Paraná
Turismo do Paraná cresce 13,7% no primeiro quadrimestre, segundo maior avanço no País
O setor paranaense de turismo tem crescido cada vez mais. A atividade no Paraná evoluiu 13,7% no primeiro quadrimestre deste ano, frente ao mesmo período de 2022, o segundo maior avanço no País, atrás apenas de Minas Gerais (20,4%). O número é maior que o resultado nacional, de 8,4%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Especificamente em abril, o crescimento foi de 3,6% no comparativo com o mesmo mês do ano passado, enquanto que na média nacional o aumento foi de apenas 1,4% em relação ao mesmo mês no ano anterior. Além do Paraná, avançaram no setor, no mês, São Paulo (3,6%), Minas Gerais (10,1%), Rio Grande do Sul (1,1%) e Ceará (0,2%). O número, segundo o IBGE, foi impulsionado pelos ramos de locação de automóveis, restaurantes, hotéis, agências de viagens, transporte rodoviário coletivo de passageiros e serviços de bufê.
Na variação acumulada em 12 meses, num recorte mais ampliado, o aumento foi de 19,9% no Paraná. Esse é o melhor resultado do Sul: Rio Grande do Sul ficou com 18,6% e Santa Catarina com 19,8%.
Os bons resultados no Paraná foram motivados por uma série de fatores como, por exemplo, as Cataratas do Iguaçu, que bateram recorde de visitação em abril, recebendo cerca de 150 mil turistas. As visitas nas unidades de conservação do Estado também quase dobraram entre janeiro e abril em relação aos mesmos meses do ano passado, recebendo 209.812 visitantes no período.
O governador Carlos Massa Ratinho Junior enfatiza que a atividade turística é essencial para a economia do Estado. “O turismo paranaense cresce constantemente, beneficiando diversos empreendimentos e trabalhadores que dependem de atividades como hotelaria, transporte, serviços de guia e alimentação. Isso nos dá muita alegria, porque é a forma mais barata de gerar empregos para a população”, disse.
Ele também ressalta o interesse do Estado em atrair cada vez mais turistas de outros países. “Acabamos de anunciar uma nova rota internacional saindo do Paraná, com voos diretos da Azul entre Curitiba e Montevidéu, no Uruguai. A ampliação das conexões com outros países também demonstra que as companhias aéreas estão confiantes no avanço do setor no Estado”, ressaltou o governador. “Estamos cada vez mais preparados para receber bem os turistas do Brasil e do mundo inteiro”.
O Estado também promove ações para estimular e qualificar o turismo paranaense, como o Encontro de Gestores do Turismo, realizado em Curitiba, que buscou mostrar às pessoas envolvidas com o setor, na esfera pública e privada, as estratégias para fazer com as atividades avancem com qualidade. Outra iniciativa para melhorar a qualificação profissional no setor, é a oferta de 4 mil vagas de cursos profissionalizando, ofertadas gratuitamente à população, em uma parceria do Governo do Estado e em parceria com a Fecomércio-PR e o Senac-PR.
SERVIÇOS – O setor de serviços como um todo registrou aumento de 10,5% de janeiro a abril no Paraná, enquanto o avanço do volume de serviços no Brasil foi de 4,8%. O setor compreende salões de beleza, academias, atividades administrativas, imobiliárias, transporte e alimentação.
Em abril, especificamente, o setor cresceu 8,7%, frente ao mesmo mês do ano anterior, acima do resultado nacional de 2,7%. Já no acumulado em 12 meses, a variação positiva no Paraná foi de 5,9% e no Brasil, de 6,8%.
Fonte: Governo PR
Paraná
Inverno de 2026 será mais quente e chuvoso do que a média, prevê o Simepar
O inverno é a estação mais fria e mais seca do ano no Paraná. Em 2026, entretanto, a estação terá volumes de chuva acima da média, e temperaturas ligeiramente acima da média. É o que aponta o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. O inverno de 2026 terá início às 5h24 de domingo (21) no Hemisfério Sul.
A nova estação chega com o solstício de inverno. Domingo terá o dia mais curto e a noite mais longa do ano, devido à inclinação do eixo da Terra em relação ao sol. A climatologia aponta que, especialmente nas regiões Centro e Norte do Paraná, os volumes de chuva reduzem muito durante o inverno.
