Paraná
Casa da Advocacia Criminal entra em funcionamento no Complexo de Piraquara
A Polícia Penal do Paraná (PPPR) e a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Paraná (OAB-PR) reabriram nesta terça-feira (26) a Casa da Advocacia Criminal, localizada no Complexo Penitenciário de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, que possui oito unidades penais e abriga aproximadamente 7 mil pessoas privadas de liberdade.
A sala da OAB já havia sido inaugurada, mas por conta da pandemia de Covid-19 não chegou a entrar em operação. Agora, após melhorias e modificações, a estrutura entra em funcionamento para auxiliar os profissionais da advocacia.
O espaço possui computadores, acesso à internet, impressoras, recepção, sala de reuniões, banheiro e copa, podendo servir como acomodação de trabalho a advogados que vêm de outros locais para atender detentos custodiados nas unidades.
“Reabrir essa casa é importante para a execução penal. Existem situações pontuais para utilização de computadores, e a Casa de Advocacia Criminal dará esse suporte aos advogados. Este espaço promove dignidade, além de facilitar a comunicação do advogado com seu cliente”, destaca o diretor adjunto da Polícia Penal do Paraná, Maurício Ferracini.
“A inauguração e a reabertura da Casa da Advocacia Criminal são reflexos da comunhão de esforços entre a Ordem dos Advogados do Brasil e a Polícia Penal do Paraná, que trabalharam de forma incansável e, em parceria, para atender uma reivindicação antiga da advocacia. Trata-se de uma grande conquista”, acrescenta o presidente da Comissão de Defesa das Prerrogativas Profissionais da OAB-PR, Ygor Nasser Salah Salmen.
O imóvel, que pertence ao Departamento de Polícia Penal, foi cedido à OAB-PR, que providenciou a reforma completa e mão de obra especializada para os serviços.
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PRESENÇAS – Participaram da solenidade o vice-presidente da OAB-PR, Fernando Estevão Deneka; o diretor-geral da Polícia Penal do Paraná, Osvaldo Messias Machado; o vice-presidente da Comissão de Defesa das Prerrogativas Profissionais da OAB-PR, Montserrat Sánchez Chaby; e a secretária da Comissão de Prerrogativas Profissionais da OAB-PR, Bárbara Mostachio Ferrassioli.
Fonte: Governo PR
Paraná
Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre
O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .
Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.
Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.
GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.
O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.
“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.
Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.
IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.
A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.
Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.
Fonte: Governo PR
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