Agro
Sem acordo: CNA diz que União Europeia quer asfixiar o agronegócio brasileiro
O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, fez declarações contundentes em relação às negociações entre o Mercosul e a União Europeia (UE).
Para ele a UE quer “asfixiar” o agronegócio brasileiro. “As exigências feitas pela UE ao Mercosul evidenciam um desejo de que “sejamos submissos”.
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Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na noite desta sexta-feira (08.12), que um dos motivos para o impasse no acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul teve a ver com o tema de compras governamentais, que o bloco europeu pretende que seja flexibilizado.
“É por isso que nós não fizemos acordo com a União Europeia, porque a gente não quer ceder em compras governamentais. Compras governamentais é uma coisa pra gente atender os interesses do governo, do fortalecimento da indústria e fazer com que as nossas micro, pequenas e médias empresas cresçam. É por isso que nós vamos voltar a colocar componente nacional, vamos voltar a fazer navio e vamos exigir, pelo menos, 65% de conteúdo nacional nas coisas fabricadas, para gerar emprego aqui dentro”.
O acordo UE-Mercosul vem sendo gestado há mais de 20 anos, sem solução. Em 2019 chegou a haver uma tentativa de conclusão, mas nem todos os pontos foram pactuados e fracassou (como agora).
A dificuldade é porque o tratado precisa ser aprovado pelos parlamentos e governos nacionais dos 31 países envolvidos.
Fonte: Pensar Agro
Agro
Mercado do boi gordo sinaliza estabilidade com escalas de abate mais confortáveis
O mercado físico do boi gordo apresentou sinais de acomodação ao longo da semana, refletindo mudanças sutis na demanda e maior conforto nas escalas de abate por parte dos frigoríficos.
De acordo com análise da Safras & Mercado, as indústrias passaram a operar com menor urgência na aquisição de animais, enquanto algumas unidades optaram por se ausentar temporariamente das compras, avaliando estratégias para o curtíssimo prazo.
Escalas de abate mais longas reduzem pressão de compra
Segundo o analista Fernando Iglesias, o alongamento das escalas de abate tem contribuído para um ambiente mais equilibrado entre oferta e demanda.
Além disso, a evolução da cota chinesa segue como fator determinante para o comportamento do mercado ao longo de 2026. A possível saturação dessa demanda pode pressionar os preços, especialmente a partir de maio e ao longo do terceiro trimestre.
China amplia rigor sanitário nas importações
No campo regulatório, a China tem reforçado as exigências sanitárias para importação de carne bovina brasileira. Recentemente, houve a suspensão das compras de um frigorífico nacional após a identificação de traços de acetato de medroxiprogesterona, substância veterinária proibida no país asiático.
O movimento reforça a necessidade de atenção aos padrões internacionais, especialmente em um mercado que exerce forte influência sobre as exportações brasileiras.
Preços do boi gordo por praça pecuária
Na modalidade a prazo, os preços da arroba do boi gordo apresentaram leve variação entre as principais praças produtoras até 16 de abril:
- São Paulo (Capital): R$ 370,00/@ – estável
- Goiás (Goiânia): R$ 360,00/@ – alta de 1,41%
- Minas Gerais (Uberaba): R$ 355,00/@ – alta de 1,43%
- Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 360,00/@ – estável
- Mato Grosso (Cuiabá): R$ 365,00/@ – alta de 1,39%
- Rondônia (Vilhena): R$ 335,00/@ – alta de 1,52%
Atacado registra leve alta nos preços da carne
No mercado atacadista, os preços da carne bovina apresentaram leve valorização, impulsionados pela boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês.
O quarto do dianteiro foi negociado a R$ 23,00 por quilo, alta de 2,22% em relação à semana anterior. Já os cortes do traseiro foram cotados a R$ 28,00 por quilo, avanço de 1,82%.
Apesar disso, o potencial de alta é limitado pela menor competitividade da carne bovina frente a proteínas mais acessíveis, como a carne de frango. O cenário de renda mais restrita das famílias também influencia o padrão de consumo.
Exportações de carne bovina seguem em alta
As exportações brasileiras de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada seguem aquecidas em abril.
Até o momento (considerando sete dias úteis), o país registrou:
- Receita total de US$ 591,244 milhões
- Média diária de US$ 84,463 milhões
- Volume exportado de 97,264 mil toneladas
- Média diária de 13,895 mil toneladas
- Preço médio de US$ 6.078,70 por tonelada
Na comparação com abril de 2025, houve crescimento expressivo nos indicadores:
- Alta de 39% no valor médio diário exportado
- Aumento de 15,1% no volume médio diário
- Valorização de 20,8% no preço médio
Perspectivas para o mercado do boi
O mercado do boi gordo deve seguir atento à dinâmica das exportações, especialmente à demanda chinesa, além do comportamento do consumo interno.
A combinação entre escalas de abate mais confortáveis, demanda externa e competitividade das proteínas será determinante para a formação dos preços no curto e médio prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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