Paraná
Municípios aprovam prorrogação de contratos com a Sanepar até 2048
Prefeitos e representantes de prefeituras aprovaram nesta terça-feira (10) a prorrogação dos contratos dos seus municípios com a Companhia de Saneamento do Paraná, a Sanepar, até 2048. O acordo aconteceu durante a 6ª Assembleia Geral Extraordinária das Microrregiões de Saneamento e Esgotamento Sanitário, uma das agendas do Fórum Estadual “A Cidade e o Saneamento – Fundo Municipal de Saneamento”, realizado no Canal da Música, em Curitiba.
O evento, organizado pela Secretaria das Cidades e Serviço Social Autônomo Paranacidade, contou com a presença do vice-governador Darci Piana e do secretário das Cidades, Eduardo Pimentel, além de prefeitos, secretários municipais e técnicos das prefeituras.
A decisão foi tomada por 200 representantes municipais que participaram presencialmente do evento e outros 50 que acompanharam o encontro via internet. Apenas quatro municípios votaram contra a proposição.
Para Piana, o ritmo das ações da Sanepar na melhoria do abastecimento de água e dos serviços de coleta e tratamento de esgotos no Paraná, além do trabalho conjunto das lideranças políticas, auxiliou na conclusão, que será benéfica ao Paraná. “Temos aqui uma tranquilidade política, que une forças a favor do povo. Todos ajudam. Os deputados, os secretários de Estado, os deputados, os prefeitos e as prefeitas, os vereadores. O Paraná seguirá como exemplo de bom saneamento e sustentabilidade”, afirmou.
De acordo com o secretário das Cidades, Eduardo Pimentel, o processo para a implantação das Microrregiões coloca o Paraná na liderança do trabalho necessário ao cumprimento do Novo Marco Legal do Saneamento. Ele destacou, ainda, a orientação do governador Ratinho Junior para que, no Paraná, o cumprimento das metas sejam antecipadas em cinco anos, de 2033 para 2028.
“O Novo Marco define a universalização do acesso à água a 99% da população e à coleta e ao tratamento de esgoto a 90%. Mas estamos trabalhando de maneira muito organizada para melhorar esse tempo”, disse.
Segundo a secretária-geral das Microrregiões, Marcia de Amorim, a decisão de alinhar a vigência dos contratos com a Sanepar até 2048 irá gerar benefícios à população. “A extensão cria condições para a possibilidade de modicidade tarifária, além da atração de investimentos no setor”, complementou.
De acordo com o presidente da Sanepar, Claudio Stabile, a participação dos prefeitos é fundamental para que o Paraná cumpra e antecipe as metas do Marco do Saneamento. Ele adiantou que a Sanepar investirá cerca de R$ 10,7 bilhões nos municípios até 2027, o que garantirá ao Estado cumprir as exigências antes do prazo estabelecido. Ele também apresentou o modelo de PPP em andamento no setor.
“O investimento para 2024 será de R$ 2,5 bilhões. Hoje, atingimos cerca de 80% da coleta de esgoto e o Paraná é o único Estado do Brasil que trata 100% de tudo o que coleta”, garantiu.
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ODS – O Fórum também teve a assinatura, pela prefeita de Floraí, Edna Contin, como representantes dos municípios, de um Termo de Compromisso para a aplicação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável propostos pela Organização das Nações Unidas na gestão e na criação de políticas públicas dos municípios. Agora a totalidade dos municípios paranaenses é signatária da proposta, conduzida em nível estadual pelo Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social (Cedes).
CAPACITAÇÃO – A programação teve também as apresentações por técnicos da Agepar sobre a importância da implantação, nos municípios, dos Fundos Municipais de Saneamento; e por técnicos da Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia (Fundace) dos Planos Regionais de Saneamento.
A Secretaria da Cidade e suas instituições vinculadas (Serviço Social Autônomo Paranacidade, Agência de Assuntos Metropolitanos e Cohapar) completaram a programação com apresentações institucionais e das ações que realizam voltadas para a promoção do desenvolvimento urbano e da melhoria da qualidade de vida nos municípios.
Outro momento emblemático foi a palestra do relator especial das Nações Unidas para os Direitos Humanos sobre a Água e o Saneamento, Léo Heller. Ele defendeu o tratamento de água e de esgoto como um dos direitos essenciais e fundamentais do ser humano.
O especialista ressaltou o artigo 25 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que afirma que toda pessoa tem direito a um nível de vida digno, que garanta a saúde e o bem-estar de si e de sua família.
“Esse direito inclui o acesso à alimentação, vestuário, habitação, assistência médica, serviços sociais e segurança social. O que significa que está implícito o direito à água e condições de saneamento, uma vez que esse direito também protege as pessoas em situações de vulnerabilidade, como desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou perda dos meios de subsistência”, explicou.
O especialista também lembrou da Agenda 2030, da ONU, que, no seu objetivo de número 6 fala em “assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todas e todos”. Para Heller, o objetivo corrobora a visão de que o acesso à água e esgotamento é essencial.
PRESENÇAS – Também participaram do evento os secretários da Saúde, Beto Preto, do Turismo, Márcio Nunes, da Indústria, Comércio e Serviços, Ricardo Barros, da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponte, e da Justiça e Cidadania, Santin Roveda; o diretor-presidente da Agepar, Reinhold Stephanes; o presidente da Associação dos Municípios do Paraná, Edimar Santos; o superintendente-geral de Articulação do Governo do Paraná, Júnior Weiller; a superintendente do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social, Keli Guimarães; os deputados estaduais Artagão Júnior, Nelson Justus, Luis Corti e Batatinha.
Fonte: Governo PR
Paraná
Vereador de Curitiba denunciado pelo Ministério Público do Paraná por “rachadinha” é afastado do cargo por decisão judicial
Em resposta a pedido feito pelo Ministério Público do Paraná, a 7ª Vara Criminal de Curitiba determinou nesta quinta-feira, 13 de agosto, o afastamento cautelar do cargo público, pelo prazo de 90 dias, de um vereador de Curitiba denunciado pelo Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) pela prática de “rachadinha”. Investigações apontaram que ele teria exigido de uma assessora comissionada de seu gabinete, entre novembro de 2025 e abril deste ano, o repasse mensal de R$ 5 mil, sob pena de demissão.
Além do afastamento do cargo, o parlamentar também fica impedido por força da decisão judicial de manter qualquer contato, de forma direta ou indireta, com as demais pessoas envolvidas nas investigações e de frequentar as dependências da Câmara Municipal.
A denúncia, oferecida em junho deste ano, aponta o crime de concussão cometido por cinco vezes ‒ com pena prevista de reclusão de 2 a 12 anos e multa (artigo 316 do Código Penal) ‒ em concurso material (com acumulação das penas para cada delito). O MPPR pede também que seja decretada a perda do cargo público e o pagamento de ao menos R$ 25 mil à vítima, em reparação pelos danos a ela causados, e de no mínimo R$ 50 mil a título de dano moral coletivo.
Processo 0007515-54.2026.8.16.0196
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Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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