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Ministério Público do Paraná apresenta balanço da atuação institucional em todo o estado durante o ano de 2023

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O Ministério Público do Paraná encerra o ano de 2023 com a contabilidade dos resultados de sua atuação institucional, assim também oportunizando à população dados acerca das atividades executadas durante o ano em relação à defesa dos direitos e garantias constitucionais reservados à sociedade paranaense. Balanço da atuação de promotoras e promotores de Justiça nos últimos 12 meses aponta para um total de 4.095.937 de atuações finalísticas no âmbito cível e criminal, considerando os trabalhos na esfera judicial e extrajudicial.

“O encerramento de mais um ano de trabalho nos permite avaliar e concluir como a atuação de nossos valorosos agentes ministeriais, em cada uma das comarcas do Paraná, transforma, positiva e cotidianamente, a vida dos paranaenses. E é a essa população, desde os grandes centros até os mais longínquos rincões de nosso estado, a quem devemos prestar contas e nos colocarmos, cada vez mais, à disposição, para a luta pelos direitos e garantias que nossa Carta Constitucional os assegurou”, comentou o procurador-geral de Justiça Gilberto Giacoia ao comemorar os números.

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Os números se referem aos meses de dezembro de 2022 a novembro de 2023 – o levantamento anual consolidado é finalizado logo após o encerramento do ano. Os dados são públicos e estão disponíveis no Portal da Transparência da instituição.

Balanço – Na esfera extrajudicial, foram expedidas 1.444 recomendações administrativas relacionadas às diversas áreas de atuação ministerial, sendo os temas dos direitos de crianças e adolescentes e da saúde os mais recorrentes. Foram celebrados 479 termos de ajustamento de conduta, sendo o meio ambiente a principal área relacionada (271). No mesmo período, o MPPR ainda firmou 4.547 acordos de não persecução penal e 211 acordos de não persecução cível, modalidades jurídicas alternativas à judicialização de casos que buscam conferir maior celeridade e resolutividade na reparação de danos causados pelos responsáveis pelos ilícitos apurados.

Por sua vez, no âmbito judicial, foram propostas 11.474 ações civis, que trataram, em sua maioria, de questões ligadas às áreas da infância e juventude, do direito à saúde e de medidas protetivas. Quanto à atuação no campo criminal, o trabalho das Promotorias de Justiça somou 82.814 denúncias oferecidas ao Judiciário, com destaque para a área da proteção ao patrimônio público, que somou a maior parte das ações penais (16.078).

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Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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Ministério Público do Paraná emite recomendação administrativa ao Município de Arapongas para regularização de cessão de túmulos no Cemitério Municipal

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O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa ao prefeito do município de Arapongas, no Norte Central do estado, para que sejam adotadas providências para sanar irregularidades identificadas na concessão e transferência de terrenos no Cemitério Municipal. A medida administrativa, encaminhada no dia 15 de setembro último pela 1ª Promotoria de Justiça de Arapongas, decorre de apuração conduzida no âmbito de inquérito civil, que ainda está em trâmite, sobre um possível esquema de comercialização clandestina e transferências irregulares de titularidade de túmulos.

Áudio da promotora de Justiça Flávia Simon Fagundes dos Santos 

As investigações apontam até o momento que as transferências de titularidade dos terrenos estariam sendo feitas em desacordo com a legislação municipal. Por se tratar de bens públicos de uso especial, os terrenos em cemitérios municipais possuem regras específicas de concessão e a legislação municipal (Decreto Municipal 338/04) proíbe expressamente a negociação comercial de jazigos entre terceiros, admitindo a transferência apenas entre parentes consanguíneos ou afins até o terceiro grau e mediante prévia autorização administrativa. Nos casos de desinteresse na manutenção do espaço, o imóvel deve retornar ao município.

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Possíveis crimes – Ao emitir a recomendação, a Promotoria de Justiça sustenta que ficou demonstrado “o descumprimento contumaz da legislação municipal, com a reiterada validação administrativa de transferências fundadas em meras declarações de parentesco, sem a devida conferência documental, viabilizando a apropriação e negociação privada do espaço público”. Além disso, teria sido revelado, ainda, um possível modus operandi que consiste na participação direta de servidores públicos nas negociações, mediante fraude documental e laudos forjados de abandono de sepulturas, inclusive com captação de vantagem financeira indevida depositada em contas de intermediários. Os fatos também são objeto de apuração de um inquérito policial em trâmite na Divisão Estadual de Combate à Corrupção (Deccor).

Correções – Como medidas a serem adotadas para que sejam corrigidas as ilegalidades, a Promotoria de Justiça aponta que deve ser cessado, imediatamente, toda e qualquer autorização ou validação de transferência de terrenos sem a comprovação documental de parentesco até o 3º grau. Além disso, é recomendada a instituição, em até 30 dias, de um novo fluxo administrativo de controle rigoroso dos pedidos de transferência, que deverá ser realizada por servidores efetivos e estáveis diversos daqueles atualmente lotados na administração direta do Cemitério Municipal, garantindo a divisão de funções e a transparência do processo.

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Foi concedido prazo de 15 dias para a Administração Municipal informar ao Ministério Público sobre o acatamento da recomendação administrativa e as providências adotadas, podendo o não atendimento resultar na adoção de eventuais medidas judiciais, como a proposição de ação civil pública para responsabilização dos gestores envolvidos.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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