“Historicamente, durante o inverno, sistemas de alta pressão associados ao avanço de massas de ar frio e seco atuam com maior frequência, tornando os intervalos entre eventos de precipitação mais prolongados. A passagem de sistemas frontais permanece como o principal mecanismo responsável pelas chuvas, com maiores acumulados normalmente registrados nas regiões Oeste e Sudoeste, enquanto os menores volumes ocorrem no setor Norte do Paraná”, explica Leonardo Furlan, meteorologista do Simepar.
Segundo o meteorologista, massas de ar polar oriundas da Antártica e do sul da América do Sul favorecem quedas acentuadas de temperatura e a ocorrência de geadas no Paraná, principalmente nas regiões Sul, Centro-Sul, Sudoeste, Campos Gerais e Região Metropolitana de Curitiba. Mas também há episódios de veranicos principalmente em agosto: períodos caracterizados por tempo seco e temperaturas elevadas para a época. Além disso, o inverno, assim como o outono, também é marcado pela ocorrência frequente de nevoeiros.
MUDANÇAS – Em 2026, entretanto, o inverno será influenciado por um fenômeno meteorológico de larga escala. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) americana confirmou na última quinta-feira (11) que as condições do El Niño já estão presentes no Oceano Pacífico equatorial. O fenômeno gradativamente se intensifica e atinge o ápice entre a primavera e o verão 2026/2027 do Hemisfério Sul.
Os dados constatados pela NOAA apontam que a temperatura da superfície do mar já está acima de 0,5°C desde maio e as previsões apontam que essa temperatura seguirá subindo. Além da superfície, o aquecimento também ocorre nos primeiros 200 metros de profundidade.
O oceano e a atmosfera funcionam como um sistema acoplado. Quando os ventos alísios enfraquecem, as águas quentes do Pacífico se deslocam em direção à costa oeste da América do Sul. Esse aquecimento altera a circulação da atmosfera e modifica padrões de chuva e tempestades em várias partes do planeta.
“O El Niño aumentará no Paraná a frequência de chuvas e sistemas frontais, ocasionará menor amplitude térmica, mais ocorrências de nevoeiros e geadas menos generalizadas”, detalha Leonardo.
Com isso, a previsão para o inverno de 2026 é de que a amplitude térmica diminua ao longo de julho, o frio diminua ao longo de agosto e as temperaturas fiquem ligeiramente acima da média no fim da estação, em setembro. A chuva ficará acima da média histórica durante todo o período, com volumes crescentes até a primavera.
PREPARAÇÃO E MITIGAÇÃO DE DESASTRES – Para melhorar a capacidade de prevenção, o Simepar já iniciou o processo de contratação de mais meteorologistas e também os editais do Monitora Paraná e Monitora Litoral, que preveem a aquisição de novos radares meteorológicos e bóias oceanográficas, com apoio do Instituto Água e Terra (IAT). As aquisições são mediadas pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
Os projetos também farão a concepção e implementação do Sistema de Modelagem Oceanográfica com a compra de uma bóia oceanográfica; além da implementação do Sistema de Alertas de Desastres (Early Warning System). Os equipamentos vão reforçar o setor de monitoramento que acompanha o nível dos rios e as condições oceanográficas – dados que ajudam a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) na tomada de decisões em caso de enxurradas, alagamentos ou ressacas.
Desde março, a Cedec reforçou as orientações repassadas aos municípios voltados à preparação e mitigação de ocorrências associadas a inundações, alagamentos e deslizamentos. Neste sentido, foram realizados dois simulados de desastre em Antonina e Morretes, no litoral do estado. Desobstrução de galerias, desassoreamento de rios, revisão de áreas de atenção e de abrigos são algumas das recomendações feitas às prefeituras.
“Estamos acompanhando a formação deste fenômeno com muita atenção aqui no Paraná. A Defesa Civil integra ações que envolvem outras secretarias e todos os municípios do estado. Não temos como prever agora quais locais serão mais suscetíveis às ocorrências ligadas ao aumento expressivo de chuva. Naturalmente aquelas áreas onde há um histórico de tragédias precisam concentrar um plano reforçado para reduzir os impactos à população”, destaca o coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil.
Fonte: Governo PR
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