, frigoríficos de estados como São Paulo, Goiás e Minas Gerais tentaram alongar escalas de abate com ofertas em patamares mais baixos. Em contrapartida, em Mato Grosso houve encurtamento das escalas, levando parte da indústria local a reajustar preços para garantir abastecimento.
Mercado acompanha limite da cota chinesa
Além do comportamento do consumo interno, o setor pecuário monitora com atenção a evolução da cota de exportação de carne bovina para a China. A expectativa é de que o limite atual seja atingido em meados de junho, o que aumenta as incertezas sobre o ritmo dos embarques brasileiros durante o terceiro trimestre de 2026.
A China segue como principal destino da carne bovina brasileira e qualquer alteração no fluxo de exportações tende a impactar diretamente a formação de preços da arroba no mercado doméstico.
Preço da arroba do boi gordo por estado
Na modalidade a prazo, os preços da arroba do boi gordo apresentaram estabilidade na maior parte das praças pecuárias monitoradas até o dia 7 de maio:
- São Paulo (Capital): R$ 350,00 por arroba, queda de 2,78% frente aos R$ 360,00 da semana anterior;
- Goiás (Goiânia): R$ 340,00 por arroba, recuo de 1,45%;
- Minas Gerais (Uberaba): R$ 340,00 por arroba, estável;
- Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 350,00 por arroba, sem alterações;
- Mato Grosso (Cuiabá): R$ 360,00 por arroba, estável;
- Rondônia (Vilhena): R$ 330,00 por arroba, sem mudanças em relação ao mês anterior.
Carne bovina perde competitividade no atacado
No mercado atacadista, os preços também apresentaram acomodação, mesmo em um período tradicionalmente favorável ao consumo, impulsionado pela entrada dos salários e pelas compras relacionadas ao Dia das Mães.
Segundo Iglesias, os atuais níveis de preços da carne bovina limitam novas altas mais intensas, já que parte da população encontra dificuldade para absorver reajustes adicionais no varejo.
A carne bovina continua perdendo competitividade frente às proteínas mais acessíveis, principalmente a carne de frango, que segue ganhando espaço no consumo doméstico.
Os cortes bovinos registraram os seguintes preços médios na semana:
- Quarto do dianteiro: R$ 23,00 por quilo, queda de 2,13%;
- Cortes do traseiro: R$ 28,00 por quilo, recuo de 1,75%.
Exportações de carne bovina seguem fortes em abril
Apesar da acomodação do mercado interno, as exportações brasileiras de carne bovina seguem em ritmo robusto.
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 251,944 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada em abril, considerando 20 dias úteis.
A receita obtida pelo país somou US$ 1,572 bilhão, com média diária de US$ 78,625 milhões. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 6.241,50.
Na comparação com abril de 2025, os números mostram:
- Alta de 29,4% na receita média diária;
- Crescimento de 4,3% no volume médio diário embarcado;
- Avanço de 24,1% no preço médio da tonelada.
O desempenho das exportações segue sendo um dos principais fatores de sustentação para o setor pecuário brasileiro, especialmente em um momento de maior cautela no consumo doméstico.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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