Paraná
A partir de denúncia do MPPR, Judiciário condena por corrupção vereador e assessor parlamentar em Cianorte denunciados pela prática de “rachadinha”
O Ministério Público do Paraná obteve no Judiciário a condenação de um vereador de Cianorte, no Noroeste do estado, e seu assessor, pelos crimes de corrupção ativa e passiva. Investigações da Promotoria de Justiça da Comarca, em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), comprovaram a prática da chamada “rachadinha” – o agente político ficava com parte do salário do servidor, que atuava em seu gabinete. Ele foi condenado a 14 anos e 2 meses de reclusão e o assessor a 11 anos e 10 meses, ambos em regime fechado.
No curso das apurações sobre o caso, que tiveram início em julho de 2020, a partir de representação anônima, ficou comprovado que o servidor aceitava repassar, mensalmente, 30% do salário ao parlamentar – aproximadamente R$ 2 mil. Imagens de câmeras de segurança, anotações obtidas em seu gabinete, mensagens trocadas por aplicativos de mensagens, entre outras provas, colhidas com autorização judicial, comprovaram os ilícitos cometidos.
Pelas ilegalidades cometidas, os denunciados respondem também a ação civil por ato de improbidade administrativa (0002662-68.2021.8.16.0069).
A sentença, expedida pela Vara Criminal de Cianorte, também decretou a perda do mandado para o vereador e a perda da função pública para o assessor que, de acordo com as investigações, “ao invés de comunicar a ilegalidade de ter que ‘repartir’ seu salário com o vereador, aliou-se a ele em conluio criminoso, violando dever funcional”. Além disso, a título de reparação dos danos causados, foi determinada a devolução de R$ 6.355 aos cofres do Município de Cianorte, a serem pagos solidariamente pelos réus.
Processo número: 00011702-11.2020.8.16.009
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Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre
O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .
Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.
Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.
GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.
O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.
“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.
Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.
IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.
A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.
Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.
Fonte: Governo PR
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